quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

domingo, 15 de janeiro de 2012

FELIPE D'OLIVEIRA E A LANTERNA VERDE

 FELIPE D'OLIVEIRA
E A REVISTA
LANTERNA VERDE

Recebi, em agosto de 2011, solicitações para que postasse algo a respeito da revista “Lanterna Verde”. Confesso que não foi esquecimento, mas somente agora consegui disponibilidade para a postagem. Acontece que o material disponível é escasso. Grande parte do disponível encontra-se no Rio de Janeiro, dificultando a pesquisa para quem reside no interior de São Paulo. Mesmo assim, aproveitando o pouco material disponível na NET e no acervo da biblioteca do Retalhos, no texto que segue, os solicitantes e leitores poderão ter uma ideia oficial da “Lanterna Verde”. A autoria do texto é de Roselis Oliveira de Napoli, publicado no livro “Lanterna Verde”, pelo IEB/USP, em 1970, resultado de intensa pesquisa orientada e projetada pelo professor Dr. José Geraldo Castello, catedrático de Literatura Brasileira da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo. 
O texto está descrito conforme original. Concluo a postagem com uma biografia resumida do empresário, esportista, jornalista e poeta “Felipe d’Oliveira”.

                                      Luiz de Almeida


Lanterna Verde foi um boletim anual, ilustrado, que a Sociedade Felipe d’Oliveira publicou no Rio de Janeiro, de 1934 a 1938, e de 1943 a 1944, num total de oito números. Não há indicação de corpo de redatores ou de direção; é citada apenas a Comissão Diretora da Sociedade Felipe d’Oliveira, constituída por Rodrigues Otávio Filho, Otávio Tarquínio de Souza, Ribeiro Couto e João Daudt d’Oliveira.
A Sociedade Felipe d’Oliveira foi fundada “em lembrança de Felipe d’Oliveira e culto à sua memória”, como nos esclarece o artigo 1.º de seus Estatutos, em 23 de agosto de 1933, data de nascimento de seu patrono. Entre os objetivos principais, visava a edição de inéditos ou a reedição de obras de Felipe d’Oliveira, a edição de obras de autores brasileiros e a publicação de um boletim anual que recebeu o nome da obra mais conhecida do poeta gaúcho, Lanterna Verde. Era composta por quinze membros: Augusto Frederico Schmidt, Álvaro Moreyra, Rodrigo Otávio Filho, Otávio Tarquínio de Sousa, Tristão da Cunha, Rui Ribeiro Couto, Renato Almeida, Renato de Toledo Lopes, Manuel de Abreu, João Daudt d’Oliveira, Edmundo da Luz Pinto, João Neves da Fontoura, José de Freitas Valle (Jacques d’Avray), Assis Chateaubriand e Ronald de Carvalho, que foi substituído, após seu falecimento, por Alceu Amoroso Lima.
O boletim não obedeceu à linha unificadora, mas procurou ser ponto de convergência dos intelectuais brasileiros, sem se prender a tendências, correntes ou opiniões dominantes. Esse propósito, expresso na página de apresentação do boletim, explica a presença de colaboradores de várias tendências e de artigos sobre diferentes manifestações da atividade cultural.
Otávio Tarquínio de Sousa, com o título de “Explicação deste Boletim”, in LVI, pp. 5-6, disserta sobre alguns objetivos do boletim “Lanterna Verde”:

“LANTERNA VERDE, nome com que se apresenta o Boletim da Sociedade Felipe d’Oliveira, em memória do grande livro do seu patrono, não precisa expor, em artigo solene, o programa, o roteiro, os fins a que se destina.
Nem essa explicação mesma, na sua singeleza, se fazia mister.
Porque a Sociedade Felipe d’Oliveira, em pouco tempo de vida, passando das simples promessas, já iniciou vitoriosamente a sua ação em prol das obras da inteligência.
A recente concessão do seu primeiro premio anual de literatura, de cinco contos de réis, ao romance de Amando Fontes, e a pensão ao escultor Antônio Caringi, para que continue a estudar na Europa, são a prova incontestável. Lanterna Verde continua a estudar na Europa, são a prova incontestável. Lanterna Verde continua essa série de realizações.
Lâmpada votiva dedicada ao culto do poeta Felipe d’Oliveira, quer ser o ponto de convergência de todos quantos em nossa terra não traem o Espírito.
Em vez de revista hermética, reservada exclusivamente aos companheiros da Sociedade, trata-se de mais livre das tribunas, aberta, franca, acessível a todas as tendências, correntes e opiniões.
Animada da mesma isenção sem infalibilidade com que confere os seus prêmios, a Sociedade não terá neste Boletim preferências pessoais, nem se subordinará a grupos, escolas ou igrejinhas.
Aqui encontrarão acolhida todas as manifestações da atividade intelectual, todos os valores espirituais e culturais.
Temos certeza de que não pregaremos no deserto. Por muito desolador que seja o ambiente intelectual do país, uma obra como a que se propõe levar avante a Sociedade Felipe d’Oliveira há de vingar sem dúvida, produzir frutos e florescer, embora o terreno pareça pouco propício.
Há indícios seguros de que na geração que ora se inicia algumas grandes figuras se marcarão. Não é necessário indicar nomes, que estão na memória de todos.
A esses, e outros que surjam, o Boletim franqueia as suas páginas, num trabalho de renovação constante que é o sinal da eterna mocidade da inteligência.
O Brasil não deve continuar a ser apenas o campo de estéreis brigas, nem é possível que entre nós só prosperem as sociedades esportivas. Sob o signo do Espírito há nobres coisas a realizar. É o que pretendemos”.

O boletim apresenta o formato de 18 x 23 cm, sendo o espelho de 13 x 17 cm, com indicação da página na parte inferior à direita. Na página de rosto temos o título, LANTERNA VERDE, em caixa alta, tipo florete, corpo 36; no centro, à esquerda, o subtítulo, BOLETIM / DA / SOCIEDADE FELIPE D’OLIVEIRA, em caixa alta, tipo kaber normal, corpo 24, 8 e 16 respectivamente; na parte inferior, à direita, indicação do número, data (mês e ano) e local de publicação, em caixa alta, kabel meio preto, corpo 8 e para os subtítulos antiga oficial, corpo 8; para a matéria, antiga oficial corpo 8 e excelsior grifo corpo 8 para as citações.
Nos números 1, 2, 3, 5 e 6 temos encartes a cores ou em preto e branco, reproduzindo pinturas, esculturas, maquetes de arquitetura, cenas teatrais, fotografias de escritores e escultores, monumentos.
Embora não obedeça a um critério rígido, apresenta geralmente duas seções, a primeira com os artigos e a segunda com o noticiário sobre letras e artes e informações sobre a Sociedade Felipe d’Oliveira (relatórios, estatutos, relação dos membros com os respectivos endereços, regulamento do prêmio Felipe d’Oliveira).
A colaboração é heterogênea e distribuída sem sistematização pelas páginas de LANTERNA VERDE. Teremos, ao lado de colaborações especificamente literárias – poesia, ficção, crônica, memórias, oratória, ensaios literários – artigos pertencentes aos diversos ramos da cultura: ensaios filosóficos, científicos, políticos, música e cinema; biografia, história, geografia e folclore. Apresenta ainda entrevistas, resenhas literárias, bibliografias e uma seção de noticiário com informações sobre as atividades da Sociedade Felipe d’Oliveira e de seus membros.
Dos oito números publicados, três foram especiais: o quarto, preocupado em fazer o inventário do Modernismo; o sétimo, dedicado aos Estados Unidos; e o oitavo, ao Rio Grande do Sul.
Ao fazer a revisão geral do Modernismo, no seu número quatro, de novembro de 1936, declara-o extinto, e apresenta as tendências da literatura brasileira após 1930. O interesse principal do Boletim está justamente nessa visão crítica do Modernismo e na apresentação, difusa através de seus números, de dados importantes para o estudo da segunda fase modernista, chamada por Tristão de Ataíde “pós-modernismo” (Ataíde, Tristão de. – Síntese – in LV4, pp. 85-98).
Entre seus colaboradores encontraremos alguns dos mais representativos escritores do período modernista, ao lado de outros que desapareceram completamente do cenário artístico e cultural. Há extensa colaboração de escritores gaúchos, posto que não particularmente significativa. Poderíamos salientar, entre os colaboradores, incluindo alguns gaúchos, os seguintes nomes: Afonso Arinos de Melo Franco, Álvaro Moreyra, Astrogildo Pereira, Atos Damasceno Ferreira, Augusto Frederico Schmidt, Augusto Mayer, Darci Azambuja, De Sousa Júnior, Érico Veríssimo, Ernâni Fornari, Gilberto Freyre, Graciliano Ramos, Ivan Pedro de Martins, Jorge Amado, Jorge de Lima, José Lins do Rêgo, Lúcia Miguel Pereira, Lúcio Cardoso, Manoel de Abreu, Manoelito de Ornellas, Manuel Bandeira, Mário de Andrade, Mário Quintana, Marques Rebêlo, Murilo Mendes, Otávio de Faria, Raul Bopp, Renato Almeida, Ronald de Carvalho, Rubem Braga, Telmo Vergara, Tristão de Ataíde, Vargas Neto, Vianna Moog, Vinícius de Morais e outros.
Podemos falar em “grupo de Lanterna Verde?”. Cremos que não, se como grupo entendermos reunião de escritores que seguem as mesmas tendências, tendo um mesmo ideário e atitudes.
O Boletim foi publicado na segunda fase modernista, depois de superado o período polêmico; o movimento já havia alcançado conquistas definitivas que se incorporaram à literatura brasileira e cada escritor traçava independentemente o seu caminho. Se bem que LANTERNA VERDE tenha sido fundada por amigos e admiradores do poeta gaúcho Felipe d’Oliveira, em parte remanescentes do grupo que se formara em torno de Graça Aranha e Ronald de Carvalho, abriu suas páginas, como dissemos anteriormente, a seguidores de todas as tendências, não se limitando a assuntos artísticos e literários, mas pretendendo ser uma publicação de caráter cultural, na acepção mais ampla. Não é possível agrupar seus colaboradores em torno dos mesmos princípios, que os consideremos globalmente, quer parcialmente. Pode-se notar a predominância de colabores do Rio de Janeiro, local de publicação do Boletim, o que justifica a ênfase dada a Graça Aranha e Ronald de Carvalho em suas páginas.

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No sítio http://w3.ufsm.br/literaturaehistoria/, o dileto leitor poderá encontrar alguns números reunidos e disponíveis da revista: LANTERNA VERDE (Anos de: 1934, 1935, 1936, 1937, 1938 e 1944). Ainda que a conservação física do material não seja de alta qualidade, na página virtual, é possível ler a íntegra dos textos. Vale a pena conferir.


SOBRE FELIPE D’OLIVEIRA
Felipe d'Oliveira - Portinari (Óleo s/ tela)
1890 – 23 de Agosto: Nasce, em Santa Maria (RS), Felipe Daudt de Oliveira, ou Felipe D'Oliveira, filho do pernambucano Filipe Alves de Oliveira e de Maria Adelaide Daudt - seu pai foi assassinado em conflitos políticos da cidade, antes de seu nascimento;
1906 - Aos 16 anos já escrevia críticas musicais para o Correio do Povo;
1908 - Formou-se farmacêutico, pela Faculdade Livre de Medicina e Farmácia, em Porto Alegre e passou a auxiliar o tio, na Daudt, Oliveira & Cia., que se transferiu para o Rio de Janeiro. Colaborou para o jornal Correio do Povo, Gazeta de Notícias e para a Revista Fon-Fon, onde assinava com o pseudônimo Gavarni. Nessa época integrava o “Grupo dos Sete” (Homero Prates, Francisco Barreto, Carlos Azevedo, Antônio Barreto, Eduardo Guimaraens, Álvaro Moreyra e Felipe), todos gaúchos que chegam ao Rio de Janeiro, onde foram acolhidos pelos gaúchos da geração anterior que lá se haviam estabelecido: Alcides Maya, Zeferino Brasil, Marcelo Gama e outros, todos Simbolistas. Felipe também colaboraria para a revista Ilustração Brasileira, publicação de Álvaro Moreira;
1911 – Publica seu primeiro livro de poesias: Vida Extinta;
1926 – Publica seu segundo livro de poesias: Lanterna Verde. Passa a incorporar elementos das vanguardas modernistas. ;
1930 – Passou a integrar o grupo Tríade Indissolúvel, com seu tio paterno João Daudt de Oliveira e com João Neves da Fontoura, no trabalho para a vitória da Aliança Liberal. Tem o seu poema Magnificat citado, em virtude do sentimento de continentalidade americana, na conferência Poesia Moderníssima do Brasil, pronunciada na Faculdade de Letras de Coimbra pelo professor da Cadeira de Estudos Brasileiros, Dr. Manuel de Sousa Pinto;
1931 – O Jornal do Commercio do Rio de Janeiro, publica na sua edição de 11 de janeiro (domingo), na página 3, a Conferência Poesia Moderníssima do Brasil;
1932 – Apoia a Revolução Constitucionalista, mesmo estando no Rio de Janeiro, pelo qual foi frequentemente procurado pela polícia, sem sucesso. Em 12 de outubro, após ter se asilado em uma embaixada, foi para o exílio na França;
1933 – 17 de fevereiro: Morre de acidente automobilístico, Auxerre, próxima a Paris, França. Foi enterrado no cemitério São João Batista, no Rio de Janeiro;
1933 - Em 23 de Agosto é fundada a Sociedade Felipe d’Oliveira, “em lembrança de Felipe d’Oliveira e culto à sua memória”, conforme está esclarecido no artigo primeiro de seus Estatutos;
1934 – Publicada em maio, no Rio de Janeiro, a revista LANTERNA VERDE, pela Sociedade Felipe de Oliveira. Nessa primeira edição, o primeiro texto é o prefácio, elaborado por Felipe de Oliveira para o livro que tencionava publicar: Livro Posthumo. O texto em questão data de 1925 e constitui, na prática, uma explicação concernente ao seu projeto. Sob determinado aspecto, este prefácio não deixa de lembrar a obra de Machado de Assis que, didaticamente, inaugura o Realismo no Brasil: Memórias Póstumas de Brás Cubas. Publicação de Terra Cheia de Graça;
1937 – Publicação das suas obras Alguns Poemas;
1938 – Publicação da obra em prosa Livro Póstumo.

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        O EPITÁFIO QUE NÃO FOI GRAVADO

Felipe d’Oliveira é um poeta preciso, que escolhe as palavras, que as ordena com rigor quase matemático. Influenciado por Ronald de Carvalho, outro espírito claro e luminoso, busca as “mesmas sonoridades pomposas e cheias de cor e de alegria”, conforme observa Mário de Andrade. Mais apegado ao exterior, ao espetáculo da vida, sua poesia, no geral, ressente-se de profundidade e de mistério. Mas quando se liberta da preocupação objetiva e da visão “cubista das coisas e das emoções”, - nele percebidas por Menotti Del Picchia -, que o levam a virtuosismos de construção, pode atingir plenamente o sentimento, a poesia, sem prejuízo do seu gosto comedido e discreto. É o que ocorre com “O epitáfio que não foi gravado”, que Mário de Andrade chega mesmo a considerá-lo “um dos mais lindos poemas da poesia contemporânea do Brasil”. Felipe pode ser visto como a primeira manifestação, dentro do modernismo, em favor do cuidado formal. Em 1927 foi combatido por João Alphonsus, que acusava serem os seus “poemas bem feitos demais”. Viam, no poeta, nessa época, um neoparnasiano.

O EPITÁFIO QUE NÃO FOI GRAVADO

Todos sentiram quando a morte entrou
com um frêmito apressado de retardatária.

A que tinha de morrer, - a que a esperava, -
fechou os olhos
fatigados de assistirem ao mal-entendido da vida.

Os que a choravam sabiam-na sem pecado,
consoladora dos aflitos,
boca de perdão e de indulgência,
corpo sem desejo,
voz sem amargor.

A que tinha de morrer fechou os olhos fatigados,
mas tranqüilos...
Porque os que a choravam nunca saberiam
o rancor sem perdão de sua boca,
o desejo saciado de seu corpo,
o amargor de sua voz,
a sua angústia de arrastar até o fim a alma postiça que lhe fizeram,
o seu cansaço imenso de abafar, secretos, na carne ansiosa,
a perfeição e o orgulho de pecar.

A que tinha de morrer fechou os olhos para sempre
e os que a choravam
nunca souberam de alguém que foi de todos junto ao leito à hora do exausto coração parar
o mais distante,
o mais imóvel,
o que não soluçou
que não pode erguer as pálpebras pesadas,
o que sentiu chamar no sangue o desespero de sobreviver,
o que estrangulou na garganta o grito dilacerado do solitário,
o que depois, sobre a serenidade da morte purificadora,
 a redenção do silêncio,
como uma pedra votiva do sepulcro.


(Lanterna Verde – Edição de Pimenta de Melo e Cia. RJ, 1926. Pp. 66-69).

FONTES PESQUISADAS:

- Coutinho, Afrânio. A Literatura no Brasil. Vol. III. 2ª Ed. Livraria São José – Rio de Janeiro, 1964;
- Napoli, Roselis Oliveira de. Lanterna Verde. IEB/USP – São Paulo, 1970;
- Martins, Wilson. A Literatura Brasileira. Vol. VI: O Modernismo (1916-1945). Ed. Cultrix – São Paulo, 1965;
- Moisés, Massaud. História da Literatura Brasileira – Modernismo. Cultrix/Edusp – São Paulo, 10ª Ed. 1995.
- http://asorrir.blogspot.com/2009/06/felipe-daudt-de-oliveira.html
- http://w3.ufsm.br/literaturaehistoria/
- http://bibliotecadigital.fgv.br/ojs/index.php/reh/article/view/1954/1093
- http://www.antoniomiranda.com.br/poesia_brasis/rio_grade_sul/felipe_de_oliveira.html
- http://www.ufsm.br/editora/catalogo/f.htm
- http://www.scielo.br/pdf/cpa/n23/n23a06.pdf

sábado, 26 de novembro de 2011

SÉRGIO MILLIET (FOTO INÉDITA)

SÉRGIO MILLIET

O Blog RETALHOS DO MODERNISMO conseguiu foto inédita de Sérgio Milliet. Fiel aos seus objetivos primeiros, posta cópia da referida foto para o conhecimento dos seus seguidores e para o deleite de todos os amantes da literatura nacional, leitores de Sérgio Milliet e também do nosso grande romancista Erico Veríssimo - ambos na foto. Êxtase.
Flagrante (s/ data) com a presença de SÉRGIO MILLIET, quando da visita do escritor Érico Veríssimo à sede da União Brasileira de Escritores (UBE), São Paulo. (Da esquerda para a direita): Ibiapaba Martins, Oliveira Ribeiro Neto, Henrique L. Alves, Érico Veríssimo, SÉRGIO MILLIET e Raimundo de Menezes.
(Foto original: Acervo da Biblioteca do Blog e Exposição RETALHOS DO MODERNISMO)

Para a foto não ficar solitária nas páginas do RETALHOS, transcrevo parcialmente texto do Sérgio Milliet evidenciando obras de Érico Veríssimo, datado de 20 de Dezembro de 1951, editado no Vol. VIII (1981) do Diário Crítico de Sérgio Milliet, pelas editoras Martins & amp; Edusp. (Luiz de Almeida).
Dezembro, 20 - Não me arrisco ainda a emitir uma opinião sobre a trilogia de Érico Veríssimo. – “O tempo e o Vento”. Surpreendeu-me agradavelmente o primeiro voluma (O Continente) e não me desilude o segundo (O retrato).
O que me parece caracterizar a parte inicial da trilogia é a forma sinfônica do romance. Em “O Continente” os cento e cinquenta anos da historia da constituição de duas famílias e da criação da cidade de Santa Fé assinalam o arcabouço dentro do qual se desenvolve o “alegro” da vida turbulenta e brilhante do Capitão Cambará. As variações numerosas e os diversos “movimentos” se conjugam de modo da dar-nos uma peça literária rica e sugestiva. Quanto ao miolo da obra, tem-se, paralelamente ao desejo de revelar ao leitor as raízes da atualidade social rio-grandense, a intenção de fixar alguns tipos humanos específicos em conflito fecundo. (...).
Em “O retrato” passa-se da sinfonia ao concerto, com os “tutti” inicial e final e o solo biográfico do dr. Rodrigo Cambará, bisneto de seu homônimo do primeiro volume. Essa vida agitada, e por momentos apaixonantes, desenrola-se, em seus pormenores, de 1909 a 1915, desde a campanha civilista, portanto até a Grande Guerra. Entretanto, graças aos trechos dos principio e do fim, amplia-se a biografia até a queda de Getúlio Vargas, com a sugestão de ter o herói participado da Revolução de 30 alçando-se a uma posição politica elevada em rápida e feliz ascensão. (...).
Passando da analogia musical para a analogia pictórica perceberíamos na obra de Érico Veríssimo uma intenção visível de realizar um afresco histórico-social em forma de trip-tico, que nos conduzisse da colonização, que nos conduzisse da colonização açoriana do sul ao predomínio do Rio Grande na politica atual, tudo se explicando pelo desenvolvimento econômico da região e pela formação moral, temperada nas guerras e revoluções da fronteira. (...).
A maior qualidade de Érico Veríssimo é o dom de interessar. Seu romance apaixona. Leem-se de um folego as 600 paginas de “O retrato”. Ora a curiosidade do leitor inteligente não se desperta sem motivo a este, nessa alentada trilogia está na veracidade do enredo de par com a humanidade das personagens. À exceção dos três ou quatro heróis a quem o autor encomendou seus sermões políticos e filosóficos, todos os outros são indivíduos de carne e osso, estudados minuciosamente em sua psicologia e cujas ações não a contradizem.
 (Milliet, Sérgio. Diário Crítico de Sérgio Milliet – Vol. VIII. Introdução de Antônio Cândido. 2ª Ed. Martins & Edusp - São Paulo, 1981. Pp. 132/134).

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

SÉRGIO MILLIET

  SÉRGIO MILLIET
E A ARTE MODERNA

Sérgio Milliet
(Foto do Acervo da Exposição Retalhos do Modernismo) 

Dia 9 de novembro lembramos a morte de um dos grandes intelectuais brasileiro: Sérgio Milliet (escritor, ensaísta, crítico, articulista, pintor, desenhista, etc.), acontecida em 1966, na cidade de São Paulo. Talvez o termo “lembramos” não seja a esperada expressão da verdade, pois não vimos, mais uma vez, uma “notinha” na mídia nacional. Infelizmente. Na França sim. Vários jornais e sites não deixaram de mencionar algo sobre Serge Milliet. Aqui, parece que já estamos habituados com os “esquecimentos” da nossa mídia, principalmente quando o envolvido pertence a qualquer área das artes (nacional). Se Milliet não fosse brasileiro, “talvez” a imprensa nacional tivesse lembrado. E não posso deixar de mencionar que aqui no Brasil temos especialistas em Sérgio Milliet: Francisco Alambert, Lisbeth Rebollo, Regina Campos e Silvia Quintanilha – bastaria os mandatários da mídia brasileira (se tivessem um mínimo de interesse cultural) buscarem os resultados das pesquisas desses intelectuais, com certeza, editariam grandes matérias a respeito de Sérgio Milliet. Bem, deixa pra lá. Vamos permanecer nos objetivos do Retalhos e descrever algo mais sobre Sérgio Milliet e concluir com algumas das suas “considerações sobre artes plásticas”.
Veja sobre Sérgio Milliet aqui no Retalhos:
O foco escolhido para esta postagem é o Sérgio Milliet voltado para a arte moderna brasileira. É importante mencionar que Milliet teve uma participação ativa nas artes plásticas nacionais, não como pintor e desenhista, mas como ensaísta, crítico, instrutor e realizador. O artista plástico Aldemir Martins, em “Artes Visuais”, jornal Folha de S. Paulo, edição de 2 de dezembro de 1979, menciona:
  “(...) tudo o que nós devemos a Sérgio é a nossa formação extracurricular, ou seja: nós éramos semi-alfabetizados e o Sérgio nos proporcionava o contato com a informação sobre arte, além de se responsabilizar por outros aspectos de nossa carreira (contas, fiadores, etc.)”.
  Ele marcou a vida cultural paulistana. Foi amigo de Mário de Andrade e teve um relacionamento afetuoso e profissional com todos os artistas e intelectuais dos anos 20, 30 e 40. Teve um envolvimento direto com a questão cultural, principalmente nos que diz respeito às artes plásticas. O primeiro acervo público de arte moderna brasileira foi idealização por Milliet para a Biblioteca Municipal de São Paulo (*). Ligado ao Departamento de Cultura, junto com Mário de Andrade na qualidade de Diretor da Divisão de Documentação Histórica e Social desde 1935, seria em sua gestão junto à Biblioteca Municipal, o principal incentivador na criação de instituições que sedimentassem o discurso artístico modernista.
  Em 22 de julho de 1938, lamentava a ausência, em São Paulo, de uma instituição pública que se preocupasse com a pesquisa e a documentação das artes plásticas paulistanas, como mencionou no O Estado de São Paulo:
  - “A ausência de um Museu de Arte Moderna em São Paulo faz-se duramente sentir. Se este existisse na nossa capital (...) talvez não ficasse sem registro permanente o esforço notável dos pintores e escultores da atual geração brasileira”. (*).
  Ao assumir, em 1943, a direção da Biblioteca Municipal, Sérgio Milliet apresentou um projeto de arquivo e documentação de arte sobre papel – similar ao das melhores bibliotecas europeias e norte-americanas – dando início, assim, a um acervo de desenhos e gravuras originais que pudessem ser guardados em pastas, permitindo o fácil acesso a pesquisadores e historiadores de arte. (*).
  Em 1945, Milliet começou a pintar e a fazer portraits – charges, em São Paulo. Em 25 de janeiro, inaugura na Biblioteca Municipal de São Paulo a Seção de Arte. Conforme afirma João J. Spinelli, no O Olhar de Sérgio Sobre a Arte Brasileira: “(...). A partir desta data, Sérgio Milliet e Maria Eugênia Franco, sua fiel colaboradora, formaram uma coleção de desenhos, gravuras e pinturas, fundamental, até hoje, para o estudo e a compreensão da história das artes visuais no Brasil. Desde o início, com cuidados museográficos, estes dois visionários organizaram exposições didáticas sobre os principais movimentos artísticos, facilitando aos artistas e ao público em geral o entendimento das transformações estéticas ocorridas na primeira metade deste século. //Além da criação do primeiro acervo público de arte moderna brasileira, Sérgio Milliet facilitou o acesso dos usuários a livros, revistas e álbuns de arte. Palestras, debates, cursos, recitais e exposições transformaram a Biblioteca no primeiro grande centro cultural do país”.
  Em 1946, comemorando seu primeiro ano de existência, a Seção de Arte organizava a "Exposição de Desenhos Originais de Artistas de São Paulo". No texto de abertura da mostra, não assinado, especificavam-se os propósitos da instituição: "Nesta exposição de desenhos dos artistas de São Paulo, novos alguns, outros já consagrados, não existe somente, um estímulo à sua arte. Existe também o desejo de tornar pública esta coleção, de propriedade da Seção de Arte da Biblioteca, para que ela possa ser vista, a qualquer momento, depois de retirada desta vitrine, por todos aqueles que não sabiam de sua existência, em nosso acervo. Obedecendo ao caráter didático e informativo, que vêm sempre tendo as nossas exposições, os desenhos foram dispostos numa ordem aproximada, cronológica do aparecimento dos artistas, em nosso meio".
  Essa exposição contou com obras dos seguintes artistas: Aldemir Martins, Aldo Bonadei, Alfredo Rizzotti, Alfredo Volpi, Anita Malfatti, Antônio Bandeira, Antônio Gomide, Bruno Giorge, Cândido Portinari, Carlos Prado, Clovis Graciano, Djanira da Motta e Silva, Emiliano Di Cavalcanti, Enrico Bianco, Ernesto de Fiori, Fayga Ostrower, Fulvio Pennacchi, Gastão Worms, Joaquim Lopes Figueira, José Pancetti, Lívio Abramo, Lothar Charoux, Marcelo Grassmann, Maria Leontina, Mário Zanini, Manuel Martins, Milton Dacosta, Mick Carnicelli, Oswaldo Goeldi, Otávio Araujo, Paulo Rossi Osir, Quirino da Silva, Raphael Gavez, Renina Katz, Tarsila do Amaral, Waldemar da Costa, dentre outros.
  "Milliet era uma pessoa extremamente curiosa. Estava sempre atento ao trabalho dos novos poetas, dos novos pintores. Tinha um olhar de caleidoscópio (...)”. Foi assim que a pesquisadora Regina Maria Salgado Campos definiu quando apresentou o pensamento de Milliet em sua tese de doutorado no Departamento de Letras Modernas, em 1990.
  Antes de concluir este texto com algumas considerações de Milliet sobre artes, não seria demais enfatizar: “Sérgio Milliet teve uma participação ativa nas artes plásticas nacionais”, e poucos sabem que ele foi um dos participantes da organização do Museu de Arte Moderna (1948-49), como também foi dele a Bienal, em 1951. Como crítico deixou vasto material que necessita ser mais bem explorado. Apesar de todo seu esforço e entusiasmo nas suas considerações sobre artes plásticas, Quirino da Silva deixou o seguinte depoimento sobre Milliet:
  "Desde que passou a pintar, seu conceito sobre pintura se modificou. A tal ponto compreendeu o problema pictórico que o seu primeiro gesto foi afastar-se da crítica de artes plásticas. Aos seus amigos íntimos, mormente pintores, dizia repetidas vezes: Se soubessem como é difícil pintar, não escreveriam tanto sobre pintura. (...)”. (in HOMENAGEM a Sérgio Milliet. Apresentação de José Geraldo Vieira e Quirino da Silva. São Paulo: MAM, 1969).
 CONSIDERAÇÕES (INATUAIS)
DE SÉRGIO MILLIET:
As considerações que seguem foram retiradas (parcialmente) da edição de “Os Cadernos de Cultura”, do Serviço de Documentação do Ministério da Educação e Cultura, direção de José Simeão Leal, Caderno nº 107, publicado pelo Departamento de Imprensa Nacional, Rio de Janeiro, 1957: “Considerações Inatuais”, Sérgio Milliet.
(Preservada a ortografia original).
- A sinceridade em arte vale na medida em induz o público a acreditar nela e a sentir.
- Inútil esteticamente, o assunto era para o leigo uma ponte de acesso à pintura. Demolida a ponte, o público se desarvora e deserta as salas de exposição. Ora, poderá viver uma arte sem público?
- Uma obra de arte que não atinja ao imponderável é uma obra morta, em que pesem suas qualidades.
- Em arte não há feio, há expressão e equilíbrios.
- A neurose do pintor moderno, não é dele e sim da época.
- Nunca se pintou tão bem, nunca houve maior consciência técnica. Mas a pintura carece de uma razão de ser efetiva. E mais a figurativista do que a abstrata.
- O leigo começa por apreciar a Renascença, e só alcança Picasso quando percebe que ele usa a mesma linguagem que os pintores do século XV.
- No verdadeiro paisagista as figuras são também campos, casas, céus.
- Definir a paisagem brasileira pela luz, seria o mesmo que classificar o brasileiro pela cor da pele.
- Falta à jovem pintura aquele “plus” que caracterizou os grandes do passado.
- Decoração quer dizer convenção, estilização, repetição de soluções, linguagem acessível, esquematismo.
- O cubismo do decorativo com o anedótico acarreta a pobreza da matéria, o automatismo do desenho, a perda sensibilidade na cor, a monotonia da própria execução técnica.
- Certas soluções da pintura moderna talvez nos penetrem mais a inteligência do que o coração. (...).
- Toda obra de arte é abstrata enquanto obra de arte e somente porque exibe de maneira mais ou menos feliz elementos abstratos que nos impressionam. Um poema não vale literariamente pelo seu tema: vale pelos ritmos e metáforas, pela musicalidade, pela invenção sintática. Da mesma forma um quadro ainda que do Renascimento ou da fase mais realista, pós-romântica, se classifica entre as obras de arte não pelo assunto mas pela expressão de suas linhas, pela harmonia de seu colorido, pelo valor de sua geometria.
- O grande artista permanece grande mesmo nos seus desvios doutrinários. Porque ele é grande apesar da doutrina. Não pelas teorias da escola mas pelas soluções plásticas de sua pintura.
- Quem melhor julga um retrato como obra de arte é quem menos conhece o retratado.
- O leigo nem sempre compreende, em virtude de seu condicionamento artístico rígido, que pode haver boa pintura com mau desenho e vice-versa. Tais técnicas independem em parte uma da outra e a ignorância do desenho não implica no desconhecimento das leis pictóricas.
- A boa pintura provoca sempre uma excitação dos sentidos: dá vontade de comer, de cheirar, de tocar.
- O bom desenho bole com a imaginação, com a inteligência, com o sonho.
- Desenho não ser caligrafia. Desenham bem os bons alunos da Escola de Belas Artes? Que importa! Arte é expressão.

NOTAS:

(*) Spinelli, João J. In: O Olhar de Sérgio Sobre a Arte Brasileira, Edição da Secretaria Municipal de Cultura da Prefeitura Municipal de São Paulo, 1992, págs. 7-8.

FONTES:

- Amaral, Carlos Soulié do. Sérgio Milliet, um intérprete da cultura brasileira. O Estado de S. Paulo, 24 out. 1998.
- Guerra, Ana Maria Bezerra & Spinelli, João J. O Olhar de Sérgio Sobre a Arte Brasileira. Secretaria Municipal de Cultura da Prefeitura Municipal de São Paulo. Imprensa Oficial do Estado, SP. 1992;
- Milliet, Sérgio. Considerações Inatuais. Os Cadernos de Cultura. Serviço de Documentação do Ministério da Educação e Cultura. Edição nº 107, Departamento de Imprensa Nacional – RJ, 1957;
- http://www.usp.br/jorusp/arquivo/1998/jusp445/manchet/rep_res/opiniao.html;
- Sérgio Milliet - O Estado de São Paulo, junho de 1961. http://www2.uol.com.br/franciscorebolo/imprensa/inventiva.htm.

domingo, 16 de outubro de 2011

ALMEIDA JUNIOR NA PINACOTECA EM SÃO PAULO


O LUGAR DA ARTE:
ALMEIDA JUNIOR

E

PEDRO ALEXANDRINO

Almeida Jr. Foto Ilustrativa


EXPOSIÇÃO NA PINACOTECA DO ESTADO DE SÃO PAULO 

DE 15 DE OUTUBRO 2011 

01 DE JULHO DE 2012.


LOCAL:
Pinacoteca do Estado de São Paulo
Praça da Luz, 2 São Paulo, SP.
Tel. (11) 3324-1000

A exposição reúne 15 obras dos artistas Almeida Junior (1850-1899) e Pedro Alexandrino (1856-1942), todas pertencentes ao acervo da Pinacoteca e, como as demais temporárias, busca estabelecer um diálogo com o acervo. Ao dispor lado a lado a produção de ambos, a mostra não pretende retraçar um percurso artístico desses pintores, os primeiros a ganhar projeção no cenário artístico nacional a partir de São Paulo. Ao contrário, pretende-se circunscrever os campos de atuação possíveis para um pintor no contexto da São Paulo de fins de século XIX, tomando como exemplo os dois nomes de maior destaque na arte paulista naquele período. Com curadoria de Valéria Piccoli, curadora da Pinacoteca do Estado de São Paulo. (Sala Exposição Temporária 03)

- EM OUTRAS SALAS:

nA Sala exposição temporária 02:

O nú além das academias”

A exposição apresentará 35 obras entre desenhos e pinturas de maneira a explicitar a importância do nu na formação artística de diferentes filiações. Estarão expostas obras de
Almeida Júnior e Virgílio Maurício; desenhos de Anita Malfatti e Candido Portinari; Raphael Galvez, Rossi Osir, Yolanda Mohalyi, Qurino da Silva e Flávio de Carvalho, entre outros. Com curadoria de Ana Paula Nascimento, curadora da Pinacoteca do Estado.

NA Sala 7:

“Realismo Burguês”

A Academia é a base de um sistema artístico que pressupõe o mecenato. É inevitável que a produção acadêmica reflita, portanto, valores importantes para certas classes sociais. No final do século XIX, as obras de
Almeida Junior, Eliseu Visconti e Oscar Pereira da Silva, entre outros, reunidas nesta sala revelam a consolidação de um gosto tipicamente burguês no Brasil.


NA SALA 10:

“UM IMAGINÁRIO PAULISTA”

A sala propõe uma reflexão sobre a imagem que São Paulo busca projetar sobre si a partir do final do século XIX. As telas em que Almeida Junior propõe a tipificação do caipira paulista são contrapostas às imagens da transformação da paisagem urbana de São Paulo.

Fale com a ouvidoria:

FONTE:

terça-feira, 17 de maio de 2011

ZINA AITA: A MODERNISTA MINEIRA ESQUECIDA - II (ATUALIZAÇÃO EM MAIO DE 2011)


ZINA AITA:
A MODERNISTA MINEIRA ESQUECIDA - II
(Atualização)

Zina Aita (1920)

O blog RETALHOS DO MODERNISMO atualizou a postagem ZINA AITA: A MODERNISTA MINEIRA ESQUECIDA, publicada em fevereiro de 2008. Essa atualização se fez necessária, pois a pesquisa sobre a Artista teve seguimento.
Apesar das inúmeras dificuldades, o Retalhos conseguiu novos textos e novas imagens de obras de Zina Aita.
É com satisfação que comunico aos diletos “Seguidores” e aos distintos Leitores, que o Blog RETALHOS DO MODERNISMO conseguiu fotos inéditas de três obras de Zina Aita. As obras originais pertencem ao Acervo do Museu Internacional de Cerâmica de Faenza, Itália.
Para não descaracterizar o local da postagem anterior, segue aqui o link de acesso da atualização:


Não posso deixar de mencionar também os meus agradecimentos ao dileto amigo carioca (W. de O.), que gentilmente cedeu as fotos (até hoje: “inéditas”) das três obras da Zina Aita postadas no link acima.

Luiz de Almeida