<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-7714914913271307320</id><updated>2012-01-16T17:47:27.287-02:00</updated><category term='Tácito de Almeida'/><category term='Revolução de 32'/><category term='Guilherme de Almeida'/><title type='text'>RETALHOS DO MODERNISMO</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://literalmeida.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7714914913271307320/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://literalmeida.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>LITERALMEIDA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11978644072596629149</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_Mmy749wfY0g/SR4QOHEhH-I/AAAAAAAAAd0/fN1618XZRVM/s1600-R/Nico.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>85</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7714914913271307320.post-3468570693336847435</id><published>2012-01-15T10:42:00.001-02:00</published><updated>2012-01-15T10:45:33.602-02:00</updated><title type='text'>FELIPE D'OLIVEIRA E A LANTERNA VERDE</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&amp;nbsp;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: x-large;"&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;&lt;b&gt;FELIPE D'OLIVEIRA&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: x-large;"&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;&lt;b&gt;E A REVISTA&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: x-large;"&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;&lt;b&gt;LANTERNA VERDE&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: blue; font-family: Verdana,sans-serif; font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;Recebi, em agosto de 2011, solicitações para que postasse algo a respeito da revista “Lanterna Verde”. Confesso que não foi esquecimento, mas somente agora consegui disponibilidade para a postagem. Acontece que o material disponível é escasso. Grande parte do disponível encontra-se no Rio de Janeiro, dificultando a pesquisa para quem reside no interior de São Paulo. Mesmo assim, aproveitando o pouco material disponível na NET e no acervo da biblioteca do &lt;i style="color: red;"&gt;Retalhos&lt;/i&gt;, no texto que segue, os solicitantes e leitores poderão ter uma ideia oficial da “Lanterna Verde”. A autoria do texto é de Roselis Oliveira de Napoli, publicado no livro “Lanterna Verde”, pelo IEB/USP, em 1970, resultado de intensa pesquisa orientada e projetada pelo professor Dr. José Geraldo Castello, catedrático de Literatura Brasileira da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo.&amp;nbsp; &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: blue; font-family: Verdana,sans-serif; font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;O texto está descrito conforme original. Concluo a postagem com uma biografia resumida do empresário, esportista, jornalista e poeta “Felipe d’Oliveira”.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: blue; font-family: Verdana,sans-serif; font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;i&gt;Luiz de Almeida&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;Lanterna Verde foi um boletim anual, ilustrado, que a Sociedade Felipe d’Oliveira publicou no Rio de Janeiro, de 1934 a 1938, e de 1943 a 1944, num total de oito números. Não há indicação de corpo de redatores ou de direção; é citada apenas a Comissão Diretora da Sociedade Felipe d’Oliveira, constituída por Rodrigues Otávio Filho, Otávio Tarquínio de Souza, Ribeiro Couto e João Daudt d’Oliveira. &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;A Sociedade Felipe d’Oliveira foi fundada “em lembrança de Felipe d’Oliveira e culto à sua memória”, como nos esclarece o artigo 1.º de seus Estatutos, em 23 de agosto de 1933, data de nascimento de seu patrono. Entre os objetivos principais, visava a edição de inéditos ou a reedição de obras de Felipe d’Oliveira, a edição de obras de autores brasileiros e a publicação de um boletim anual que recebeu o nome da obra mais conhecida do poeta gaúcho, Lanterna Verde. Era composta por quinze membros: Augusto Frederico Schmidt, Álvaro Moreyra, Rodrigo Otávio Filho, Otávio Tarquínio de Sousa, Tristão da Cunha, Rui Ribeiro Couto, Renato Almeida, Renato de Toledo Lopes, Manuel de Abreu, João Daudt d’Oliveira, Edmundo da Luz Pinto, João Neves da Fontoura, José de Freitas Valle (Jacques d’Avray), Assis Chateaubriand e Ronald de Carvalho, que foi substituído, após seu falecimento, por Alceu Amoroso Lima.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;O boletim não obedeceu à linha unificadora, mas procurou ser ponto de convergência dos intelectuais brasileiros, sem se prender a tendências, correntes ou opiniões dominantes. Esse propósito, expresso na página de apresentação do boletim, explica a presença de colaboradores de várias tendências e de artigos sobre diferentes manifestações da atividade cultural.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;Otávio Tarquínio de Sousa, com o título de “Explicação deste Boletim”, in LVI, pp. 5-6, disserta sobre alguns objetivos do boletim “Lanterna Verde”: &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;“LANTERNA VERDE, nome com que se apresenta o Boletim da Sociedade Felipe d’Oliveira, em memória do grande livro do seu patrono, não precisa expor, em artigo solene, o programa, o roteiro, os fins a que se destina.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;Nem essa explicação mesma, na sua singeleza, se fazia mister.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;Porque a Sociedade Felipe d’Oliveira, em pouco tempo de vida, passando das simples promessas, já iniciou vitoriosamente a sua ação em prol das obras da inteligência.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;A recente concessão do seu primeiro premio anual de literatura, de cinco contos de réis, ao romance de Amando Fontes, e a pensão ao escultor Antônio Caringi, para que continue a estudar na Europa, são a prova incontestável. Lanterna Verde continua a estudar na Europa, são a prova incontestável. Lanterna Verde continua essa série de realizações. &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;Lâmpada votiva dedicada ao culto do poeta Felipe d’Oliveira, quer ser o ponto de convergência de todos quantos em nossa terra não traem o Espírito.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;Em vez de revista hermética, reservada exclusivamente aos companheiros da Sociedade, trata-se de mais livre das tribunas, aberta, franca, acessível a todas as tendências, correntes e opiniões.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;Animada da mesma isenção sem infalibilidade com que confere os seus prêmios, a Sociedade não terá neste Boletim preferências pessoais, nem se subordinará a grupos, escolas ou igrejinhas.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;Aqui encontrarão acolhida todas as manifestações da atividade intelectual, todos os valores espirituais e culturais.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;Temos certeza de que não pregaremos no deserto. Por muito desolador que seja o ambiente intelectual do país, uma obra como a que se propõe levar avante a Sociedade Felipe d’Oliveira há de vingar sem dúvida, produzir frutos e florescer, embora o terreno pareça pouco propício.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;Há indícios seguros de que na geração que ora se inicia algumas grandes figuras se marcarão. Não é necessário indicar nomes, que estão na memória de todos.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;A esses, e outros que surjam, o Boletim franqueia as suas páginas, num trabalho de renovação constante que é o sinal da eterna mocidade da inteligência.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;O Brasil não deve continuar a ser apenas o campo de estéreis brigas, nem é possível que entre nós só prosperem as sociedades esportivas. Sob o signo do Espírito há nobres coisas a realizar. É o que pretendemos”. &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;O boletim apresenta o formato de 18 x 23 cm, sendo o espelho de 13 x 17 cm, com indicação da página na parte inferior à direita. Na página de rosto temos o título, LANTERNA VERDE, em caixa alta, tipo florete, corpo 36; no centro, à esquerda, o subtítulo, BOLETIM / DA / SOCIEDADE FELIPE D’OLIVEIRA, em caixa alta, tipo kaber normal, corpo 24, 8 e 16 respectivamente; na parte inferior, à direita, indicação do número, data (mês e ano) e local de publicação, em caixa alta, kabel meio preto, corpo 8 e para os subtítulos antiga oficial, corpo 8; para a matéria, antiga oficial corpo 8 e excelsior grifo corpo 8 para as citações.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;Nos números 1, 2, 3, 5 e 6 temos encartes a cores ou em preto e branco, reproduzindo pinturas, esculturas, maquetes de arquitetura, cenas teatrais, fotografias de escritores e escultores, monumentos.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;Embora não obedeça a um critério rígido, apresenta geralmente duas seções, a primeira com os artigos e a segunda com o noticiário sobre letras e artes e informações sobre a Sociedade Felipe d’Oliveira (relatórios, estatutos, relação dos membros com os respectivos endereços, regulamento do prêmio Felipe d’Oliveira).&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;A colaboração é heterogênea e distribuída sem sistematização pelas páginas de LANTERNA VERDE. Teremos, ao lado de colaborações especificamente literárias – poesia, ficção, crônica, memórias, oratória, ensaios literários – artigos pertencentes aos diversos ramos da cultura: ensaios filosóficos, científicos, políticos, música e cinema; biografia, história, geografia e folclore. Apresenta ainda entrevistas, resenhas literárias, bibliografias e uma seção de noticiário com informações sobre as atividades da Sociedade Felipe d’Oliveira e de seus membros.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;Dos oito números publicados, três foram especiais: o quarto, preocupado em fazer o inventário do Modernismo; o sétimo, dedicado aos Estados Unidos; e o oitavo, ao Rio Grande do Sul.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;Ao fazer a revisão geral do Modernismo, no seu número quatro, de novembro de 1936, declara-o extinto, e apresenta as tendências da literatura brasileira após 1930. O interesse principal do Boletim está justamente nessa visão crítica do Modernismo e na apresentação, difusa através de seus números, de dados importantes para o estudo da segunda fase modernista, chamada por Tristão de Ataíde “pós-modernismo” (Ataíde, Tristão de. – Síntese – in LV4, pp. 85-98). &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;Entre seus colaboradores encontraremos alguns dos mais representativos escritores do período modernista, ao lado de outros que desapareceram completamente do cenário artístico e cultural. Há extensa colaboração de escritores gaúchos, posto que não particularmente significativa. Poderíamos salientar, entre os colaboradores, incluindo alguns gaúchos, os seguintes nomes: Afonso Arinos de Melo Franco, Álvaro Moreyra, Astrogildo Pereira, Atos Damasceno Ferreira, Augusto Frederico Schmidt, Augusto Mayer, Darci Azambuja, De Sousa Júnior, Érico Veríssimo, Ernâni Fornari, Gilberto Freyre, Graciliano Ramos, Ivan Pedro de Martins, Jorge Amado, Jorge de Lima, José Lins do Rêgo, Lúcia Miguel Pereira, Lúcio Cardoso, Manoel de Abreu, Manoelito de Ornellas, Manuel Bandeira, Mário de Andrade, Mário Quintana, Marques Rebêlo, Murilo Mendes, Otávio de Faria, Raul Bopp, Renato Almeida, Ronald de Carvalho, Rubem Braga, Telmo Vergara, Tristão de Ataíde, Vargas Neto, Vianna Moog, Vinícius de Morais e outros. &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;Podemos falar em “grupo de Lanterna Verde?”. Cremos que não, se como grupo entendermos reunião de escritores que seguem as mesmas tendências, tendo um mesmo ideário e atitudes. &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;O Boletim foi publicado na segunda fase modernista, depois de superado o período polêmico; o movimento já havia alcançado conquistas definitivas que se incorporaram à literatura brasileira e cada escritor traçava independentemente o seu caminho. Se bem que LANTERNA VERDE tenha sido fundada por amigos e admiradores do poeta gaúcho Felipe d’Oliveira, em parte remanescentes do grupo que se formara em torno de Graça Aranha e Ronald de Carvalho, abriu suas páginas, como dissemos anteriormente, a seguidores de todas as tendências, não se limitando a assuntos artísticos e literários, mas pretendendo ser uma publicação de caráter cultural, na acepção mais ampla. Não é possível agrupar seus colaboradores em torno dos mesmos princípios, que os consideremos globalmente, quer parcialmente. Pode-se notar a predominância de colabores do Rio de Janeiro, local de publicação do Boletim, o que justifica a ênfase dada a Graça Aranha e Ronald de Carvalho em suas páginas.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; -x-x-x-x-&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;No sítio &lt;a href="http://w3.ufsm.br/literaturaehistoria/"&gt;http://w3.ufsm.br/literaturaehistoria/&lt;/a&gt;, o dileto leitor poderá encontrar alguns números reunidos e disponíveis da revista: LANTERNA VERDE (Anos de: 1934, 1935, 1936, 1937, 1938 e 1944). Ainda que a conservação física do material não seja de alta qualidade, na página virtual, é possível ler a íntegra dos textos. Vale a pena conferir.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: x-large;"&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;SOBRE FELIPE D’OLIVEIRA&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-Kbk8toaQz5c/TxLIZKdtwNI/AAAAAAAAAuc/p-Nr97Nrw_0/s1600/felipe_d_oliveira11+-+Pintura+a+%25C3%25B3leotela+por+C%25C3%25A2ndido+Portinari+1934.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://1.bp.blogspot.com/-Kbk8toaQz5c/TxLIZKdtwNI/AAAAAAAAAuc/p-Nr97Nrw_0/s320/felipe_d_oliveira11+-+Pintura+a+%25C3%25B3leotela+por+C%25C3%25A2ndido+Portinari+1934.jpg" width="251" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: red; font-family: Verdana,sans-serif; font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;Felipe d'Oliveira - Portinari (Óleo s/ tela)&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;1890 –&lt;/span&gt; 23 de Agosto: Nasce, em Santa Maria (RS), &lt;span style="color: red;"&gt;Felipe Daudt de Oliveira&lt;/span&gt;, ou &lt;span style="color: red;"&gt;Felipe D'Oliveira&lt;/span&gt;, filho do pernambucano Filipe Alves de Oliveira e de Maria Adelaide Daudt - seu pai foi assassinado em conflitos políticos da cidade, antes de seu nascimento;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;1906 -&lt;/span&gt; Aos 16 anos já escrevia críticas musicais para o Correio do Povo;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;1908 -&lt;/span&gt; Formou-se farmacêutico, pela Faculdade Livre de Medicina e Farmácia, em Porto Alegre e passou a auxiliar o tio, na Daudt, Oliveira &amp;amp; Cia., que se transferiu para o Rio de Janeiro. Colaborou para o jornal Correio do Povo, Gazeta de Notícias e para a Revista Fon-Fon, onde assinava com o pseudônimo Gavarni. Nessa época integrava o “Grupo dos Sete” (Homero Prates, Francisco Barreto, Carlos Azevedo, Antônio Barreto, Eduardo Guimaraens, Álvaro Moreyra e Felipe), todos gaúchos que chegam ao Rio de Janeiro, onde foram acolhidos pelos gaúchos da geração anterior que lá se haviam estabelecido: Alcides Maya, Zeferino Brasil, Marcelo Gama e outros, todos Simbolistas. Felipe também colaboraria para a revista Ilustração Brasileira, publicação de Álvaro Moreira;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;1911 –&lt;/span&gt; Publica seu primeiro livro de poesias: Vida Extinta; &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;1926 –&lt;/span&gt; Publica seu segundo livro de poesias: Lanterna Verde. Passa a incorporar elementos das vanguardas modernistas. ;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;1930 –&lt;/span&gt; Passou a integrar o grupo Tríade Indissolúvel, com seu tio paterno João Daudt de Oliveira e com João Neves da Fontoura, no trabalho para a vitória da Aliança Liberal. Tem o seu poema Magnificat citado, em virtude do sentimento de continentalidade americana, na conferência Poesia Moderníssima do Brasil, pronunciada na Faculdade de Letras de Coimbra pelo professor da Cadeira de Estudos Brasileiros, Dr. Manuel de Sousa Pinto;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;1931 –&lt;/span&gt; O Jornal do Commercio do Rio de Janeiro, publica na sua edição de 11 de janeiro (domingo), na página 3, a Conferência Poesia Moderníssima do Brasil;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;1932 –&lt;/span&gt; Apoia a Revolução Constitucionalista, mesmo estando no Rio de Janeiro, pelo qual foi frequentemente procurado pela polícia, sem sucesso. Em 12 de outubro, após ter se asilado em uma embaixada, foi para o exílio na França;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;1933 –&lt;/span&gt; &lt;span style="color: red;"&gt;17 de fevereiro: Morre de acidente automobilístico, Auxerre, próxima a Paris, França. Foi enterrado no cemitério São João Batista, no Rio de Janeiro; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;1933 -&lt;/span&gt; Em 23 de Agosto é fundada a Sociedade Felipe d’Oliveira, “em lembrança de Felipe d’Oliveira e culto à sua memória”, conforme está esclarecido no artigo primeiro de seus Estatutos;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;1934 –&lt;/span&gt; Publicada em maio, no Rio de Janeiro, a revista LANTERNA VERDE, pela Sociedade Felipe de Oliveira. Nessa primeira edição, o primeiro texto é o prefácio, elaborado por Felipe de Oliveira para o livro que tencionava publicar: Livro Posthumo. O texto em questão data de 1925 e constitui, na prática, uma explicação concernente ao seu projeto. Sob determinado aspecto, este prefácio não deixa de lembrar a obra de Machado de Assis que, didaticamente, inaugura o Realismo no Brasil: Memórias Póstumas de Brás Cubas. Publicação de Terra Cheia de Graça; &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;1937 –&lt;/span&gt; Publicação das suas obras Alguns Poemas;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;1938 –&lt;/span&gt; Publicação da obra em prosa Livro Póstumo.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; -x-x-x-x-x-&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;span style="color: red;"&gt;O EPITÁFIO QUE NÃO FOI GRAVADO&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: blue; font-family: Verdana,sans-serif; font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;Felipe d’Oliveira é um poeta preciso, que escolhe as palavras, que as ordena com rigor quase matemático. Influenciado por Ronald de Carvalho, outro espírito claro e luminoso, busca as “mesmas sonoridades pomposas e cheias de cor e de alegria”, conforme observa Mário de Andrade. Mais apegado ao exterior, ao espetáculo da vida, sua poesia, no geral, ressente-se de profundidade e de mistério. Mas quando se liberta da preocupação objetiva e da visão “cubista das coisas e das emoções”, - nele percebidas por Menotti Del Picchia -, que o levam a virtuosismos de construção, pode atingir plenamente o sentimento, a poesia, sem prejuízo do seu gosto comedido e discreto. É o que ocorre com “O epitáfio que não foi gravado”, que Mário de Andrade chega mesmo a considerá-lo “um dos mais lindos poemas da poesia contemporânea do Brasil”. Felipe pode ser visto como a primeira manifestação, dentro do modernismo, em favor do cuidado formal. Em 1927 foi combatido por João Alphonsus, que acusava serem os seus “poemas bem feitos demais”. Viam, no poeta, nessa época, um neoparnasiano. &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #990000; font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;O EPITÁFIO QUE NÃO FOI GRAVADO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos sentiram quando a morte entrou&lt;br /&gt;com um frêmito apressado de retardatária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A que tinha de morrer, - a que a esperava, -&lt;br /&gt;fechou os olhos&lt;br /&gt;fatigados de assistirem ao mal-entendido da vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os que a choravam sabiam-na sem pecado,&lt;br /&gt;consoladora dos aflitos,&lt;br /&gt;boca de perdão e de indulgência,&lt;br /&gt;corpo sem desejo,&lt;br /&gt;voz sem amargor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A que tinha de morrer fechou os olhos fatigados,&lt;br /&gt;mas tranqüilos...&lt;br /&gt;Porque os que a choravam nunca saberiam&lt;br /&gt;o rancor sem perdão de sua boca,&lt;br /&gt;o desejo saciado de seu corpo,&lt;br /&gt;o amargor de sua voz,&lt;br /&gt;a sua angústia de arrastar até o fim a alma postiça que lhe fizeram,&lt;br /&gt;o seu cansaço imenso de abafar, secretos, na carne ansiosa,&lt;br /&gt;a perfeição e o orgulho de pecar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A que tinha de morrer fechou os olhos para sempre&lt;br /&gt;e os que a choravam&lt;br /&gt;nunca souberam de alguém que foi de todos junto ao leito à hora do exausto coração parar&lt;br /&gt;o mais distante,&lt;br /&gt;o mais imóvel,&lt;br /&gt;o que não soluçou&lt;br /&gt;que não pode erguer as pálpebras pesadas,&lt;br /&gt;o que sentiu chamar no sangue o desespero de sobreviver,&lt;br /&gt;o que estrangulou na garganta o grito dilacerado do solitário,&lt;br /&gt;o que depois, sobre a serenidade da morte purificadora,&lt;br /&gt;&amp;nbsp;a redenção do silêncio,&lt;br /&gt;como uma pedra votiva do sepulcro.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;(Lanterna Verde – Edição de Pimenta de Melo e Cia. RJ, 1926. Pp. 66-69).&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;FONTES PESQUISADAS:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Coutinho, Afrânio. A Literatura no Brasil. Vol. III. 2ª Ed. Livraria São José – Rio de Janeiro, 1964;&lt;br /&gt;- Napoli, Roselis Oliveira de. Lanterna Verde. IEB/USP – São Paulo, 1970;&lt;br /&gt;- Martins, Wilson. A Literatura Brasileira. Vol. VI: O Modernismo (1916-1945). Ed. Cultrix – São Paulo, 1965;&lt;br /&gt;- Moisés, Massaud. História da Literatura Brasileira – Modernismo. Cultrix/Edusp – São Paulo, 10ª Ed. 1995.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/goog_2060393476"&gt;- http://asorrir.blogspot.com/2009/06/felipe-daudt-de-oliveira.html&lt;br /&gt;- http://w3.ufsm.br/literaturaehistoria/&lt;br /&gt;- http://bibliotecadigital.fgv.br/ojs/index.php/reh/article/view/1954/1093&lt;br /&gt;- http://www.antoniomiranda.com.br/poesia_brasis/rio_grade_sul/felipe_de_oliveira.html&lt;br /&gt;- http://www.ufsm.br/editora/catalogo/f.htm&lt;br /&gt;- http://www.scielo.br/pdf/cpa/n23/n23a06.pdf&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Feeds para esta postagem:&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7714914913271307320-3468570693336847435?l=literalmeida.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://literalmeida.blogspot.com/feeds/3468570693336847435/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7714914913271307320&amp;postID=3468570693336847435&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7714914913271307320/posts/default/3468570693336847435'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7714914913271307320/posts/default/3468570693336847435'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://literalmeida.blogspot.com/2012/01/felipe-doliveira-e-lanterna-verde.html' title='FELIPE D&apos;OLIVEIRA E A LANTERNA VERDE'/><author><name>LITERALMEIDA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11978644072596629149</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_Mmy749wfY0g/SR4QOHEhH-I/AAAAAAAAAd0/fN1618XZRVM/s1600-R/Nico.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-Kbk8toaQz5c/TxLIZKdtwNI/AAAAAAAAAuc/p-Nr97Nrw_0/s72-c/felipe_d_oliveira11+-+Pintura+a+%25C3%25B3leotela+por+C%25C3%25A2ndido+Portinari+1934.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7714914913271307320.post-5880502502153045745</id><published>2011-11-26T20:20:00.001-02:00</published><updated>2011-11-26T20:23:01.509-02:00</updated><title type='text'>SÉRGIO MILLIET (FOTO INÉDITA)</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: red; font-family: Verdana, sans-serif; font-size: x-large;"&gt;SÉRGIO MILLIET&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 11.35pt;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="color: blue; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 14pt;"&gt;O Blog &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="color: red; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 14pt;"&gt;RETALHOS DO MODERNISMO &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="color: blue; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 14pt;"&gt;conseguiu foto inédita de Sérgio Milliet. Fiel aos seus objetivos primeiros, posta cópia da referida foto para o conhecimento dos seus seguidores e para o deleite de todos os amantes da literatura nacional, leitores de Sérgio Milliet e também do nosso grande romancista Erico Veríssimo - ambos na foto. Êxtase.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-fsnWhvS-pnk/TtFkvWNOfzI/AAAAAAAAAuU/K-M7bIeEhig/s1600/Sergio+Milliet+com+erico+ver%25C3%25ADssimo+-+ver+foto+COM+TIMBRE+2.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="262" src="http://3.bp.blogspot.com/-fsnWhvS-pnk/TtFkvWNOfzI/AAAAAAAAAuU/K-M7bIeEhig/s400/Sergio+Milliet+com+erico+ver%25C3%25ADssimo+-+ver+foto+COM+TIMBRE+2.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 11.35pt;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;Flagrante (s/ data) com a presença de SÉRGIO MILLIET, quando da visita do escritor Erico Veríssimo à sede da União Brasileira de Escritores (UBE), São Paulo. &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;(Da esquerda para a direita): Ibiapaba Martins, Oliveira Ribeiro Neto, Henrique L. Alves, Erico Veríssimo, SÉRGIO MILLIET e Raimundo de Menezes.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;(Foto original: Acervo da Biblioteca do Blog e Exposição RETALHOS DO MODERNISMO)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 11.35pt;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="color: blue; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 14pt;"&gt;Para a foto não ficar solitária nas páginas do &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="color: red; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 14pt;"&gt;RETALHOS&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="color: blue; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 14pt;"&gt;, transcrevo parcialmente texto do Sérgio Milliet evidenciando obras de Erico Veríssimo, datado de 20 de Dezembro de 1951, editado no Vol. VIII (1981) do &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Diário Crítico de Sérgio Milliet&lt;/i&gt;, pelas editoras Martins &amp;amp; Edusp. O texto foi transcrito obedecendo&amp;nbsp;sua grafia original. &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;(Luiz de Almeida).&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 11.35pt;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 11.35pt;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="color: red; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 14pt;"&gt;Dezembro, 20 - Não me arrisco ainda a emitir uma opinião sobre a trilogia de Erico Verissimo. – “O tempo e o Vento”. Surpreendeu-me agradavelmente o primeiro voluma (O Continente) e não me desilude o segundo (O retrato).&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 11.35pt;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="color: red; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 14pt;"&gt;O que me parece caracterizar a parte inicial da trilogia é a forma sinfônica do romance. Em “O Continente” os cento e cinquenta anos da historia da constituição de duas familias e da criação da cidade de Santa Fé assinalam o arcabouço dentro do qual se desenvolve o “alegro” da vida turbulenta e brilhante do Capitão Cambará. As variações numerosas e os diversos “movimentos” se conjugam de modo da dar-nos uma peça literaria rica e sugestiva. Quanto ao miolo da obra, tem-se, paralelamente ao desejo de revelar ao leitor as raizes da atualidade social rio-grandense, a intenção de fixar alguns tipos humanos especificos em conflito fecundo. (...).&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 11.35pt;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="color: red; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 14pt;"&gt;Em “O retrato” passa-se da sinfonia ao concerto, com os “tutti” inicial e final e o solo biografico do dr. Rodrigo Cambará, bisneto de seu homonimo do primeiro volume. Essa vida agitada, e por momentos apaixonantes, desenrola-se, em seus pormenores, de 1909 a 1915, desde a campanha civilista, portanto até a Grande Guerra. Entretanto, graças aos trechos dos principio e do fim, amplia-se a biografia até a queda de Getulio Vargas, com a sugestão de ter o heroi participado da Revolução de 30 alçando-se a uma posição politica elevada em rapida e feliz ascenção. (...).&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 11.35pt;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="color: red; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 14pt;"&gt;Passando da analogia musical para a analogia pictorica perceberíamos na obra de Erico Verissimo uma intenção visível de realizar um afresco historico-social em forma de trip-tico, que nos conduzisse da colonização, que nos conduzisse da colonização açoriana do sul ao predominio do Rio Grande na politica atual, tudo se explicando pelo desenvolvimento economico da região e pela formação moral, temperada nas guerras e revoluções da fronteira. (...).&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 11.35pt;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="color: red; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 14pt;"&gt;A maior qualidade de Erico Verissimo é o dom de interessar. Seu romance apaixona. Lêem-se de um folego as 600 paginas de “O retrato”. Ora a curiosidade do leitor inteligente não se desperta sem motivo a este, nessa alentada trilogia está na veracidade do enredo de par com a humanidade das personagens. À exceção dos três ou quatro herois a quem o autor encomendou seus sermões politicos e filosoficos, todos os outros são individuos de carne e osso, estudados minuciosamente em sua psicologia e cujas ações não a contradizem.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 11.35pt;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="color: blue; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;(Milliet, Sérgio. &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Diário Crítico de Sérgio Milliet – Vol. VIII&lt;/i&gt;. Introdução de Antônio Cândido. 2ª Ed. Martins &amp;amp; Edusp - São Paulo, 1981. Pp. 132/134).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Feeds para esta postagem:&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7714914913271307320-5880502502153045745?l=literalmeida.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://literalmeida.blogspot.com/feeds/5880502502153045745/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7714914913271307320&amp;postID=5880502502153045745&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7714914913271307320/posts/default/5880502502153045745'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7714914913271307320/posts/default/5880502502153045745'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://literalmeida.blogspot.com/2011/11/sergio-milliet-foto-inedita.html' title='SÉRGIO MILLIET (FOTO INÉDITA)'/><author><name>LITERALMEIDA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11978644072596629149</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_Mmy749wfY0g/SR4QOHEhH-I/AAAAAAAAAd0/fN1618XZRVM/s1600-R/Nico.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-fsnWhvS-pnk/TtFkvWNOfzI/AAAAAAAAAuU/K-M7bIeEhig/s72-c/Sergio+Milliet+com+erico+ver%25C3%25ADssimo+-+ver+foto+COM+TIMBRE+2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7714914913271307320.post-667229174779330344</id><published>2011-11-16T01:33:00.000-02:00</published><updated>2011-11-16T01:33:44.089-02:00</updated><title type='text'>SÉRGIO MILLIET</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;span style="font-size: x-large;"&gt;&amp;nbsp; &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="color: red; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;SÉRGIO MILLIET&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: center; text-indent: 17pt;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="color: red; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 16pt;"&gt;&lt;span style="font-size: x-large;"&gt;E A ARTE MODERNA&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-mzq-gFbyQnQ/TsMrx5sVpyI/AAAAAAAAAt0/LE3y9rNE8jA/s1600/sergio+milliet+livro+cartas+de+mario+a+murilo+com+timbre.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://2.bp.blogspot.com/-mzq-gFbyQnQ/TsMrx5sVpyI/AAAAAAAAAt0/LE3y9rNE8jA/s400/sergio+milliet+livro+cartas+de+mario+a+murilo+com+timbre.jpg" width="270" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: center; text-indent: 17pt;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="color: red; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Times New Roman;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;Sérgio Milliet&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: center; text-indent: 17pt;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="color: red; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;(Foto do Acervo da Exposição Retalhos do Modernismo)&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&amp;nbsp;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 17pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="color: blue; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Dia 9 de novembro lembramos a morte de um dos grandes intelectuais brasileiro: Sérgio Milliet (escritor, ensaísta, crítico, articulista, pintor, desenhista, etc.), acontecida em 1966, na cidade de São Paulo. Talvez o termo “lembramos” não seja a esperada expressão da verdade, pois não vimos, mais uma vez, uma “notinha” na mídia nacional. Infelizmente. Na França sim. Vários jornais e sites não deixaram de mencionar algo sobre Serge Milliet. Aqui, parece que já estamos habituados com os “esquecimentos” da nossa mídia, principalmente quando o envolvido pertence a qualquer área das artes (nacional). Se Milliet não fosse brasileiro, “talvez” a imprensa nacional tivesse lembrado. E não posso deixar de mencionar que aqui no Brasil temos especialistas em Sérgio Milliet: Francisco Alambert, Lisbeth Rebollo, Regina Campos e Silvia Quintanilha – bastaria os mandatários da mídia brasileira (se tivessem um mínimo de interesse cultural) buscarem os resultados das pesquisas desses intelectuais, com certeza, editariam grandes matérias a respeito de Sérgio Milliet. Bem, &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;deixa pra lá&lt;/i&gt;. Vamos permanecer nos objetivos do &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="color: red; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; text-transform: uppercase;"&gt;Retalhos&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="color: blue; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt; e descrever algo mais sobre Sérgio Milliet e concluir com algumas das suas “considerações sobre artes plásticas”&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: large;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 17pt;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="color: red; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Veja sobre Sérgio Milliet aqui no Retalhos:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: large;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 17pt;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="color: blue; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;&lt;a href="http://literalmeida.blogspot.com/2008/03/crtica-de-srgio-milliet-aos-artistas.html"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: large;"&gt;http://literalmeida.blogspot.com/2008/03/crtica-de-srgio-milliet-aos-artistas.html&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: large;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 17pt;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="color: blue; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;&lt;a href="http://literalmeida.blogspot.com/2008/07/francisco-alambert-srgio-milliet-e-mrio.html"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: large;"&gt;http://literalmeida.blogspot.com/2008/07/francisco-alambert-srgio-milliet-e-mrio.html&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="color: red; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: large;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 17pt;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="color: blue; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;O foco escolhido para esta postagem é o Sérgio Milliet voltado para a arte moderna brasileira. É importante mencionar que Milliet teve uma participação ativa nas artes plásticas nacionais, não como pintor e desenhista, mas como ensaísta, crítico, instrutor e realizador. O artista plástico Aldemir Martins, em “Artes Visuais”, jornal &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Folha de S. Paulo, &lt;/i&gt;edição de 2 de dezembro de 1979, menciona:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: large;"&gt;  &amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="color: #632423; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-themecolor: accent2; mso-themeshade: 128;"&gt;“(...) tudo o que nós devemos a Sérgio é a nossa formação extracurricular, ou seja: nós éramos semi-alfabetizados e o Sérgio nos proporcionava o contato com a informação sobre arte, além de se responsabilizar por outros aspectos de nossa carreira (contas, fiadores, etc.)”&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="color: blue; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: large;"&gt;  &amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="color: blue; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Ele marcou a vida cultural paulistana. Foi amigo de Mário de Andrade e teve um relacionamento afetuoso e profissional com todos os artistas e intelectuais dos anos 20, 30 e 40. Teve um envolvimento direto com a questão cultural, principalmente nos que diz respeito às artes plásticas. O primeiro acervo público de arte moderna brasileira foi idealização por Milliet para a Biblioteca Municipal de São Paulo (*). Ligado ao Departamento de Cultura, junto com Mário de Andrade na qualidade de Diretor da Divisão de Documentação Histórica e Social desde 1935, seria em sua gestão junto à Biblioteca Municipal, o principal incentivador na criação de instituições que sedimentassem o discurso artístico modernista&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: large;"&gt;  &amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="color: blue; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Em 22 de julho de 1938, lamentava a ausência, em São Paulo, de uma instituição pública que se preocupasse com a pesquisa e a documentação das artes plásticas paulistanas, como mencionou no &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;O Estado de São Paulo&lt;/i&gt;:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: large;"&gt;  &amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="color: #632423; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-themecolor: accent2; mso-themeshade: 128;"&gt;- “A ausência de um Museu de Arte Moderna em São Paulo faz-se duramente sentir. Se este existisse na nossa capital (...) talvez não ficasse sem registro permanente o esforço notável dos pintores e escultores da atual geração brasileira”. &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="color: blue; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;(*).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: large;"&gt;  &amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="color: blue; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Ao assumir, em 1943, a direção da Biblioteca Municipal, Sérgio Milliet apresentou um projeto de arquivo e documentação de arte sobre papel – similar ao das melhores bibliotecas europeias e norte-americanas – dando início, assim, a um acervo de desenhos e gravuras originais que pudessem ser guardados em pastas, permitindo o fácil acesso a pesquisadores e historiadores de arte. (*).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: large;"&gt;  &amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="color: blue; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Em 1945, Milliet começou a pintar e a fazer portraits – charges, em São Paulo. Em 25 de janeiro, inaugura na Biblioteca Municipal de São Paulo a &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Seção de Arte&lt;/i&gt;. Conforme afirma João J. Spinelli, no &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;O Olhar de Sérgio Sobre a Arte Brasileira&lt;/i&gt;: “(...). A partir desta data, Sérgio Milliet e Maria Eugênia Franco, sua fiel colaboradora, formaram uma coleção de desenhos, gravuras e pinturas, fundamental, até hoje, para o estudo e a compreensão da história das artes visuais no Brasil. Desde o início, com cuidados museográficos, estes dois visionários organizaram exposições didáticas sobre os principais movimentos artísticos, facilitando aos artistas e ao público em geral o entendimento das transformações estéticas ocorridas na primeira metade deste século. //Além da criação do primeiro acervo público de arte moderna brasileira, Sérgio Milliet facilitou o acesso dos usuários a livros, revistas e álbuns de arte. Palestras, debates, cursos, recitais e exposições transformaram a Biblioteca no primeiro grande centro cultural do país”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: large;"&gt;  &amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="color: blue; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Em 1946, comemorando seu primeiro ano de existência, a Seção de Arte organizava a "Exposição de Desenhos Originais de Artistas de São Paulo". No texto de abertura da mostra, não assinado, especificavam-se os propósitos da instituição: "Nesta exposição de desenhos dos artistas de São Paulo, novos alguns, outros já consagrados, não existe somente, um estímulo à sua arte. Existe também o desejo de tornar pública esta coleção, de propriedade da Seção de Arte da Biblioteca, para que ela possa ser vista, a qualquer momento, depois de retirada desta vitrine, por todos aqueles que não sabiam de sua existência, em nosso acervo. Obedecendo ao caráter didático e informativo, que vêm sempre tendo as nossas exposições, os desenhos foram dispostos numa ordem aproximada, cronológica do aparecimento dos artistas, em nosso meio".&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: large;"&gt;  &amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="color: blue; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Essa exposição contou com obras dos seguintes artistas: Aldemir Martins, Aldo Bonadei, Alfredo Rizzotti, Alfredo Volpi, Anita Malfatti, Antônio Bandeira, Antônio Gomide, Bruno Giorge, Cândido Portinari, Carlos Prado, Clovis Graciano, Djanira da Motta e Silva, Emiliano Di Cavalcanti, Enrico Bianco, Ernesto de Fiori, Fayga Ostrower, Fulvio Pennacchi, Gastão Worms, Joaquim Lopes Figueira, José Pancetti, Lívio Abramo, Lothar Charoux, Marcelo Grassmann, Maria Leontina, Mário Zanini, Manuel Martins, Milton Dacosta, Mick Carnicelli, Oswaldo Goeldi, Otávio Araujo, Paulo Rossi Osir, Quirino da Silva, Raphael Gavez, Renina Katz, Tarsila do Amaral, Waldemar da Costa, dentre outros.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: large;"&gt;  &amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="color: #632423; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-themecolor: accent2; mso-themeshade: 128;"&gt;"Milliet era uma pessoa extremamente curiosa. Estava sempre atento ao trabalho dos novos poetas, dos novos pintores. Tinha um olhar de caleidoscópio (...)”. &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="color: blue; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Foi assim que a pesquisadora Regina Maria Salgado Campos definiu quando apresentou o pensamento de Milliet em sua tese de doutorado no Departamento de Letras Modernas, em 1990. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: large;"&gt;  &amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="color: blue; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Antes de concluir este texto com algumas considerações de Milliet sobre artes, não seria demais enfatizar: “Sérgio Milliet teve uma participação ativa nas artes plásticas nacionais”, e poucos sabem que ele foi um dos participantes da organização do Museu de Arte Moderna (1948-49), como também foi dele a Bienal, em 1951. Como crítico deixou vasto material que necessita ser mais bem explorado. Apesar de todo seu esforço e entusiasmo nas suas considerações sobre artes plásticas, Quirino da Silva deixou o seguinte depoimento sobre Milliet: &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: large;"&gt;  &amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="color: #632423; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-themecolor: accent2; mso-themeshade: 128;"&gt;"Desde que passou a pintar, seu conceito sobre pintura se modificou. A tal ponto compreendeu o problema pictórico que o seu primeiro gesto foi afastar-se da crítica de artes plásticas. Aos seus amigos íntimos, mormente pintores, dizia repetidas vezes: Se soubessem como é difícil pintar, não escreveriam tanto sobre pintura. (...)”.&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt; &lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="color: blue; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;(&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-style: normal; mso-bidi-font-style: italic;"&gt;in &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;HOMENAGEM a Sérgio Milliet. Apresentação de José Geraldo Vieira e Quirino da Silva. São Paulo: MAM, 1969).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: large;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: center; text-indent: 17pt;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="color: blue; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Verdana, sans-serif; font-size: large;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="color: red; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;CONSIDERAÇÕES (INATUAIS) &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: center; text-indent: 17pt;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="color: red; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;DE SÉRGIO MILLIET:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: large;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 17pt;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="color: blue; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;As considerações que seguem foram retiradas (parcialmente) da edição de “Os Cadernos de Cultura”, do Serviço de Documentação do Ministério da Educação e Cultura, direção de José Simeão Leal, Caderno nº 107, publicado pelo Departamento de Imprensa Nacional, Rio de Janeiro, 1957: “&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Considerações Inatuais&lt;/i&gt;”, Sérgio Milliet.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: large;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 17pt;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="color: blue; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;(Preservada a ortografia original).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: large;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="color: red; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="color: red; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;- A sinceridade em arte vale na medida em induz o público a acreditar nela e a sentir.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: large;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="color: blue; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;- Inútil esteticamente, o assunto era para o leigo uma ponte de acesso à pintura. Demolida a ponte, o público se desarvora e deserta as salas de exposição. Ora, poderá viver uma arte sem público?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: large;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="color: red; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;- Uma obra de arte que não atinja ao imponderável é uma obra morta, em que pesem suas qualidades.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: large;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="color: blue; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;- Em arte não há feio, há expressão e equilíbrios.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: large;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="color: red; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;- A neurose do pintor moderno, não é dele e sim da época.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: large;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="color: blue; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;- Nunca se pintou tão bem, nunca houve maior consciência técnica. Mas a pintura carece de uma razão de ser efetiva. E mais a figurativista do que a abstrata. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: large;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="color: red; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;- O leigo começa por apreciar a Renascença, e só alcança Picasso quando percebe que ele usa a mesma linguagem que os pintores do século XV.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: large;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="color: blue; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;- No verdadeiro paisagista as figuras são também campos, casas, céus.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: large;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="color: red; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;- Definir a paisagem brasileira pela luz, seria o mesmo que classificar o brasileiro pela cor da pele.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: large;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="color: blue; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;- Falta à jovem pintura aquele “plus” que caracterizou os grandes do passado.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: large;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="color: red; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;- Decoração quer dizer convenção, estilização, repetição de soluções, linguagem acessível, esquematismo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: large;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="color: blue; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;- O cubismo do decorativo com o anedótico acarreta a pobreza da matéria, o automatismo do desenho, a perda sensibilidade na cor, a monotonia da própria execução técnica.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: large;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="color: red; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;- Certas soluções da pintura moderna talvez nos penetrem mais a inteligência do que o coração. (...).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: large;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="color: blue; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;- Toda obra de arte é abstrata enquanto obra de arte e somente porque exibe de maneira mais ou menos feliz elementos abstratos que nos impressionam. Um poema não vale literariamente pelo seu tema: vale pelos ritmos e metáforas, pela musicalidade, pela invenção sintática. Da mesma forma um quadro ainda que do Renascimento ou da fase mais realista, pós-romântica, se classifica entre as obras de arte não pelo assunto mas pela expressão de suas linhas, pela harmonia de seu colorido, pelo valor de sua geometria.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: large;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="color: red; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;- O grande artista permanece grande mesmo nos seus desvios doutrinários. Porque ele é grande apesar da doutrina. Não pelas teorias da escola mas pelas soluções plásticas de sua pintura. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: large;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="color: blue; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;- Quem melhor julga um retrato como obra de arte é quem menos conhece o retratado. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: large;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="color: red; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;- O leigo nem sempre compreende, em virtude de seu condicionamento artístico rígido, que pode haver boa pintura com mau desenho e vice-versa. Tais técnicas independem em parte uma da outra e a ignorância do desenho não implica no desconhecimento das leis pictóricas. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: large;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="color: blue; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;- A boa pintura provoca sempre uma excitação dos sentidos: dá vontade de comer, de cheirar, de tocar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: large;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="color: red; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;- O bom desenho bole com a imaginação, com a inteligência, com o sonho.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: large;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="color: blue; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;- Desenho não ser caligrafia. Desenham bem os bons alunos da Escola de Belas Artes? Que importa! Arte é expressão.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;NOTAS:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 10pt;"&gt;(*) Spinelli, João J. In: O &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Olhar de Sérgio Sobre a Arte Brasileira&lt;/i&gt;, Edição da Secretaria Municipal de Cultura da Prefeitura Municipal de São Paulo, 1992, págs. 7-8.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;FONTES:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 10pt;"&gt;- Amaral, Carlos Soulié do&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;. Sérgio Milliet, um intérprete da cultura brasileira. &lt;/i&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-style: normal; mso-bidi-font-style: italic;"&gt;O Estado de S. Paulo&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;, 24 out. 1998.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 10pt;"&gt;- Guerra, Ana Maria Bezerra &amp;amp; Spinelli, João J. &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;O Olhar de Sérgio Sobre a Arte Brasileira&lt;/i&gt;. Secretaria Municipal de Cultura da Prefeitura Municipal de São Paulo. Imprensa Oficial do Estado, SP. 1992; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 10pt;"&gt;- Milliet, Sérgio. &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Considerações Inatuais&lt;/i&gt;. Os Cadernos de Cultura. Serviço de Documentação do Ministério da Educação e Cultura. Edição nº 107, Departamento de Imprensa Nacional – RJ, 1957;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 10pt;"&gt;- http://www.usp.br/jorusp/arquivo/1998/jusp445/manchet/rep_res/opiniao.html;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 10pt;"&gt;- &lt;i&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-weight: bold;"&gt;Sérgio Milliet - O Estado de São Paulo, junho de 1961. &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;http://www2.uol.com.br/franciscorebolo/imprensa/inventiva.htm.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Feeds para esta postagem:&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7714914913271307320-667229174779330344?l=literalmeida.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://literalmeida.blogspot.com/feeds/667229174779330344/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7714914913271307320&amp;postID=667229174779330344&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7714914913271307320/posts/default/667229174779330344'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7714914913271307320/posts/default/667229174779330344'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://literalmeida.blogspot.com/2011/11/sergio-milliet.html' title='SÉRGIO MILLIET'/><author><name>LITERALMEIDA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11978644072596629149</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_Mmy749wfY0g/SR4QOHEhH-I/AAAAAAAAAd0/fN1618XZRVM/s1600-R/Nico.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-mzq-gFbyQnQ/TsMrx5sVpyI/AAAAAAAAAt0/LE3y9rNE8jA/s72-c/sergio+milliet+livro+cartas+de+mario+a+murilo+com+timbre.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7714914913271307320.post-4366779923633300324</id><published>2011-10-16T22:12:00.000-02:00</published><updated>2011-10-16T22:12:48.053-02:00</updated><title type='text'>OSWALD DE ANDRADE: O CULPADO DE TUDO</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: red; font-family: Verdana, sans-serif; font-size: x-large;"&gt;&lt;strong&gt;OSWALD DE ANDRADE: &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: red; font-family: Verdana, sans-serif; font-size: x-large;"&gt;&lt;strong&gt;“O CULPADO DE TUDO”&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-7jqNhnSdMRY/TptxoIuA1bI/AAAAAAAAAts/SoXmk5WO620/s1600/foto+4.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" oda="true" src="http://1.bp.blogspot.com/-7jqNhnSdMRY/TptxoIuA1bI/AAAAAAAAAts/SoXmk5WO620/s320/foto+4.jpg" width="212" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Oswald de Andrade (Foto ilustrativa)&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: blue; font-family: Verdana, sans-serif; font-size: large;"&gt;Exposição celebra a obra de um dos mais controversos escritores brasileiros no Museu da Língua Portuguesa, em São Paulo – SP.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: blue; font-family: Verdana, sans-serif; font-size: large;"&gt;A nova exposição temporária do Museu da Língua Portuguesa, instituição do Governo do Estado de São Paulo, celebra a obra de Oswald de Andrade. A frase “Direito de ser traduzido, reproduzido e deformado em todas as línguas”, escrita pelo escritor em 1933 no verso da folha de rosto da edição original de Serafim Ponte Grande – foi o ponto de partida dos idealizadores da exposição.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color: blue; font-family: Verdana, sans-serif; font-size: large;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: blue; font-family: Verdana, sans-serif; font-size: large;"&gt;Em Oswald de Andrade: o culpado de tudo, o público terá a oportunidade de conhecer profundamente o polêmico escritor, um dos criadores da Semana de Arte Moderna. A curadoria é de José Miguel Wisnik, com a curadoria-adjunta de Cacá Machado e Vadim Nikitin, e consultoria de Carlos Augusto Calil e Jorge Schwartz. O projeto expográfico é de Pedro Mendes da Rocha.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color: blue; font-family: Verdana, sans-serif; font-size: large;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: blue; font-family: Verdana, sans-serif; font-size: large;"&gt;É a primeira vez que o público do Museu pode ver uma exposição sobre a vida e obra de um escritor paulista. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color: blue; font-family: Verdana, sans-serif; font-size: large;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: blue; font-family: Verdana, sans-serif; font-size: large;"&gt;A exposição contempla três dimensões de leitura: poética, Histórico-biográfica e filosófica.&amp;nbsp;Essas dimensões não devem ser entendidas como “partes” em que se divide a exposição, mas como níveis de manifestação da vida-e-obra que se articulam de maneira inseparável no processo expositivo.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color: blue; font-family: Verdana, sans-serif; font-size: large;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Verdana, sans-serif; font-size: large;"&gt;INFORMAÇÕES GERAIS SOBRE A EXPOSIÇÃO:&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color: blue; font-family: Verdana, sans-serif; font-size: large;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: blue; font-family: Verdana, sans-serif; font-size: large;"&gt;A exposição Oswald de Andrade: o culpado de tudo ficará em cartaz até o dia 30 de janeiro de 2012 e é uma realização da Secretaria de Estado da Cultura, do Instituto Poiesis, com apoio da Editora Globo.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color: blue; font-family: Verdana, sans-serif; font-size: large;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Verdana, sans-serif; font-size: large;"&gt;LOCAL:&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Verdana, sans-serif; font-size: large;"&gt;Museu da Língua Portuguesa&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Verdana, sans-serif; font-size: large;"&gt;Praça da Luz, s/nº, Centro&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Verdana, sans-serif; font-size: large;"&gt;Tel.: (11) 3326-0775&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color: blue; font-family: Verdana, sans-serif; font-size: large;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: red; font-family: Verdana, sans-serif; font-size: large;"&gt;Ingresso: R$ 6,00 (pagamento somente em dinheiro).&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: red; font-family: Verdana, sans-serif; font-size: large;"&gt;Estudantes com carteira de estudante do ano e documento de identidade pagam meia-entrada. Crianças com até 10 anos e idosos a partir de 60 anos não pagam ingresso, bem como professores da rede pública.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color: blue; font-family: Verdana, sans-serif; font-size: large;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Verdana, sans-serif; font-size: large;"&gt;FONTE:&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Verdana, sans-serif; font-size: large;"&gt;Assessoria - Museu da Língua Portuguesa&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Verdana, sans-serif; font-size: large;"&gt;(Clique abaixo p/ entrar no site)&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.museudalinguaportuguesa.org.br/"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: blue; font-family: Verdana, sans-serif; font-size: large;"&gt;www.museudalinguaportuguesa.org.br&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Feeds para esta postagem:&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7714914913271307320-4366779923633300324?l=literalmeida.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://literalmeida.blogspot.com/feeds/4366779923633300324/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7714914913271307320&amp;postID=4366779923633300324&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7714914913271307320/posts/default/4366779923633300324'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7714914913271307320/posts/default/4366779923633300324'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://literalmeida.blogspot.com/2011/10/oswald-de-andrade-o-culpado-de-tudo.html' title='OSWALD DE ANDRADE: O CULPADO DE TUDO'/><author><name>LITERALMEIDA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11978644072596629149</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_Mmy749wfY0g/SR4QOHEhH-I/AAAAAAAAAd0/fN1618XZRVM/s1600-R/Nico.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-7jqNhnSdMRY/TptxoIuA1bI/AAAAAAAAAts/SoXmk5WO620/s72-c/foto+4.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7714914913271307320.post-4135056850289211101</id><published>2011-10-16T17:08:00.003-02:00</published><updated>2011-10-16T22:02:01.516-02:00</updated><title type='text'>ALMEIDA JUNIOR NA PINACOTECA EM SÃO PAULO</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-E01wjzu5_9Y/TpspZbEZYLI/AAAAAAAAAtk/WxXIF1JbUUU/s1600/almeida_junior.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: x-large;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: red; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;O LUGAR DA ARTE:&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size: x-large;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: x-large;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: red; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;ALMEIDA JUNIOR&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size: x-large;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: x-large;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: red; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;E&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size: x-large;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: x-large;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: red; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;PEDRO ALEXANDRINO&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-E01wjzu5_9Y/TpspZbEZYLI/AAAAAAAAAtk/WxXIF1JbUUU/s1600/almeida_junior.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/-E01wjzu5_9Y/TpspZbEZYLI/AAAAAAAAAtk/WxXIF1JbUUU/s1600/almeida_junior.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;h2 style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: center;"&gt;&lt;span class="cufon-alt"&gt;&lt;u&gt;&lt;span style="color: blue; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;&lt;span style="text-decoration: none;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;span style="color: blue; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;&lt;span style="text-decoration: none;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;i style="color: black;"&gt;Almeida Jr (foto ilustrativa)&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt;&lt;br /&gt;&lt;h4 align="center" style="color: red; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/post-edit.g?blogID=7714914913271307320&amp;amp;postID=4135056850289211101" name="_EXPOSIÇÃO_NA_PINACOTECA"&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;span class="cufon-alt"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;EXPOSIÇÃO NA PINACOTECA&lt;span style="color: red;"&gt; &lt;/span&gt;DO ESTADO DE SÃO PAULO&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h4&gt;&lt;h4 align="center" style="color: red; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;span class="cufon-alt"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;DE 15 DE OUTUBRO 2011&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h4&gt;&lt;h4 align="center" style="color: red; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;span class="cufon-alt"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;A&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h4&gt;&lt;h4 align="center" style="color: red; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;span class="cufon-alt"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;01 DE JULHO DE 2012.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h4&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;LOCAL&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Pinacoteca do Estado de São Paulo &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Praça da Luz, 2 São Paulo, SP.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Tel. (11) 3324-1000&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 14pt;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="color: blue; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 14pt;"&gt;A exposição reúne 15 obras dos artistas Almeida Junior (1850-1899) e Pedro Alexandrino (1856-1942), todas pertencentes ao acervo da Pinacoteca e, como as demais temporárias, busca estabelecer um diálogo com o acervo. Ao dispor lado a lado a produção de ambos, a mostra não pretende retraçar um percurso artístico desses pintores, os primeiros a ganhar projeção no cenário artístico nacional a partir de São Paulo. Ao contrário, pretende-se circunscrever os campos de atuação possíveis para um pintor no contexto da São Paulo de fins de século XIX, tomando como exemplo os dois nomes de maior destaque na arte paulista naquele período. Com curadoria de Valéria Piccoli, curadora da Pinacoteca do Estado de São Paulo. (Sala Exposição Temporária 03)&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span class="cufon-alt"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="color: blue; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="color: blue; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 14pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 16pt;"&gt;- EM OUTRAS SALAS:&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="color: blue; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 16pt; text-transform: uppercase;"&gt;nA Sala exposição temporária 02:&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="color: blue; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 16pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="color: red; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 16pt;"&gt;”&lt;span style="text-transform: uppercase;"&gt;O nú além das academias”&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="color: blue; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 14pt;"&gt;&lt;br /&gt;A exposição apresentará 35 obras entre desenhos e pinturas de maneira a explicitar a importância do nu na formação artística de diferentes filiações. Estarão expostas obras de &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;b style="color: blue;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 14pt;"&gt;Almeida Júnior&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;b style="color: blue;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 14pt;"&gt; e Virgílio Maurício; desenhos de &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;b style="color: blue;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 14pt;"&gt;Anita Malfatti&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;b style="color: blue;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 14pt;"&gt; e &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;b style="color: blue;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 14pt;"&gt;Candido Portinari&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;b style="color: blue;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 14pt;"&gt;; Raphael Galvez, Rossi Osir, Yolanda Mohalyi, Qurino da Silva e &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;b style="color: blue;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 14pt;"&gt;Flávio de Carvalho&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="color: blue; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 14pt;"&gt;, entre outros. Com curadoria de Ana Paula Nascimento, curadora da Pinacoteca do Estado.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="color: blue; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 14pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 16pt;"&gt;NA S&lt;span style="text-transform: uppercase;"&gt;ala 7:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="color: red; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 16pt; text-transform: uppercase;"&gt;“Realismo Burguês”&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="color: blue; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 14pt;"&gt;&lt;br /&gt;A Academia é a base de um sistema artístico que pressupõe o mecenato. É inevitável que a produção acadêmica reflita, portanto, valores importantes para certas classes sociais. No final do século XIX, as obras de &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;b style="color: blue;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 14pt;"&gt;Almeida Junior&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="color: blue; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 14pt;"&gt;, Eliseu Visconti e Oscar Pereira da Silva, entre outros, reunidas nesta sala revelam a consolidação de um gosto tipicamente burguês no Brasil.&lt;span style="text-transform: uppercase;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 16pt;"&gt;NA SALA 10:&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="color: red; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 16pt;"&gt;“UM IMAGINÁRIO PAULISTA”&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="color: blue; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 14pt;"&gt;&lt;br /&gt;A sala propõe uma reflexão sobre a imagem que São Paulo busca projetar sobre si a partir do final do século XIX. As telas em que Almeida Junior propõe a tipificação do caipira paulista são contrapostas às imagens da transformação da paisagem urbana de São Paulo.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;&lt;a href="http://www.cultura.sp.gov.br/" target="_blank"&gt;&lt;span style="text-decoration: none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Fale com a ouvidoria:&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;&lt;a href="mailto:ouvidoria@cultura.sp.gov.br"&gt;ouvidoria@cultura.sp.gov.br&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;FONTE:&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;&lt;a href="http://www.pinacoteca.org.br/pinacoteca/default.aspx?c=exposicoes&amp;amp;idexp=583&amp;amp;mn=100"&gt;http://www.pinacoteca.org.br/pinacoteca/default.aspx?c=exposicoes&amp;amp;idexp=583&amp;amp;mn=100&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Feeds para esta postagem:&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7714914913271307320-4135056850289211101?l=literalmeida.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://literalmeida.blogspot.com/feeds/4135056850289211101/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7714914913271307320&amp;postID=4135056850289211101&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7714914913271307320/posts/default/4135056850289211101'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7714914913271307320/posts/default/4135056850289211101'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://literalmeida.blogspot.com/2011/10/almeida-junior-na-pinacoteca-em-sao.html' title='ALMEIDA JUNIOR NA PINACOTECA EM SÃO PAULO'/><author><name>LITERALMEIDA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11978644072596629149</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_Mmy749wfY0g/SR4QOHEhH-I/AAAAAAAAAd0/fN1618XZRVM/s1600-R/Nico.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-E01wjzu5_9Y/TpspZbEZYLI/AAAAAAAAAtk/WxXIF1JbUUU/s72-c/almeida_junior.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7714914913271307320.post-3363468179692670624</id><published>2011-05-17T02:57:00.000-03:00</published><updated>2011-05-17T02:57:58.071-03:00</updated><title type='text'>ZINA AITA: A MODERNISTA MINEIRA ESQUECIDA - II (ATUALIZAÇÃO EM MAIO DE 2011)</title><content type='html'>&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt; 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font-size: 16pt;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-outline-level: 3; text-align: center; text-indent: 14.2pt;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: red; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;a href="http://literalmeida.blogspot.com/2008/02/zina-aita-modernista-mineira-esquecida.html"&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;http://literalmeida.blogspot.com/2008/02/zina-aita-modernista-mineira-esquecida.html&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-outline-level: 3; text-align: center; text-indent: 14.2pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-outline-level: 3; text-align: justify; text-indent: 14.2pt;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: blue; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 14.0pt; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;O blog &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: red; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 14.0pt; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;RETALHOS DO MODERNISMO&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: blue; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 14.0pt; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt; atualizou a postagem &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;“&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;b&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="color: red; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 14.0pt; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;ZINA AITA: A MODERNISTA MINEIRA ESQUECIDA&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;b&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="color: blue; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 14.0pt; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;”&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: blue; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 14.0pt; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;, publicada em fevereiro de 2008. Essa atualização se fez necessária, pois a pesquisa sobre a Artista teve seguimento. &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-outline-level: 3; text-align: justify; text-indent: 14.2pt;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: blue; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 14.0pt; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;Apesar das inúmeras dificuldades, o &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: red; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 14.0pt; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;Retalhos&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: blue; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 14.0pt; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt; conseguiu novos textos e novas imagens de obras de Zina Aita. &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-outline-level: 3; text-align: justify; text-indent: 14.2pt;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: blue; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 14.0pt; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;É com satisfação que comunico aos diletos “Seguidores” e aos distintos Leitores, que o Blog &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: red; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 14.0pt; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;RETALHOS DO MODERNISMO&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: blue; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 14.0pt; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt; conseguiu &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;b&gt;&lt;u&gt;&lt;span style="color: red; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 14.0pt; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;fotos inéditas&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;/b&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: blue; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 14.0pt; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt; de três obras de Zina Aita. As obras originais pertencem ao Acervo do Museu Internacional de Cerâmica de Faenza, Itália.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-outline-level: 3; text-align: justify; text-indent: 14.2pt;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: blue; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 14.0pt; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;Para não descaracterizar o local da postagem anterior, cravo aqui o link de acesso da atualização: &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-outline-level: 3; text-align: justify; text-indent: 14.2pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-outline-level: 3; text-align: center; text-indent: 14.2pt;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: red; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;a href="http://literalmeida.blogspot.com/2008/02/zina-aita-modernista-mineira-esquecida.html"&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;http://literalmeida.blogspot.com/2008/02/zina-aita-modernista-mineira-esquecida.html&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-outline-level: 3; text-align: center; text-indent: 14.2pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-outline-level: 3; text-align: justify; text-indent: 14.2pt;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="color: blue; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 14.0pt; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;Não posso deixar de cravar também aqui os meus agradecimentos ao dileto amigo carioca (W. de O.), que gentilmente cedeu as fotos (até hoje: “inéditas”) das três obras da Zina Aita postadas no link acima.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-outline-level: 3; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-outline-level: 3; text-align: center; text-indent: 14.2pt;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="color: blue; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 14.0pt; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;Luiz de Almeida&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Feeds para esta postagem:&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7714914913271307320-3363468179692670624?l=literalmeida.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://literalmeida.blogspot.com/feeds/3363468179692670624/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7714914913271307320&amp;postID=3363468179692670624&amp;isPopup=true' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7714914913271307320/posts/default/3363468179692670624'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7714914913271307320/posts/default/3363468179692670624'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://literalmeida.blogspot.com/2011/05/zina-aita-modernista-mineira-esquecida.html' title='ZINA AITA: A MODERNISTA MINEIRA ESQUECIDA - II (ATUALIZAÇÃO EM MAIO DE 2011)'/><author><name>LITERALMEIDA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11978644072596629149</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_Mmy749wfY0g/SR4QOHEhH-I/AAAAAAAAAd0/fN1618XZRVM/s1600-R/Nico.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-WrnXswvqES0/TdIM-yv3RJI/AAAAAAAAAtc/qL004fhuGYM/s72-c/foto+pequena+rosto+zina.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7714914913271307320.post-1188829190085676130</id><published>2011-03-19T16:09:00.006-03:00</published><updated>2011-04-07T20:42:42.801-03:00</updated><title type='text'>ALBERTO DA VEIGA GUIGNARD</title><content type='html'>&lt;smallfrac m:val="off"&gt;&lt;dispdef&gt;&lt;lmargin m:val="0"&gt;&lt;rmargin m:val="0"&gt;&lt;defjc m:val="centerGroup"&gt;&lt;wrapindent m:val="1440"&gt;&lt;intlim m:val="subSup"&gt;&lt;narylim m:val="undOvr"&gt;&lt;/narylim&gt;&lt;/intlim&gt;&lt;/wrapindent&gt;&lt;/defjc&gt;&lt;/rmargin&gt;&lt;/lmargin&gt;&lt;/dispdef&gt;&lt;/smallfrac&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center" style="color: red; font-family: Verdana,sans-serif; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: x-large;"&gt;&lt;b&gt;GUIGNARD E O SEU REINADO&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://lh3.googleusercontent.com/-37ijo6mQZoQ/TYTyM0O__aI/AAAAAAAAAsM/Bf7cZcLW5Oc/s1600/aberto+da+veiga+guignard.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="https://lh3.googleusercontent.com/-37ijo6mQZoQ/TYTyM0O__aI/AAAAAAAAAsM/Bf7cZcLW5Oc/s320/aberto+da+veiga+guignard.jpg" width="279" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;&amp;nbsp;&lt;i&gt;&lt;b&gt;Guignard - Foto Reprodução.&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: blue; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: x-large;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;INTRODUÇÃO&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: blue; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: blue; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;&lt;i&gt;(Luiz de Almeida) &lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: blue; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: blue; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 14.2pt;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Existem datas que estão no rol das classificadas como “comemorativas”. Normalmente são comemorados eventos e fatos relevantes que marcaram época: Eventos que mereceram registros por terem proporcionado mudanças significativas na história ou apenas importantes pela própria realização; Acontecimentos como &amp;nbsp;nascimentos e mortes de pessoas que foram destaques em suas atividades, etc. Nos seguimentos das Artes, por exemplo, aqui no Brasil, em fevereiro (mês passado), comemoramos o aniversário da realização da Semana de Arte Moderna, no Teatro Municipal de São Paulo, em 1922 (Evento que, após sua realização, proporcionou nos anos seguintes, alterações importantíssimas principalmente na literatura e nas artes plásticas nacionais). No referido mês tivemos muitos outros registros históricos que mereceram comemoração. Vamos focar apenas no seguimento artístico, como por exemplo:&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: blue; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 14.2pt;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;- Nascimentos: Victor Brecheret (1884), Guiomar Novaes (1894) e de Pietro Maria Bardi (1900); Aniversários de morte: Mário de Andrade (1945), do artista plástico Cândido Portinari (1962), do compositor Ary Barroso (1964), do ator de cinema, teatro e TV Jardel Filho (1983), do cantor e compositor Nelson Cavaquinho (1986), do lexicólogo Aurélio Buarque de Holanda (1989). Muitos dos citados e dos fatos não foram lembrados. Isso é muito comum no Brasil. Estamos costumados com essa nossa falha cultural, mas já melhorou muito, graças a Deus. E, este &lt;i&gt;blog&lt;/i&gt;, atendendo aos seus objetivos primeiros, não poderia deixar passar em branco um acontecimento: “Dia 25 de fevereiro de 1896, nascia em Nova Friburgo, Rio de Janeiro, aquele que efetivaria o Modernismo em Minas Gerais, &lt;i style="color: red;"&gt;Alberto da Veiga GUIGNARD&lt;/i&gt;”. Por tudo que esse artista plástico e mestre fez, o &lt;i&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;RETALHOS DO MODERNISMO&lt;/span&gt;&lt;/i&gt; crava aqui uma simplória, mas importante lembrança da vida desse “&lt;i&gt;ícone das artes plásticas&lt;/i&gt;”. &amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: blue; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 14.2pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: blue; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 14.2pt;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Após estudar vida e obra, hoje tenho meu próprio Guignard, não fictício, não efêmero: real. Fisicamente um desastre. Tão feio quanto Mário de Andrade. Nariz torto e lábio superior deformado pela lagoquilia, um fanho inusitado, pois conseguia falar rindo, principalmente quando estava ébrio. Um grande “chupa-rolha”, que chegou a trocar suas obras por pratos de comida e garrafas de bebida. Mesmo estando constantemente afundado em dívidas, vestia-se com elegância. Era educadíssimo. Galanteador apurado, não perdia a oportunidade para beijar as mãos de belas senhoras e senhorinhas. Um brincalhão de primeira linha, principalmente com sua própria vida. Certa vez chegou a afirmar que para pagar suas dívidas utilizava a seguinte estratégia:&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #660000; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 14.2pt;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;&lt;i&gt;- “Pinto um Santo Antônio e vendo barato. Há sempre moças solteiras dispostas a comprar”.&lt;/i&gt; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: blue; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 14.2pt;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Quando sóbrio saía na sua &lt;i&gt;Rural Willys&lt;/i&gt;, azul e branca, 6 cilindros, placas 27646, buscando distrair sua solidão. No ateliê (mesmo numa bagunça generalizada), desenhava e pintava para ludibriar suas grandes tristezas: a morte não explicada do pai, o abandono da esposa, a morte da mãe, a falta de dinheiro e a solidão. Deixou sua melancolia, sua dor e a escuridão que as lembranças de uma vida sofrida o proporcionaram, estampadas e patenteadas em várias obras, característica quase totalitária e inerente. (&lt;i&gt;Particularmente não sou adepto a essa dedução. Prefiro afirmar que o meu Guignard, como artista plástico é = “puro lirismo, intrínseco”&lt;/i&gt;). Sua vida difícil fez com que ele vagasse por quartos horrendos de pensões e hotéis e, quando bêbado, sempre encontrou um amigo ou conhecido aqui ou acolá que o escoltasse.&amp;nbsp; Sua adesão ao alcoolismo foi intensificada na década de 50. Devia em vários botecos. Alguns, talvez com pena, aceitavam algum desenho ou quadro como forma de pagamento. Apesar de toda tristimania interior, aprontava algumas peripécias. Dizem que certa vez, estacionou sua &lt;i&gt;Rural&lt;/i&gt; e entrou numa igreja, em Ouro Preto, e surrupiou um vaso de prata. Foi flagrado por uma beata que o dedurou. A polícia foi até a casa do artista e bateu à sua porta. Mesmo sabendo do que se tratava, o “santo” (como o chamava Di Cavalcanti), não atendeu e a polícia arrombou a porta. Guignard foi preso. Levado a julgamento, foi absolvido pela Justiça, que reconheceu ter o pintor se apoderado do vaso apenas com o intuito de retratá-lo para depois devolvê-lo. &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: blue; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 14.2pt;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Esses fatos e outros que não necessitam ser descritos, não afetaram a vida artística do filho friburguense do casal Alberto e Leonor. Morou na Suíça, França, Alemanha e Itália. Frequentou escolas em Paris, Nice e Munique. Admirava a arte de Rembrandt, Van Gogh, Tintoretto e Goya – mas chegou a declarar que considerava Botticelli o maior dos pintores. Conheceu Picasso. Estudou e interessou-se muito pela técnica e forma de Matisse. Na Europa, o Ninito, como Guignard era chamado carinhosamente pela mãe, presenciou uma gama substancial de estilos e movimentos artísticos. Não aderiu a nenhum, mas criou o seu, até nossos dias, inconfundível e incomparável. Suas obras relevantes foram geradas em solo brasileiro, pois em 1929 ele retorna da Europa e se fixa no Rio de Janeiro, antes de mudar-se para Belo Horizonte. Aqui ele produziu lirismo e humanismo. Sensibilidade aguçada, uma ternura peculiar, Guignard possuía outro talento invejável: memória fotográfica. Basta degustarmos suas obras para encontrar retratos perfeitos e repletos de detalhes não captados por observadores criteriosos, por mais esforço que se faça. Suas telas com paisagens são retratações fidedignas dos lugares focados. &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: blue; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 14.2pt;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Sua produção artística é imensa. Alem das paisagens, retratos, natureza morta, e muitas telas com motivos religiosos. As que retratam &lt;i&gt;Cristo e São Sebastião&lt;/i&gt; são peculiares. Seus desenhos são inconfundíveis. Quem melhor definiu a produção artística de Guig&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;nard, pelo menos para mim, foi &lt;i&gt;Frederico&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;&lt;i&gt; Morais&lt;/i&gt;, no catálogo da exposição “&lt;i&gt;&lt;u&gt;O Humanismo Lírico de Guignard&lt;/u&gt;&lt;/i&gt;”, que transcrevo a seguir na íntegra:&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #990000; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 14.2pt;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;- (...). Este capítulo da produção guignardiana pode ser analisado em três vertentes. A primeira é constituída pela obra propriamente decorativa, aquela que extrapola os limites da tela e do papel, para se fixar em tetos, murais, painéis, móveis, objetos vários. Neste particular, a obra-prima é o teto que pintou, em 1943, no palacete da rua Rumânia, no Cosme Velho, hoje sede do Rio-Arte. // A segunda vertente é constituída por cartões natalinos ou de aniversário, avisos, bilhetes, convites e dedicatórias para seus alunos e os cadernos com “pensamentos”, aforismos e desenhos com que presenteou algumas amigas. Podem ser situados nessa mesma vertente, os inúmeros “desenhos de bar” e outros, cheios de irreverência, nos quais também se auto-representa, metalinguisticamente, e que incluem textos que falam de seu encantamento pela vida ou pela paisagem que tem à sua frente e, finalmente, as ilustrações para poemas. // A terceira vertente compreende aquilo que, de decorativo, encontra-se na pintura de cavalete, nos retratos ou arranjos de florais, nos estampados dos vestidos e na ornamentação em torno de seus modelos femininos e até no modo como assina muitas de suas telas e painéis. &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: blue; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 14.2pt;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Era 1944. Juscelino Kubitschek, quando prefeito de Belo Horizonte (MG), um homem de inteligência e cultura fora do normal dentre os grandes “intelectos” brasileiros, chama Guignard para estruturar a arte na capital mineira. Foi a grande oportunidade que ele teve para que seu talento fosse colocado no zênite da cultura mineira. Juscelino pediu que&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt; Guignard instalasse um Curso de Desenho e Pintura no recém-criado Instituto de Belas Artes. E foi isso que Guignard fez. Naquele mesmo ano, ajudado por Oswald de Andrade, Guignard promoveu a “I Exposição de Arte Moderna de Belo Horizonte”, no Edifício Mariana. Chamou artistas modernistas para participarem daquela exposição, entre muitos: Anita Malfatti, Tarsila do Amaral, Djanira, Emiliano Di Cavalcanti, Portinari, Rego Monteiro, Lasar Segall, Ismael Nery, Volpi, Rebolo, etc. Guignard não imaginava, mas a exposição provocou muita polêmica e confusão, chegando ao ponto de oito telas sofrerem cortes com gilete, promovidos por visitantes aliciados pelas correntes reacionárias. Foi a&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;ssim que aquele crianção desconjuntado começou a ser visto como grande artista, fato que sempre mereceu. &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: blue; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 14.2pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;Ele não apregoava e nem alardeava as idéias dos modernistas da Semana de 22, principalmente as do “Grupo dos Cinco”, mas a sua modernidade ele estampou nas suas obras e, queiram ou não, Zina Aita&lt;span style="color: black;"&gt;(*)&lt;/span&gt; foi a pioneira com uma exposição em 1920, mas foi Guignard que consolidou o modernismo em Minas Gerais. Talvez não gostasse muito de ser intitulado “modernista”. Preferia talvez, nacionalista, pois o nacionalismo-lírico impregnou sua arte pictórica após 1930.&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;(*) Veja sobre Zina Aita em:&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://literalmeida.blogspot.com/2008/02/zina-aita-modernista-mineira-esquecida.html"&gt;http://literalmeida.blogspot.com/2008/02/zina-aita-modernista-mineira-esquecida.html&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;&lt;b&gt;Até sua morte em 1962, Guignard dedicou-se a ensinar a arte da pintura, não deixando nunca de cravar nos papéis, madeiras e telas o produto final do talento que o Grande Artista (assim ele falava de Deus) havia lhe conferido. Mesmo assim, em 1962, no nosso país, Guignard ainda não era conhecido e reconhecido como Di Cavalcanti, que naquele ano, viajou até Paris e depois para Moscou para participar de exposições e congressos; como Tarsila do Amaral, que também naquele ano, expunha sua arte no Museu de Arte Moderna em São Paulo.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Tenho certeza que Guignard, definido por José Aberto Nemer como: “&lt;i&gt;pintor para pintores&lt;/i&gt;” e “o&lt;i&gt; artista que plasmou seu imaginário com um domínio absoluto da técnica&lt;/i&gt;” - não se importou muito com o tardio reconhecimento da sua arte. Se dissesse a ele que se tornou um “monstro sagrado” das artes plásticas brasileira, definido por Portinari como “&lt;i&gt;o maior de todos nós&lt;/i&gt;”, e que aqui no &lt;i style="color: red;"&gt;Retalhos&lt;/i&gt; eu o defino como “o&lt;i&gt; grande e incomensurável Guignard&lt;/i&gt;”, daria um sorriso de canto de boca e diria:&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #660000; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 14.2pt;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;- Então chamem os meus alunos... O &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Iberê Camargo e o Amilcar de Castro, a Lygia Clark, a Elisa Byington e a Geza Heller, o Bandeira, o Alcides da Rocha Miranda, a Maria Campelo, o Werner Amacher, a Vera Mindlin, o Milton Ribeiro, o Di Cavalcanti... Ah! Não se esqueçam do&amp;nbsp; Juscelino... E&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt; vamos tomar uma pra comemorar, uái!&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;”&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: blue; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 14.2pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: blue; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 14.2pt;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Elaborei a introdução acima para deixar cravado no &lt;span style="color: red;"&gt;Retalhos do Modernismo&lt;/span&gt; um pouco do Reinado do “&lt;i&gt;carioneiro&lt;/i&gt;” (mistura de carioca com mineiro): &lt;i style="color: red;"&gt;&lt;u&gt;Alberto da Veiga Guignard&lt;/u&gt;&lt;/i&gt;: “o humanista lírico” que nascera em fevereiro de 1896, e que viveu e morreu (1962), em Minas Gerais; o “Rei Guignard”, amado por todos e reverenciado não só por intelectuais e artistas plásticos, mas por todos que passam a conhecer sua vida e suas obras. Guignard nasceu para reinar e criou seu próprio reinado. É por isso que Cecília Meireles em “Improviso para Guignard”, escreveu:&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: blue; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 14.2pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: blue; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;“Árvore de nuvens&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: blue; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;e flores do Mar:&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: blue; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;- Levai-me a esse mundo&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: blue; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;do rei Guignard!&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: blue; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Em barcos e flores&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: blue; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;iremos cantar&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: blue; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;às aves e aos peixes&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: blue; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;dos rei Guignard!&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: blue; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;As rochas de espuma&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: blue; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;as conchas de luar&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: blue; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;o sonho pousado em ramagens de mar&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: blue; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Levai-me a esse reino do rei Guignard.”&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: blue; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://lh4.googleusercontent.com/-cu3N4cDZqM8/TYTz_uSVKHI/AAAAAAAAAsQ/7ctuvYq7xyY/s1600/familia+do+fuzileiro+naval+-+1930.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="https://lh4.googleusercontent.com/-cu3N4cDZqM8/TYTz_uSVKHI/AAAAAAAAAsQ/7ctuvYq7xyY/s320/familia+do+fuzileiro+naval+-+1930.jpg" width="260" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;Família do Fuzileiro Naval&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;(Óleo s/ madeira. 58 x 48)&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;Esta obra é uma das Peças da Coleção de Mário de Andrade&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;- MAM, São Paulo - 1950 &lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;-x-x-x-x-x-&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: black; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: x-large;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Na sequência:&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: x-large;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;Síntese Biográfica&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: black; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;(ainda não concluída)&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;1896&lt;/span&gt; &lt;/b&gt;&lt;b&gt;– 25 de fevereiro: nasce em Nova Friburgo – RJ, Alberto da Veiga Guignard. Nasce com lábio leporino, fato que nunca escondeu, nem mesmo nos auto-retratos e outras pinturas. Seus pais: Alberto José Guignard e Leonor Augusta da Silva Veiga Guignard;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #660000; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;- Adendo:&lt;/b&gt;&lt;b&gt; &lt;/b&gt;&lt;b&gt;Fundada a Academia Brasileira de Letras.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: red; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;1897&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #660000; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;- Adendo:&lt;/b&gt;&lt;b&gt; &lt;/b&gt;&lt;b&gt;6 setembro, nasce no Rio de Janeiro o futuro amigo de Guignard, Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque Melo (Di Cavalcanti).&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: red; font-family: Verdana,sans-serif; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;1898&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #660000; font-family: Verdana,sans-serif; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;- Adendo:&lt;/b&gt;&lt;b&gt; &lt;/b&gt;&lt;b&gt;20 de setembro, nasce na cidade de São Paulo, o futuro poeta, ensaísta e crítico de Artes, Sérgio Milliet. &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: red; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;&lt;b&gt;1899 &lt;/b&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #660000; font-family: Verdana,sans-serif; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;- Adendo: 16 de junho&lt;/b&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;, &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;Dante Milano, futuro poeta, nasce no Rio de Janeiro. 10 de agosto, nasce na cidade de Amparo da Barra, RJ., outro futuro artista plástico, Flávio Resende de Carvalho.&amp;nbsp;&lt;b&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="text-transform: uppercase;"&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;1900&lt;/span&gt; - &lt;/span&gt;Nasce a irmã Leonor, em Petrópolis, RJ;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #660000; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;- Adendo:&lt;/b&gt;&lt;b&gt; &lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;Nasce em Belo Horizonte a futura artista plástica Tereza Aita, a Zina Aita. É catalogada como a primeira artista modernista a expor suas obras em Minas Gerais, em 1920, antes da realização da Semana de Arte Moderna.&lt;/i&gt; &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: red; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;1901&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #660000; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;- Adendo:&lt;/b&gt;&lt;b&gt; &lt;/b&gt;&lt;b&gt;Nasce no Rio de Janeiro a futura poeta e amiga de Guignard, Cecília Meireles. &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;1906&lt;/span&gt; &lt;/b&gt;&lt;b&gt;– Falece o pai, com um tiro num “acidente” limpando uma arma de fogo. Até hoje não sabe-se ao certo se realmente foi acidente ou suicídio. Guignard realiza os primeiros estudos no Colégio Franco-Brasileiro de Petrópolis. No Rio de Janeiro estuda no Colégio Paula Freitas;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #660000; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;- Adendo: &lt;/b&gt;&lt;b&gt;12 de novembro - Santos Dumont pilota o 14-Bis no primeiro vôo público em aeroplano.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="text-transform: uppercase;"&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;1907/1908&lt;/span&gt; – &lt;/span&gt;&lt;span style="text-transform: uppercase;"&gt;c&lt;/span&gt;om o seguro recebido com a morte do pai, sua mão paga as dívidas da família. Um ano após o falecimento do pai, sua mãe casa-se com o barão, de origem alemã, Frederico Von Schilgen. A família muda-se para a Europa, Vevey, Suíça. Nesse período Guignard conclui seus estudos em escola particular. O relacionamento de Guignard com o padrasto é péssimo, fato esse confirmado pelo próprio artista anos mais tarde; &amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: red; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;1908&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #660000; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;- Adendo: &lt;/b&gt;&lt;b&gt;Morte do escritor Machado de Assis.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="text-transform: uppercase;"&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;1909&lt;/span&gt; - &lt;/span&gt;Reside num castelo em Momères, França, por dois anos. Estuda nos Liceus de Bagnéres-de-Bigorne, Altos Pirineus, e Tarbes, Baixos Pirineus, no sul da França e em Nice.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: red; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;1909&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #660000; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;- Adendo: &lt;/b&gt;&lt;b&gt;Em Janeiro era inaugurado o Teatro Municipal do Rio de Janeiro.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: red; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;1910&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #660000; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;- Adendo:&lt;/b&gt;&lt;b&gt; &lt;/b&gt;&lt;b&gt;Anita Malfatti, financiada pelo seu tio e padrinho, Jorge Krug, chega a Berlin. Anita inicia os estudos de pintura no ateliê do artista Fritz Burger, passando ele assim a ser o primeiro mestre de Anita. Depois de 6 meses de estudo com Fritz Burger, Anita prestou exames para ingressar na Academia Real de Belas Artes. Aprovada, matriculou-se nas disciplinas de História da Arte, Perspectiva e Pintura. &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: red; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;1911&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #660000; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;- Adendo: &lt;/b&gt;&lt;b&gt;12 de Setembro era inaugurado o Teatro Municipal de São Paulo.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: red; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;1914&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #660000; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;- Adendo:&lt;/b&gt;&lt;b&gt; Anita Malfatti retornava ao Brasil e no dia 23 de maio realizava a primeira exposição considerada modernista, em São Paulo. Eclodia a Primeira Grande Guerra.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="text-transform: uppercase;"&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;1915&lt;/span&gt; - &lt;/span&gt;Muda-se para Munique, Alemanha. É matriculado numa fazenda escola, em Freising, próximo a Munique, como interno. Nessa escola estuda agronomia e zootecnia; &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="text-transform: uppercase;"&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;1916/1917&lt;/span&gt; – &lt;/span&gt;Guignard decide seguir carreira artística. Matricula-se na Real Academia de Belas Artes, em Munique. Estuda com artistas plásticos pertencentes ao Grupo Sezession: Hermann Groeber, pintor - e com o artista gráfico e ilustrador Adolpho Hengeler;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #660000; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;- Adendo&lt;/b&gt;&lt;b&gt;:&lt;/b&gt;&lt;b&gt; Na Rua Libero Badaró, centro de São Paulo, no nº 111, era inaugurada&amp;nbsp; a polêmica exposição de Anita Malfatti, no dia 12 de dezembro. No dia 20 de dezembro, no O Estado de S. Paulo, Monteiro Lobato escreve o artigo: “Paranóia ou mistificação?”, atacando violentamente a exposição da jovem Malfatti. Mário de Andrade publicava, sob o pseudônimo de Mário Sobral, Há uma gota de sangue em cada poema. Manuel Bandeira, futuro amigo de Guignard, iniciava sua vida literária com a publicação de “A Cinza das Horas”. Guilherme de Almeida publicava se primeiro livro de poemas: “Nós”. Menotti Del Picchia publicava seu segundo livro: “Moisés”. Oswald de Andrade conhecia Mário de Andrade. O Brasil declarava guerra à Alemanha. &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="text-transform: uppercase;"&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;1918&lt;/span&gt; - &lt;/span&gt;Reside em Grasse, França, em uma casa de campo da família. &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;Viaja freqüentemente para a Suíça e a Itália. Em Floreça (Itália), estuda técnicas de desenho e pintura;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #660000; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;- Adendo: &lt;/b&gt;&lt;b&gt;Fim da Primeira Grande Guerra.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: red; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;1919&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #660000; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;- Adendo: &lt;/b&gt;&lt;b&gt;Cecília Meireles, futura amiga e admiradora de Guignard, estreava na literatura com a publicação de “Espectros”. &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: black; text-transform: uppercase;"&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;1920/1921&lt;/span&gt; - &lt;/span&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Regressa a Munique, passando a morar numa pensão. Inicia pesquisa da arte flamenga na Pinacoteca daquela cidade. Volta a freqüentar a Real Academia de Belas Artes.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #660000; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;- Adendo&lt;/b&gt;&lt;b&gt;:&lt;/b&gt;&lt;b&gt; A Ford instalou, em 1920, sua primeira fábrica de montagem no Brasil. Nesse mesmo ano, foi inaugurada a primeira linha de ônibus urbanos de São Paulo. Victor Brecheret realizava exposição da primeira maquete do Monumento às Bandeiras, na Casa Byington, em São Paulo. Di Cavalcanti realizou na Casa Editora O Livro, em São Paulo, a Exposição Individual: “Di Cavalcanti: Pinturas”. Ainda em 1920, Tarsila do Amaral embarcou para a Europa, fixando-se em Paris. &amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;1922&lt;/span&gt; &lt;/b&gt;&lt;b&gt;– Participa da exposição coletiva “&lt;i&gt;Mostra Oficial de Munique&lt;/i&gt;”, Alemanha;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #660000; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;- Adendo: &lt;/b&gt;&lt;b&gt;Em Fevereiro, acontecia os Festivais da Semana de Arte Moderna no Teatro Municipal de São Paulo. Os modernistas paulistas fundam a revista “Klaxon”. Em Junho, Tarsila do Amaral retornava da Europa e, por intermédio de Anita Malfatti, entrava em contato com os modernistas paulistas.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;1923&lt;/span&gt; &lt;/b&gt;&lt;b&gt;– Em Munique, em 28 de fevereiro, casa-se a estudante de música e filha do proprietário da pensão onde reside, Anna Doering, 25 anos, três meses depois de conhecê-la. Em plena lua de mel é abandonado pela esposa. Realiza exposição no &lt;i&gt;Salão de Outono&lt;/i&gt; de Paris. Participa de exposição coletiva no &lt;i&gt;Palácio de Vidro&lt;/i&gt;, em Munique. Ingressa no comércio de arte e antiguidades;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #660000; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;- Adendo&lt;/b&gt;&lt;b&gt;:&lt;/b&gt;&lt;b&gt; &amp;nbsp;Chegava ao Brasil, no final do ano, o artista plástico Lasar Segall. Tarsila do Amaral conclui a obra “A Negra”.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="text-transform: uppercase;"&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;1924&lt;/span&gt; - &lt;/span&gt;Realiza uma breve viagem ao Brasil, onde participa da 31ª &lt;i&gt;Exposição Geral de Belas Artes&lt;/i&gt;, no Rio de Janeiro. Recebe o prêmio: Menção Honrosa;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #660000; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;- Adendo: O poeta franco-suíço Blaise Cendrars visitava o Brasil a convite de Paulo Prado.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="text-transform: uppercase;"&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;1925&lt;/span&gt; - &lt;/span&gt;Reside em Florença, por um período aproximado de três anos, na Pensão Banchi da Piazza Independenzia;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="text-transform: uppercase;"&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;1926&lt;/span&gt; - &lt;/span&gt;Falece sua mãe em Menton, Riviera Francesa;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #660000; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;- Adendo:&lt;/b&gt;&lt;b&gt; &lt;/b&gt;&lt;b&gt;Em janeiro surgia o Partido Democrático. Em junho, na Rue La Boétie, 38 – Galerie Percier, Paris: Exposição de Tarsila do Amaral.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="text-transform: uppercase;"&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;1927&lt;/span&gt; - &lt;/span&gt;Expõe no &lt;i&gt;Salão do Outono&lt;/i&gt;, em Paris; &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="text-transform: uppercase;"&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;1928&lt;/span&gt; – &lt;/span&gt;Em Paris: conhece Picasso e Utrillo. Passa a residir na cidade. Expõe no &lt;i&gt;Salão do Outono&lt;/i&gt;. Participa da 16ª &lt;i&gt;Bienal de Veneza;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #660000; font-family: Verdana,sans-serif; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;- Adendo:&lt;/b&gt;&lt;b&gt; &lt;/b&gt;&lt;b&gt;Mário de Andrade publicava Macunaíma, o Herói sem Nenhum Caráter – 800 exemplares, lançado em 26 de julho. Tarsila do Amaral conluia sua grande obra “Abaporu”, inspirando o movimento Antropofágico. &amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="text-transform: uppercase;"&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;1929&lt;/span&gt; - &lt;/span&gt;Expõe no &lt;i&gt;Salão dos Independentes&lt;/i&gt;, no Grand Palais, em Paris. Falece em Munique sua única irmã. Retorna definitivamente ao Brasil, residindo no Rio de Janeiro. Participa da &lt;i&gt;36ª Exposição Geral de Belas Artes&lt;/i&gt;, no Rio, recebendo medalha de bronze. Participa de exposição coletiva no &lt;i&gt;XI Salão de Arte de Rosário&lt;/i&gt;, Argentina, onde recebe o 2º prêmio de pintura. Torna-se amigo dos pintores Pedro Correia de Araújo, Ismael Nery, Cândido Portinari, Di Cavalcanti, Oswaldo Goeldi; dos escritores Murilo Mendes, Jorge de Lima e Aníbal Machado. Participa da exposição coletiva no &lt;i&gt;Salon des Indépendants, na Société des Artistes Indépendants&lt;/i&gt; – Paris;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;1930&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;– Morre a ex-esposa. Instala seu ateliê no Jardim Botânico, RJ. Realiza exposição individual em Buenos Aires – Argentina. Participa da &lt;i&gt;37ª Exposição Geral de Belas Artes&lt;/i&gt;, RJ., e da coletiva &lt;i&gt;The First Representative Collection of Paintings by Brazilian Artists, no Roerich Museum&lt;/i&gt;, em&amp;nbsp; Nova Iorque, juntamente com Tarsila, Almeida Júnior, dentre outros. Inicia uma série de obras de tendência surrealista, cuja produção se concentra nesta década. Participa, como diretor artístico, de festas carnavalescas e da organização de exposições para a Pró-Arte, sociedade destinada a promover o intercâmbio cultural Brasil-Alemanha, função que exerce até o ano de 1939. Inicia sua atuação como professor de desenho e de pintura para meninas órfãs de militares das Forças Armadas, na Fundação Osório, Rio de Janeiro, atividade que manteve até 1943. Torna-se amigo de Rodrigo Mello Franco de Andrade e Manuel Bandeira;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #660000; font-family: Verdana,sans-serif; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;- Adendo&lt;/b&gt;&lt;b&gt;: &lt;/b&gt;&lt;b&gt;Guilherme de Almeida era eleito para a Academia Brasileira de Letras. Eclodia no Brasil a chamada “Revolução de 30”. Getúlio Vargas assumia o poder. &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: black; text-transform: uppercase;"&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;1931&lt;/span&gt; - &lt;/span&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Ilustra, a bico de pena, dois livros não publicados de Pontes de Miranda: &lt;i&gt;O Sábio e o Artista&lt;/i&gt; e &lt;i&gt;O Diálogo do Livro e do Desenho&lt;/i&gt;. Em Setembro, participa, com 27 trabalhos, da &lt;i&gt;38ª Exposição Geral de Belas Artes&lt;/i&gt;, denominada de &lt;i&gt;Salão Revolucionário&lt;/i&gt;, dirigido pelo arquiteto Lúcio Costa, sendo destacado por Mário de Andrade como uma de suas revelações. Essa exposição teve a participação de artistas modernos de São Paulo, Rio, Minas. De Recife viera Cícero Dias. Outros que figuraram nessa exposição: Anita Malfatti, Brecheret, Segall, Gomide, Tarsila, Flávio de Carvalho, Ismael Nery, Portinari, Regina Gomide Braz, etc.;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;h3 style="font-family: Verdana,sans-serif; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b style="color: #660000;"&gt;&lt;i&gt;- Adendo:&lt;/i&gt;&lt;i style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;i style="color: #660000; font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;&lt;b&gt;A estátua do Cristo Redentor é inaugurada no Corcovado, Rio de Janeiro, em 12 de outubro.&lt;/b&gt; &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-weight: normal;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h3&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="text-transform: uppercase;"&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;1932&lt;/span&gt; - &lt;/span&gt;Conhece no Rio a pianista Amalita Fontenelle e, ao longo de cinco anos, confecciona um álbum a ela dedicado, com mais de uma centena de cartões. É&amp;nbsp;nomeado diretor artístico de festas carnavalescas e organizador de exposições para a Sociedade Pró-Arte, no Rio de Janeiro e participa do &lt;i&gt;2º Salão da Pró-Arte&lt;/i&gt; – ENBA – RJ;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;h4 style="font-family: Verdana,sans-serif; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i style="color: #660000;"&gt;- Adendo: 9 de Julho: eclodia em São Paulo a "Revolução Constitucionalista. Vários intelectuais participaram ativamente da Revolução, tais como: Guilherme de Almeida, Tácito de Almeida, Menotti Del Picchia, René Thiollier, dentre outros. 6 de outubro: Plínio Salgado lança um manifesto criando a Ação Integralista Brasileira, movimento fascista brasileiro.&amp;nbsp;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;b&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h4&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;1933&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;– Participa da &lt;i&gt;2.ª Exposição de Arte Moderna da SPAM&lt;/i&gt;, no Palacete Campinas, São Paulo. Participa da &lt;i&gt;Mostra de Arte Social&lt;/i&gt;, no Clube Municipal do Rio de Janeiro e do &lt;i&gt;3º Salão da Pró-Arte – ENBA&lt;/i&gt; – RJ;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: black; text-transform: uppercase;"&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;1934&lt;/span&gt; - &lt;/span&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Participa do &lt;i&gt;I Salão Paulista de Artes&lt;/i&gt;, em São Paulo. Realiza exposição individual em Buenos Aires – Argentina. Participa no Rio de Janeiro, &lt;i&gt;do 4º Salão da Pró-Arte&lt;/i&gt;;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #660000; font-family: Verdana,sans-serif; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;- Adendo&lt;/b&gt;&lt;b&gt;:&lt;/b&gt;&lt;b&gt; Em São Paulo, através do Decreto nº 6.784, de 19 de outubro, a Academia Paulista de Letras era reconhecida como entidade de Utilidade Pública. Mário de Andrade era nomeado Diretor do Departamento de Cultura do Município de São Paulo. Em 16 de julho a nova Constituição foi apresentada ao País. Getúlio Vargas era eleito Presidente Constitucional do Brasil.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="text-transform: uppercase;"&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;1935&lt;/span&gt; - &lt;/span&gt;Participa, com uma série de desenhos sobre favelas, da &lt;i&gt;Mostra de Arte Social&lt;/i&gt;, no Clube de Cultura Moderna do Rio de Janeiro. Participa do &lt;i&gt;Salão de Auto-Retratos&lt;/i&gt;, na Associação dos Artistas Brasileiros, RJ. Alista-se no Exército Nacional, onde recebeu o certificado de reservista de 3ª Categoria; &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #660000; font-family: Verdana,sans-serif; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;- Adendo: &lt;/b&gt;&lt;b&gt;15 de fevereiro: falecia no Rio de Janeiro o escritor e historiador Ronald de Carvalho, vítima de um desastre de automóvel.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: black; text-transform: uppercase;"&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;1936&lt;/span&gt; - &lt;/span&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Integra, ao lado de Cândido Portinari, o corpo docente do &lt;i&gt;Instituto de Artes da Universidade do Distrito Federal&lt;/i&gt;, Rio de Janeiro, lecionando desenho livre por seis meses. Essa sua participação não deu certo, como relata em carta (s/d) a Portinari: “Você bem conhece a minha maneira de trabalhar e sinto muito dever lhe dizer que tudo vai ao contrário, e assim para mim, como artista, com idéias justas e leais, essa causa me magoou muito”. Participa da &lt;i&gt;Mostra Coletiva de Arte Brasileira&lt;/i&gt; em Pittsburgh, Toledo e Cleveland, sob o patrocínio da &lt;i&gt;Carnegie Internacional Exhibition of Paintings&lt;/i&gt;, EUA. Participa da exposição coletiva no &lt;i&gt;42º Salão Nacional de Belas Artes&lt;/i&gt;, no Instituto de Previdência, RJ;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #660000; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;- Adendo&lt;/b&gt;&lt;b&gt;: &lt;/b&gt;&lt;b&gt;Implantação do Estado Novo. &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="text-transform: uppercase;"&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;1937&lt;/span&gt; - &lt;/span&gt;Realiza individual na &lt;i&gt;Nova Galeria de Arte&lt;/i&gt;, RJ. Participa do &lt;i&gt;I Salão de Maio&lt;/i&gt;, em São Paulo. Participa do &lt;i&gt;Salão Oficial Argentino&lt;/i&gt;, Buenos Aires, recebendo o 2º prêmio em pintura, com o quadro &lt;i&gt;Bambus&lt;/i&gt;. &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;1938&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;– Realiza exposições individuais em Berlim – Alemanha, com o patrocínio da Associação de Artistas Brasileiros, Sociedade Pró-Arte e Instituto Teuto-Brasileiro, e no Palace Hotel – RJ. Participa da exposição coletiva no &lt;i&gt;2.º Salão de Maio&lt;/i&gt;, no Esplanada Hotel, em São Paulo (Nesta exposição, Mário de Andrade adquiriu-lhe: &lt;i&gt;A Família do Fuzileiro Naval&lt;/i&gt;)&lt;i&gt;. &lt;/i&gt;Participou também da exposição coletiva na &lt;i&gt;Mostra da Sociedade Pró-Arte&lt;/i&gt;, RJ. Participa da coletiva no &lt;i&gt;44º Salão Nacional de Belas Artes&lt;/i&gt; do Rio de Janeiro e também da exposição coletiva no &lt;i&gt;5º Salão Paulista de Belas Artes&lt;/i&gt;, São Paulo. Pinta no Hotel Riviera, em Copacabana, dois grandes painéis, &lt;i&gt;Amanhecer e Entardecer&lt;/i&gt;, com cercaduras alusivas a região amazônica; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;1939&lt;/span&gt; &lt;/b&gt;&lt;b&gt;– Participou da exposição coletiva do &lt;i&gt;45.º Salão Nacional de Belas Artes&lt;/i&gt;, no MNBA – RJ, ocasião que recebeu Medalha de Prata, categoria pintura. Pinta &lt;i&gt;Noite de São João&lt;/i&gt;;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: red; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #660000; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;- Adendo: &lt;/b&gt;&lt;b&gt;Eclodia a Segunda Grande Guerra.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;1940&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;– Por causa do alcoolismo, fica no Hotel Repouso, em Itatiaia – RJ, por quatro meses. Pinta o interior da sua cabana (preservada como Cabana Guignard) e o próprio hotel. Participa do &lt;i&gt;46º Salão Nacional de Belas Artes - Divisão Moderna&lt;/i&gt;, no MNBA – Rio de Janeiro e recebe o prêmio &lt;i&gt;Viagem ao País, &lt;/i&gt;com o quadro &lt;i&gt;As Gêmeas. &lt;/i&gt;Recebe também o prêmio &lt;i&gt;Medalha de Prata&lt;/i&gt;, categoria desenho. Realiza a pintura de três painéis no &lt;i&gt;Café e Restaurante Progresso&lt;/i&gt;, localizado à Rua Barata Ribeiro, nº 218, já demolido. Enfrenta um período de problemas financeiros e de saúde;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #660000; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;- Adendo: &lt;/b&gt;&lt;b&gt;Em 3 de setembro, falecia em São Paulo o poeta, irmão de Guilherme de Almeida, Tácito de Almeida.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;1941&lt;/span&gt; &lt;/b&gt;&lt;b&gt;– Integra a &lt;i&gt;Comissão Organizadora do Salão Nacional de Belas Artes&lt;/i&gt;, com Aníbal Matos e Oscar Niemeyer, dentre outros, sendo responsável pela &lt;i&gt;Superintendência da Divisão de Arte Moderna&lt;/i&gt;. Participa do júri do &lt;i&gt;Salão Nacional de Belas Artes&lt;/i&gt; que, pela primeira vez, concede o Prêmio de &lt;i&gt;Viagem ao Estrangeiro&lt;/i&gt; a um artista moderno: José Pancetti. Em virtude do prêmio &lt;i&gt;Viagem ao País&lt;/i&gt;, obtido no ano anterior, viaja pelos Estados de Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro e São Paulo. Participa do &lt;i&gt;47º Salão Nacional de Belas Artes&lt;/i&gt;, no MNBA – RJ; &amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #660000; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;- Adendo: &lt;/b&gt;&lt;b&gt;18 de março – o Tribunal de Segurança Nacional decretava a prisão preventiva de Lobato. No dia seguinte o escritor é novamente preso, levado à DEOPS e, de lá, à Casa de Detenção. Em Agosto, para desespero de Monteiro Lobato, Getúlio Vargas é eleito para a Academia Brasileira de Letras. &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;1942&lt;/span&gt; &lt;/b&gt;&lt;b&gt;– Participa do &lt;i&gt;48ª Salão Nacional de Belas Artes&lt;/i&gt; no Rio, Divisão Moderna, recebendo medalha de ouro com a paisagem &lt;i&gt;Serra do Mar, Itatiaia&lt;/i&gt;. Ensina desenho e pintura na sede da &lt;i&gt;União Nacional dos Estudantes&lt;/i&gt;, Rio de Janeiro, por dois meses. Publicação do &lt;i&gt;Álbum Guignard&lt;/i&gt;, com desenhos e ilustrações para poemas de Castro Alves, Múcio Leão e Jorge de Lima. O Museu de Arte Moderna de New York adquire o quadro &lt;i&gt;Noite de São João&lt;/i&gt; e um desenho, por escolha do crítico de arte Lincoln Kirstein. O &lt;i&gt;Diretório Acadêmico da Escola Nacional de Belas Artes&lt;/i&gt; realiza exposição de obras de Guignard, executadas no período em que viveu em Itatiaia. Inicia sua fase de ilustrador de livros de autores nacionais. Passa a residir na casa de Barros Carvalho, onde realiza pintura no teto – (atualmente é a sede da Rio Arte). Realiza exposição individual - ENBA – RJ;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;h3 style="color: #660000; font-family: Verdana,sans-serif; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;- Adendo: 28 de janeiro - Em resposta ao afundamento de navios brasileiros pelos alemães, o govergo anunciava o rompimento com a Alemanha e Itália. Em 31 de agosto: declarado estado de guerra em todo território nacional. Getúlio Vargas, por meio do decreto-lei 4.791, de 4 de outubro, instituía o "Cruzeiro" como unidade monetária brasileira. &lt;span style="font-weight: normal;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/h3&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;1943&lt;/span&gt; &lt;/b&gt;&lt;b&gt;– Fixa atelier coletivo no Rio, com Alcides da Rocha Miranda, Iberê Camargo, Milton Ribeiro, Werner, Harnacher, Maria Campelo e Vera Mindlin, entre outros, na Rua Marquês de Abrantes, nº 4. O grupo é batizado por Manuel Bandeira com o nome &lt;i&gt;A Nova Flor de Abacate&lt;/i&gt;, numa alusão ao &lt;i&gt;dancing Flor de Abacate&lt;/i&gt;, que funcionava nas proximidades. A única exposição do&amp;nbsp;grupo, realizada&amp;nbsp;no&amp;nbsp;&lt;i&gt;Diretório Acadêmico da Escola Nacional de Belas Artes&lt;/i&gt;, é fechada por alunos conservadores e reinaugurada na &lt;i&gt;Associação Brasileira de Imprensa&lt;/i&gt;. Realiza a pintura do teto da residência do senador Barros de Carvalho, situada na Rua Rumênia, nº 20, Rio de Janeiro. São nove painéis, com o tema &lt;i&gt;Paisagem de Olinda&lt;/i&gt;. Ilustra o livro &lt;i&gt;Miraceli&lt;/i&gt;, um poema de Jorge de Lima. Ilustra o livro &lt;i&gt;Poemas Traduzidos&lt;/i&gt;, de Manuel Bandeira. Participa da &lt;i&gt;Exposição Anti-Eixo&lt;/i&gt;, organizada pela &lt;i&gt;Liga de Defesa Nacional na Associação Brasileira de Imprensa&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;ABI&lt;/i&gt;, RJ. Participa do &lt;i&gt;49º Salão Nacional de Belas Artes&lt;/i&gt;, no MNBA, RJ;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;1944&lt;/span&gt; &lt;/b&gt;&lt;b&gt;– Em março, muda-se para Minas Gerais a convite do prefeito de Belo Horizonte, Juscelino Kubitschek de Oliveira para montar uma escola de artes em Belo Horizonte – &lt;i&gt;Escola do Parque Municipal&lt;/i&gt;, objetivando passar sua visão acadêmica de arte a pintores mineiros em ascensão. Das gerações de seus alunos surgiram grandes expoentes da arte brasileira contemporânea. Guignard permanece ligado a Escola até a sua morte que, em sua homenagem, passa a chamar-se Escola Guignard. Nessa escola, segundo depoimento de José Alberto Nemer, para a Revista Bravo!: “Guignard inventou o desenho em que o lápis funcionava quase como um estilete cobre o papel – uma forma de conhecer a força da linha, a linha cirúrgica, asséptica, a linha capaz de afastar os germes patogênnicos da percepção falha”. Ministra curso livre de desenho no Colégio Anchieta, em Belo Horizonte. Participa da &lt;i&gt;Exhibition of Modern Brazilian Painting&lt;/i&gt;, na Royal Academy, em Londres. Organiza com J. Guimarães Menegale a &lt;i&gt;Exposição de Arte Moderna&lt;/i&gt;, em Belo Horizonte. O arquiteto Sylvio Vasconcellos leva Guignard nas pequenas viagens que realiza a serviço do SPHAN, às cidades históricas do ciclo do ouro. Inicia a série de pintura do Parque Municipal de Belo Horizonte, onde instala atelier ao ar livre. Inicia temporadas de trabalho nas cidades históricas, especialmente Sabará e Ouro Preto, montando seu ateliê. &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #660000; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;- Adendo: &lt;/b&gt;&lt;b&gt;Outubro de 1944 - Lobato recusava sua indicação para a Academia Brasileira de Letras, proposta por Cassiano Ricardo e Menotti Del Picchia. "Só serei 'imortal' se puserem esse grande gênio fora de lá a pontapés", diria, referindo-se a Getúlio Vargas.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;1945&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;– Participa das exposições coletivas: “&lt;i&gt;20 Artistas Brasileños&lt;/i&gt;”, no Museo Nacional de Bellas Artes, no Salones Nacionales de Exposición, na Comisión Municipal de Cultura e na Universidad de Santiago, em La Plata, Buenos Aires - Argentina, em Montevidéu – Uruguai e em Santiago, no Chile; da &lt;i&gt;“Exhibition of Modern Brazilian Paintings”, na National Gallery of Scotland, Kelingrove Art Gallery, Victory Art Gallery, Bristol Museum Art Gallery e Manchester Art Gallery,&lt;/i&gt; em Edimburgo, Glasgow, na Escócia e Baht, Bristol e Manchester, na Inglaterra; da “&lt;i&gt;Os Artistas Plásticos do Partido Comunista&lt;/i&gt;”, na Casa do Estudante, no Rio de Janeiro e do “&lt;i&gt;51º Salão Nacional de Belas Artes&lt;/i&gt;”, no MNBA, RJ. Inicia a pintura do teto da residência de Paulo Gontijo e Leda Selma Dei Gontijo, com o tema &lt;i&gt;Cidades Mineiras&lt;/i&gt;, na rua Caraça, nº 200, em Belo Horizonte.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #660000; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;- Adendo&lt;/b&gt;&lt;b&gt;: &lt;/b&gt;&lt;b&gt;22-26 de Janeiro: Realização do I Congresso Brasileiro de Escritores, em São Paulo. 25 de fevereiro: falecia em São Paulo, na sua casa localizada na Rua Lopes Chaves, Mário de Andrade. Fim da Segunda Guerra Mundial. Getúlio Vargas era deposto. Com o fim do Estado Novo, inicia-se o período de democratização do Brasil. Morte de Hitler e Mussolini. Os Estados Unidos lançam duas bombas atômicas sobre o Japão.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;1946&lt;/span&gt; &lt;/b&gt;&lt;b&gt;– Participa da Exposição Coletiva “Guignard e Seus Alunos”, na ABI &lt;i&gt;(Associação Brasileira de Imprensa)&lt;/i&gt; – RJ. Realiza pintura a óleo sobre parede, com o tema &lt;i&gt;Marília de Dirceu&lt;/i&gt;, na residência de Rodrigo Mello Franco de Andrade, em Ouro Preto, MG. Nessa cidade, também faz pinturas decorativas em móveis, no &lt;i&gt;Pouso do Chico Rei&lt;/i&gt;, de propriedade dos amigos Pedro e Lili Correia de Araújo. Pinta em Belo Horizonte, no 11º andar do edifício Randrade, um grande mural que, após recoberto de tinta, foi restaurado em 1985. Germain Bazin, conservador do Museu do Louvre, visita a Escola do Parque. Guignard expõe na ABI, RJ, com os seus alunos mineiros. Conclui pintura do teto da residência de Paulo Gontijo e Leda Selma Dei Gontijo;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;1947&lt;/span&gt; &lt;/b&gt;&lt;b&gt;– Participa do “&lt;i&gt;53º Salão Nacional de Belas Artes&lt;/i&gt;”, no MNBA – RJ, categoria pintura. Pinta para a Feira de Amostras de Belo Horizonte o painel &lt;i&gt;Paisagem Imaginária de Minas&lt;/i&gt;, em óleo sobre madeira, em exposição no Museu Casa Guignard, em Ouro Preto; &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;1948&lt;/span&gt; &lt;/b&gt;&lt;b&gt;– Participa do “&lt;i&gt;54º Salão Nacional de Belas Artes&lt;/i&gt;” – Divisão Moderna, no MNBA – RJ e recebe a medalha de ouro na categoria de desenho. Pinta cenários para a peça &lt;i&gt;A Vendedora de Borboletas&lt;/i&gt;, opereta em três atos, com texto de Zuleide Mello e música do maestro e compositor Arthur Bosmans. Pinta cenário para &lt;i&gt;a Dama do Mar&lt;/i&gt;, de Ibsen, encenada no Teatro do Estudante de Minas Gerais, sob a direção de João Ceschiatti. Faz a capa do programa de balé da &lt;i&gt;Ópera Comique&lt;/i&gt; e do Teatro Chatelet, de Paris, encenada pelo &lt;i&gt;Conjunto Coreográfico Brasileiro&lt;/i&gt;, em Belo Horizonte;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;1949&lt;/span&gt; &lt;/b&gt;&lt;b&gt;– Participa do “&lt;i&gt;55º Salão Nacional de Belas Artes&lt;/i&gt;”, no MNBA – Rio de Janeiro. Realizou ilustrações para o livro: &lt;i&gt;Passos Cegos&lt;/i&gt;, de Milton Pedrosa; Ilustra o livro &lt;i&gt;Passos Cegos&lt;/i&gt;, do jornalista e escritor Milton Pedrosa. Pinta os retratos de Mônica e Patrícia, filhas de Antonio Joaquim e Lúcia Machado de Almeida, no período em que residiu com a família. Reencontra, em Ouro Preto, Cecília Meireles, sua amiga desde os tempos da &lt;i&gt;Pró-Arte&lt;/i&gt;, no Rio, que a ele dedica o poema &lt;i&gt;O que é que Ouro Preto tem?&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;1950&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;– Participa das exposições coletivas: “Guignard e Seus Alunos”, no Edifício Financial, em Belo Horizonte – MG; do “&lt;i&gt;56º Salão Nacional de Belas Artes&lt;/i&gt;”, no MNBA – RJ e da “&lt;i&gt;Um Século de Pintura Brasileira: 1850-1950&lt;/i&gt;”, organizada pelo MNBA na Bahia, em Pernambuco e Paraíba; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #660000; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;- Adendo&lt;/b&gt;&lt;b&gt;:&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt; Getúlio Vargas volta ao Poder.&lt;/i&gt; &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;1951&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;– Participa da “&lt;i&gt;1ª Bienal Internacional de São Paulo&lt;/i&gt;”, no MAM, em São Paulo, com as obras &lt;i&gt;Paisagem do Parque Municipal, Retrato de Menino &lt;/i&gt;e &lt;i&gt;Auto-Retrato&lt;/i&gt;. Participa do “&lt;i&gt;57º Salão Nacional de Belas Artes&lt;/i&gt;” – Divisão Moderna, no MNBA – Rio de Janeiro e recebe a medalha de honra. Recebe medalha de honra, categoria pintura, no recém-criado &lt;i&gt;Salão Nacional de Arte Moderna&lt;/i&gt;. &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;1952&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;–&amp;nbsp;Organiza o &lt;i&gt;7º Salão&amp;nbsp;de Belas Artes da Cidade de Belo Horizonte&lt;/i&gt;, na Prefeitura de BH – MG. Participa das exposições coletivas: “2º Salão Nacional de Arte Moderna”, no MNBA – RJ; da “&lt;i&gt;26ª Bienal de Veneza&lt;/i&gt;” – Itália; da “&lt;i&gt;Exposição de Artistas Brasileiros&lt;/i&gt;”, no MAM – RJ; da “&lt;i&gt;Exposição Internacional de Arte&lt;/i&gt;” – sala&amp;nbsp; especial de homenagem, promovida pela &lt;i&gt;Associação de Cultura Franco-Brasileira,&lt;/i&gt; no Edifício Dantes, em BH – MG e do “&lt;i&gt;1º Salão Nacional de Arte Moderna&lt;/i&gt;”, RJ. Realiza as ilustrações do livro: &lt;i&gt;Os Halifax&lt;/i&gt;, de Alexandre Konder. Pinta o retrato da poeta e amiga Celina Ferreira. Existe uma carta de Guignard ao escritor Múcio Leão, de 1952, dentre outras o artista relata sua experiência como diretor e professor da “&lt;i&gt;escola do parque&lt;/i&gt;”, de Belo Horizonte: “Nunca acreditei ser professor. Nasceu sem querer, e vai indo muito bem”; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;1953&lt;/span&gt; &lt;/b&gt;&lt;b&gt;– Realiza a exposição individual: &lt;i&gt;“Exposição de Alberto da Veiga Guignard”,&lt;/i&gt; no &lt;i&gt;Museu de Arte Moderna&lt;/i&gt; do Rio de Janeiro. Participa da exposição coletiva no “&lt;i&gt;2º Salão Nacional de Arte Moderna&lt;/i&gt;”, no Rio de Janeiro. Realiza as ilustrações do livro: &lt;i&gt;Marilia de Dirceu&lt;/i&gt;, de Tomás Antônio Gonzaga. Envia oito desenhos para a &lt;i&gt;II Bienal de São Paulo&lt;/i&gt;, retirando-se da mostra em seguida, num gesto de apoio ao protesto de artistas paulistas contra a arbitrariedade dos organizadores;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #660000; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;- Adendo&lt;/b&gt;&lt;b&gt;:&lt;/b&gt;&lt;b&gt; Inauguração do Monumento às Bandeiras, em São Paulo, obra de Victor Brecheret.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;1954&lt;/span&gt; &lt;/b&gt;&lt;b&gt;– Participa da exposição coletiva de “&lt;i&gt;Arte Contemporânea: exposição do acervo do Museu de Arte Moderna de São Paulo&lt;/i&gt;”, no MAM, em São Paulo. Intensificam-se os períodos de trabalho e permanência em Ouro Preto até a sua mudança definitiva, no início da década de 60. Em Belo Horizonte reside, intermitentemente, na casa dos amigos Lúcia Machado de Almeida, Samuel Koogan e Mário Silésio; &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #660000; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;- Adendo&lt;/b&gt;&lt;b&gt;:&lt;/b&gt;&lt;b&gt; Comemorações do Centenário da cidade de São Paulo. 24 de Agosto: suicídio de Getúlio Vargas. Dia 24 de outubro: morria em São Paulo, aos 64 anos, Oswald de Andrade. &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="text-transform: uppercase;"&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;1955&lt;/span&gt; - &lt;/span&gt;Realiza pintura a óleo sobre parede, com o tema &lt;i&gt;Visão de Minas&lt;/i&gt;, na residência de Caio Benjamim Dias, em Belo Horizonte. A Assembléia Legislativa de Minas Gerais aprova o projeto nº 69, que concede Pensão Vitalícia a Guignard e abertura de um crédito especial para as suas despesas;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;h3 style="color: #660000; font-family: Verdana,sans-serif; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;- Adendo: Falecia, em São Paulo, em 17 de dezembro, Victor Brecheret. Juscelino Kubitscheck vence as eleições presidencias com 36% do total de votos, em 3 de outubro. &lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h3&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;1956&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;– Realiza a exposição: &lt;i&gt;“Guignard: retrospectiva”&lt;/i&gt;, no IAB em São Paulo. Realiza as ilustrações do livro: &lt;i&gt;Passeio a Sabará&lt;/i&gt;, de Lúcia Machado de Almeida. Realiza pintura decorativa em portas e armários, na residência de Hélio Hermeto, em Belo Horizonte. É realizada retrospectiva de sua obra, no &lt;i&gt;Instituto de Arquitetos&lt;/i&gt; em São Paulo, organizada por David Libeskind. Passa a residir na casa do seu médico, Santiago Americano Freire, em Belo Horizonte, aí permanecendo por cinco anos;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;1957&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;– Participa da exposição coletiva “&lt;i&gt;Arte Moderno en Brasil&lt;/i&gt;”, no Museu Nacional de Bellas Artes, em Buenos Aires, Argentina. &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;1958&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;– Participa do “&lt;i&gt;7º Salão Nacional de Arte Moderna&lt;/i&gt;", no MAM – RJ. Recebe a medalha comemorativa do &lt;i&gt;Sesquicentenário do Jardim Botânico&lt;/i&gt; do Rio de Janeiro. Participa do &lt;i&gt;LXIII Salão Nacional de Belas Artes&lt;/i&gt; no Rio, Divisão Moderna;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;1959&lt;/span&gt; &lt;/b&gt;&lt;b&gt;– Realiza as exposições individuais: &lt;i&gt;“Guignard”&lt;/i&gt;, na Galeria &lt;i&gt;Citadines Montmartre&lt;/i&gt; – RJ, &lt;i&gt;“Guignard: retrospectiva”&lt;/i&gt;, no Automóvel Clube de Belo Horizonte – MG, e na Galeria Jorge Montmartre, no Rio de Janeiro. Participa da exposição coletiva: “&lt;i&gt;30 Anos de Arte Brasileira&lt;/i&gt;”, no ENBA – RJ. Recebe a premiação “&lt;i&gt;Medalha Personalidades de 1959&lt;/i&gt;”, em Artes Plásticas. Realiza, na residência de Santiago Americano Freire, pintura de biombo que apresenta, em uma de suas faces, homenagem a Leonardo da Vinci. Na residência de Gerty Von Smigay, em Belo Horizonte, pinta quatro painéis representando paisagens de Minas, em folhas de madeira de um armário. Pinta, na residência de Hélio Hermeto, sobre a superfície de um armário, 30 painéis que configuram sua última produção de paisagens;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;h3 style="color: #660000; font-family: Verdana,sans-serif; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;- Adendo: 17 de novembro, morte do compositor Heitor Villa-Lobos. &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h3&gt;&lt;h3 style="color: #660000; font-family: Verdana,sans-serif; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;1960&lt;/span&gt; &lt;/b&gt;&lt;b style="color: black;"&gt;– Realiza a exposição individual na &lt;i&gt;Petite Galerie&lt;/i&gt; – RJ, com apresentação de Rubem Braga, quando recebe o prêmio de crítica, da &lt;i&gt;Associação Brasileira de Críticos de Arte&lt;/i&gt;, ABCA. Realiza a exposição individual: &lt;i&gt;“Guignard: retrospectiva”&lt;/i&gt;, no MAP,&amp;nbsp; em Belo Horizonte. Participa da exposição coletiva: “Col. Leirner”, na &lt;i&gt;Galeria de Arte da Folha&lt;/i&gt;, em São Paulo. Realiza as ilustrações do livro: &lt;i&gt;Passeio a Diamantina&lt;/i&gt;, de Lúcia Machado de Almeida. Recebe a medalha &lt;i&gt;Personalidades de 1959 – Artes Plásticas&lt;/i&gt;, conferida pelos &lt;i&gt;Diários e Emissoras Associados. &lt;/i&gt;Pinta os 14 Passos da Via-Sacra, em madeira, para a Capela de São Daniel, em Manguinhos, projetada por Oscar Niemeyer para o Parque Proletário de São José, RJ, a convite do governador João Sette Câmara. Referindo-se a si mesmo na terceira pessoa, nesse ano, Guignard descreve, com um toque de ironia, seu apego à escola de Belo Horizonte e aos jovens artistas, numa pequena nota autobiografia:&amp;nbsp; “Fundou a Escolinha de Guignard, que tem vivido por &lt;i&gt;milagre e amor&lt;/i&gt; de alunos e mestre, e aqui mesmo ensinou a arte a diversas gerações de jovens. Adora ser cercado pela juventude, principalmente moças bonitas, e Ouro Preto é a sua cidade, amor, inspiração”.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h3&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #660000; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;- Adendo&lt;/b&gt;&lt;b&gt;:&lt;/b&gt;&lt;b&gt; 21 de abril: Inauguração de Brasília. 3 de outubro: Jânio Quadros é eleito presidente com 48 % dos votos válidos.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;1961&lt;/span&gt; &lt;/b&gt;&lt;b&gt;– Muda-se para Ouro Preto – MG e monta ali seu ateliê. Segundo depoimento de Heloisa Aleixo Lustosa, no Suplemento da &amp;nbsp;Exposição &lt;i&gt;“O Humanismo Lírico de Guignard”, p. 7: “(...). //Até a véspera de sua morte a 26 de junho de 1962, em Belo Horizonte, Guignard viveu em Ouro Preto, na casa cedida por meu pai, Pedro Aleixo, na Praça Antonio Dias, 80.(...).” &lt;/i&gt;É condecorado com a &lt;i&gt;Medalha da Inconfidência&lt;/i&gt;, em Ouro Preto, no dia 21 de abril. É instituída a &lt;i&gt;Fundação Guignard&lt;/i&gt;, destinada a zelar pelo bem estar físico e moral do pintor e proteger o seu patrimônio. Viaja à Europa em companhia de Helena e Santiago Americano Freire. Passa a residir em Ouro Preto, na casa de Pedro Aleixo, enquanto aguardava a restauração de sua casa, recém adquirida por Guignard para nela morar e instalar a Fundação. Realiza sua única obra histórica, &lt;i&gt;A Execução de Tiradentes&lt;/i&gt;, a pedido de Juscelino Kubitschek de Oliveira. O Museu de Arte da Prefeitura de Belo Horizonte realiza retrospectiva da obra de Guignard, reunindo cerca de 100 obras;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #660000; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;- Adendo&lt;/b&gt;&lt;b&gt;:&lt;/b&gt;&lt;b&gt; Em janeiro, Jânio Quadros toma posse como Presidente; em agosto renúncia. &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;1962&lt;/span&gt; &lt;span style="color: red;"&gt;–&lt;/span&gt; &lt;span style="color: red;"&gt;Falece a 26 de junho de insuficiência cardíaca, Belo Horizonte, no Hospital São Lucas. No dia seguinte, foi sepultado em Ouro Preto – MG, no cemitério da Ordem Terceira de São Francisco de Assis, conforme era o seu desejo.&lt;/span&gt; &lt;/b&gt;&lt;b&gt;Nesse mesmo ano é estabelecido contrato de exclusividade com a &lt;i&gt;Petite Galerie&lt;/i&gt;, Rio de Janeiro, para a venda de seus quadros, em todo o território nacional.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;-x-x-x-x-x-&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;FONTES PESQUISADAS:&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;- Amaral, Aracy A. &lt;i&gt;Blaise Cendrars no Brasil e os modernistas. &lt;/i&gt;São Paulo: Editora 34, 1997.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;- ______________. &lt;i&gt;Tarsila: Sua Obra e Seu Tempo. &lt;/i&gt;São Paulo: Editora 34 &amp;amp; Edusp. 3ª Edição, 2003.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;- Bandeira, Manuel. &lt;i&gt;Andorinha, Andorinha. &lt;/i&gt;Ed. José Olympio, RJ. 2ª Edição, 1986 – pp. 54 a 58.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;- Boghici, Jean. &lt;i&gt;(amigo pessoal do pintor)&lt;/i&gt; – in&lt;i&gt;. “Obra de Guignard Ganha o Destaque Merecido”&lt;/i&gt;, matéria de Beatriz Coelho Silva, no &lt;i&gt;Caderno Pesquisa&lt;/i&gt; de “&lt;i&gt;O Estado de S.Paulo&lt;/i&gt; – Ed. de 5 de Abril de 2000. &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;- Nemer, José Aberto. &lt;i&gt;In: A Lírica de Guignard.&lt;/i&gt; Revista Bravo!, sd. pp. 44/47&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;- Santa Rosa, Nereide Schilaro. &lt;i&gt;Alberto da Veiga Guignard. &lt;/i&gt;Ed. Moderna, SP. 1ª Edição, 2005.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;- &lt;/span&gt;&lt;span style="color: #333333; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Zanini, Walter (Org.). &lt;i&gt;História geral da arte no Brasil&lt;/i&gt;. Apresentação Walther Moreira Salles. São Paulo – Instituto Walther Moreira Salles – Fundação Djalma Guimarães, 1983.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; text-transform: uppercase;"&gt;Outras Fontes:&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;- Catálogo da Exposição “&lt;i&gt;O Humanismo Lírico de Guignard&lt;/i&gt;” – Museu Nacional de Belas Artes, RJ. Edição especial, sd.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;&lt;a href="http://www.cultura.mg.gov.br/?task=interna&amp;amp;sec=3&amp;amp;cat=45&amp;amp;con=383"&gt;http://www.cultura.mg.gov.br/?task=interna&amp;amp;sec=3&amp;amp;cat=45&amp;amp;con=383&lt;/a&gt; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;&lt;a href="http://www1.cultura.mg.gov.br/index.php?acao=busca_home"&gt;http://www1.cultura.mg.gov.br/index.php?acao=busca_home&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;&lt;a href="http://blogdoims.uol.com.br/quadro-a-quadro/fantasia-sobre-minas-gerais-por-taisa-palhares/"&gt;http://blogdoims.uol.com.br/quadro-a-quadro/fantasia-sobre-minas-gerais-por-taisa-palhares/&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Feeds para esta postagem:&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7714914913271307320-1188829190085676130?l=literalmeida.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://literalmeida.blogspot.com/feeds/1188829190085676130/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7714914913271307320&amp;postID=1188829190085676130&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7714914913271307320/posts/default/1188829190085676130'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7714914913271307320/posts/default/1188829190085676130'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://literalmeida.blogspot.com/2011/03/alberto-da-veiga-guignard.html' title='ALBERTO DA VEIGA GUIGNARD'/><author><name>LITERALMEIDA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11978644072596629149</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_Mmy749wfY0g/SR4QOHEhH-I/AAAAAAAAAd0/fN1618XZRVM/s1600-R/Nico.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='https://lh3.googleusercontent.com/-37ijo6mQZoQ/TYTyM0O__aI/AAAAAAAAAsM/Bf7cZcLW5Oc/s72-c/aberto+da+veiga+guignard.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7714914913271307320.post-2048539568124177525</id><published>2011-01-31T22:51:00.000-02:00</published><updated>2011-01-31T22:51:16.661-02:00</updated><title type='text'>Viajando pelo Modernismo - Aspectos da cultura brasileira</title><content type='html'>&lt;iframe src="http://www.youtube.com/embed/pO4t9UmF2us?fs=1" allowfullscreen="" width="425" frameborder="0" height="344"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Feeds para esta postagem:&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7714914913271307320-2048539568124177525?l=literalmeida.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://literalmeida.blogspot.com/feeds/2048539568124177525/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7714914913271307320&amp;postID=2048539568124177525&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7714914913271307320/posts/default/2048539568124177525'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7714914913271307320/posts/default/2048539568124177525'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://literalmeida.blogspot.com/2011/01/viajando-pelo-modernismo-aspectos-da.html' title='Viajando pelo Modernismo - Aspectos da cultura brasileira'/><author><name>LITERALMEIDA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11978644072596629149</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_Mmy749wfY0g/SR4QOHEhH-I/AAAAAAAAAd0/fN1618XZRVM/s1600-R/Nico.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/pO4t9UmF2us/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7714914913271307320.post-7948386542268621051</id><published>2011-01-25T21:07:00.002-02:00</published><updated>2011-01-25T21:12:09.272-02:00</updated><title type='text'>A ORIGEM DE MACUNAÍMA - MÁRIO DE ANDRADE</title><content type='html'>&lt;m:smallfrac m:val="off"&gt;    &lt;m:dispdef&gt;    &lt;m:lmargin m:val="0"&gt;    &lt;m:rmargin m:val="0"&gt;    &lt;m:defjc m:val="centerGroup"&gt;    &lt;m:wrapindent m:val="1440"&gt;    &lt;m:intlim m:val="subSup"&gt;    &lt;m:narylim m:val="undOvr"&gt;   &lt;/m:narylim&gt;&lt;/m:intlim&gt; &lt;/m:wrapindent&gt;  &lt;/m:defjc&gt;&lt;/m:rmargin&gt;&lt;/m:lmargin&gt;&lt;/m:dispdef&gt;&lt;/m:smallfrac&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: center; text-indent: 11.35pt;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;A ORIGEM DE MACUNAÍMA:&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: center; text-indent: 11.35pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: center; text-indent: 11.35pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;&lt;span style="color: red; font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;“EU COPIEI O BRASIL...”&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt; &lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;(Mário de Andrade)&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: center; text-indent: 11.35pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_Mmy749wfY0g/TT9QRLxBFmI/AAAAAAAAArg/kbgrm4tLCiU/s1600/002.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="307" src="http://3.bp.blogspot.com/_Mmy749wfY0g/TT9QRLxBFmI/AAAAAAAAArg/kbgrm4tLCiU/s400/002.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Verdana,sans-serif; font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;Ilustração de Carybé, p. 90 do livro: Macunaíma - Ed. LTCE/USP - SP.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: center; text-indent: 11.35pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: center; text-indent: 11.35pt;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: blue; line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 11.35pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: blue; line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: center; text-indent: 11.35pt;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;INTRODUÇÃO&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b style="color: blue;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;&amp;nbsp; (Luiz de Almeida)&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 11.35pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: large;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: blue; line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 11.35pt;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Macunaíma, sem dúvida, além de ser uma das obras &lt;i&gt;marioandradianas&lt;/i&gt; mais discutidas sempre causa polêmicas. Tenho recebido vários pedidos, desde o início do segundo semestre de 2010, maioria estudantes, interessados no depoimento de Mário de Andrade sobre a origem do &lt;i&gt;Macunaíma&lt;/i&gt;. Os interesses são diversos: uns, na veracidade ou não das palavras do próprio Mário; outros, para matar a curiosidade a respeito do assunto; e quase todos, para terem o depoimento nos seus arquivos. Tudo bem. Isso é bom tratando-se da maioria ser estudantes. Ótimo para o &lt;span style="color: red;"&gt;RETALHOS DO MODERNISMO&lt;/span&gt;, pois consegue atingir seus objetivos primeiros. &amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: blue; line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 11.35pt;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Esse “tal” depoimento nada mais é que o artigo publicado no periódico paulista &lt;i&gt;Diário Nacional&lt;/i&gt;, edição de 20 de setembro de 1931, dedicado a Raimundo Moraes, por Mário de Andrade. Esse e outros textos podem ser encontrados no belo trabalho elaborado pelo IEB/USP, capitaneado por Telê Porto Ancona Lopez, editado pela Livraria Duas Cidades &amp;amp; Secretaria da Cultura, Ciência e Tecnologia, São Paulo, com o título: “&lt;i&gt;Mário de Andrade Taxi e Crônicas no Diário Nacional&lt;/i&gt;”. No texto solicitado, p.&amp;nbsp; 433 do livro mencionado, Mário de Andrade descreve como surgiram a ideia e o conteúdo do “&lt;i&gt;Macunaíma&lt;/i&gt;”, assim como outras informações pertinentes. Lembro-me que adquiri esse livro no final da década de 70 e passei bom tempo lendo e relendo. Foi a partir dessas leituras que iniciei meus estudos e pesquisas sobre Mário de Andrade e o Modernismo Brasileiro. Atualmente, caso o dileto leitor interesse,&amp;nbsp; a edição do "&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;&lt;i&gt;Mário de Andrade Taxi e Crônicas no Diário Nacional&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;", cuja capa é mostrada&amp;nbsp; no final deste parágrafo, pode ser encontrado em bons sebos. Não tenho receio ao afirmar que: é um livro que todo apaixonado pela literatura, todo estudante, jornalista, escritor, precisam ter e ler e estudar. O livro é espetacular. É &amp;nbsp;conveniente salientar que Mário de Andrade, como descrito no referido livro, p. 16: “(...) deixou vastíssima produção no &lt;i&gt;Diário Nacional&lt;/i&gt;: 771 textos entre crônicas, artigos, ensaios, poemas e ficção, tendo sido responsável pelas seções: “Artes” e “Livros e Livrinhos”. (...)” – e, portanto, importantíssimo “tentar” adquiri-lo para degustar parte substancial e relevante dos textos &lt;i&gt;marioandradianos&lt;/i&gt;.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: blue; line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 11.35pt;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_Mmy749wfY0g/TT9S9gAJCXI/AAAAAAAAArk/edM-tX2KFHs/s1600/taxi+e+cronicas+no+diario+nacional.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://3.bp.blogspot.com/_Mmy749wfY0g/TT9S9gAJCXI/AAAAAAAAArk/edM-tX2KFHs/s400/taxi+e+cronicas+no+diario+nacional.jpg" width="261" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;Mário de Andrade - Taxi e Crônicas no Diário Nacional - Ed. Livraria Duas Cidades.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: blue; line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 11.35pt;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Não posso deixar de mencionar também que: para ler ou estudar “&lt;i&gt;Macunaíma&lt;/i&gt;”, o interessado, obrigatoriamente, necessita conhecer, ter, ler e estudar os seguintes livros: “&lt;i&gt;Roteiro de Macunaíma&lt;/i&gt;”, do cuiabano: Manuel Cavalcanti Proença, Ed. Civilização Brasileira, Rio de Janeiro; “&lt;i&gt;Macunaíma: A Margem e o Texto&lt;/i&gt;”, Telê Porto Ancona Lopez, Editora Hucitec &amp;amp; Secretaria de Cultura, Esporte e Turismo, São Paulo - (este, na p. 98, também traz o artigo de Mário de Andrade referido no parágrafo anterior); e “&lt;i&gt;Mário de Andrade – Macunaíma o herói sem nenhum caráter&lt;/i&gt;”, edição crítica de Telê Porto Ancona Lopez, LTC – Livros Técnicos e Científicos Editora S.A., Rio de Janeiro, 1978, em co-edição com a Secretaria da Cultura, Ciência e Tecnologia do Estado de São Paulo. E, caso o Dileto leitor tenha um tempinho sobrando, acesse: &lt;a href="http://literalmeida.blogspot.com/2008/02/para-enternder-leitura-de-macunama.html"&gt;http://literalmeida.blogspot.com/2008/02/para-enternder-leitura-de-macunama.html&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: blue; line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 11.35pt;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Após essa introdução (necessária), transcrevo o texto solicitado e denominado pela maioria como: “depoimento de Mário de Andrade sobre a origem do seu livro Macunaíma”. (Talvez através deste texto boa parte dos interessados adquira os livros mencionados acima, pelo menos um para estudar mais Mário de Andrade).&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: blue; line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 11.35pt;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: blue; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #660000; line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 11.35pt;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #660000; line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 11.35pt;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;DIÁRIO NACIONAL. Domingo, 20 de setembro de 1931&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #660000; line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 11.35pt;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #660000; line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 11.35pt;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;A RAIMUNDO MORAES&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #660000; line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 11.35pt;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #660000; line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 11.35pt;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Meu ilustre e sempre recordado escritor.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #660000; line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 11.35pt;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Não imagina a intensa e comovida surpresa com que ontem, no segundo volume do seu &lt;i&gt;Meu dicionário de cousas da Amazônia&lt;/i&gt; ao ler na página 146 o verbete sobre Theodor Kock Grumberg (naturalmente o sr. se refere a Kock-Grunberb, ou em nossa letra, Koch-Gruenberg), topei com a referência a meu nome e a defesa que faz de mim. Mas como esta minha carta é pública pra demonstrar a admiração elevada que tenho pelo escritor de &lt;i&gt;Na planície amazônica&lt;/i&gt;, acho melhor citar o trecho do seu livro pra que os leitores se inteirem do que se trata: “Os maldizentes afirmam que o livro &lt;i&gt;Macunaíma&lt;/i&gt; do festejado escritor Mário de Andrade é todo inspirado no &lt;i&gt;Von Roraima zum Orinoco&lt;/i&gt; do sábio (Koch-Gruenberg). Desconhecendo eu o livro do naturalista germânico, não creio nesse boato, pois o romancista patrício, com quem privei em Manaus, possui talento e imaginação que dispensam inspirações estranhas”.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #660000; line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 11.35pt;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Ora apesar de toda a minha estilizada, exterior e conscientemente praticada humildemente, me é lícito imaginar que embora o sr. não acredite na malvadeza desses maldizentes, sempre a afirmativa deles calou no seu espírito, pois garante o boato pra garantir com incontestável exagero, o meu valor. Sempre tive a experiência da sua generosidade, mas não deixou de me causar alguma pena que o seu espírito sempre alcandorado na admiração dos grandes, preocupado com sucurijus tão tamanhas e absorventes como Hartt, Gonçalves Dias, Washington Luís, José Júlio de Andrade, presidentes, interventores, Ford e Fordlândia, se inquietasse por um pium tão gito que nem eu. E para apagar do seu espírito essa inquietação tomo desesperada ousadia de lhe confessar o que o meu &lt;i&gt;Macunaíma&lt;/i&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #660000; line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 11.35pt;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;O sr. muito milhor do que eu, sabe o que são os rapsodos de todos os tempos. Sabe que os cantadores nordestinos, que são nossos rapsodos atuais, se servem dos mesmos processos dos cantadores da mais histórica antiguidade, da Índia, do Egito, da Palestina, da Grécia, transportam integral e primariamente tudo o que escutam e lêem pros seus poemas, se limitando a escolher entre o lido e escutado e a dar ritmo ao que escolhem pra que caiba nas cantorias. Um Leandro, um Athayde nordestinos, compram no primeiro sebo uma gramática, uma geografia, ou um jornal do dia, e compõem com isso um desafio de sabença, ou um romance trágico de amor, vivido no Recife. Isso é o Macunaíma e esses sou eu.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #660000; line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 11.35pt;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Foi lendo de fato o genial etnógrafo alemão que me veio a idéia de fazer do Macunaíma um herói, não do “romance” no sentido literário da palavra, mas de “romance” no sentido folclórico do termo. Como o sr. vê, não tenho mérito nenhum nisso, mas apenas a circunstância ocasional de, num país onde todos dançam e nem Spix e Matius, nem Schlichhorst, nem von dem Steinen estão traduzidos, eu dançar menos e curiosear nas bibliotecas gastando o meu troco miudinho, miudinho, de alemão. Porém Macunaíma era um ser apenas do extremo norte e sucedia que a minha preocupação rapsódica era um bocado mais que esses limites. Ora, coincidindo essa preocupação com conhecer intimamente um Teschauer, um Barbosa Rodrigues, um Hartt, um Roquete Pinto e mais umas três centenas de cantadores do Brasil, dum e de outro fui tirando tudo o que me interessava. Além de ajuntar na ação incidentes característicos vistos por mim, modismos, locuções, tradições ainda não registradas em livro, fórmulas sintáticas, processos de pontuação oral, etc. de falas de índio, ou já brasileiras, temidas e refugadas pelos geniais escritores brasileiros da formosíssima língua portuguesa.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #660000; line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 11.35pt;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Copiei, sim, meu querido defensor. O que me espanta e acho sublime de bondade, é os maldizentes se esquecerem de tudo quanto sabem, restringindo a minha cópia a Koch-Grunberg, quando copiei todos. E até o sr., na cena da Boiúna. Confesso que copiei, copiei às vezes textualmente. Quer saber mesmo? Não só copiei os etnógrafos e os textos ameríndios, mas ainda, na Carta pra Icamiabas, pus frases inteiras de Rui Barbosa, de Mário Barreto, dos cronistas portugueses coloniais, e devastei a tão preciosa quão solene língua dos colaboradores da Revista da Língua Portuguesa. Isso era inevitável pois que o meu... isto é, o herói de Doch-Grunberg, estava com pretensões a escrever um português de lei. Concordo, mas nem isso é invenção minha pois que é uma pretensão copiada de 99 por cento dos brasileiros! Dos brasileiros alfabetizados.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #660000; line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 11.35pt;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Enfim, sou obrigado a confessar duma vez por todas: eu copiei o Brasil, ao menos naquela parte em que me interessava satirizar o Brasil por meio dele mesmo. Mas nem a idéia de satirizar é minha pois já vem de Gregório de Matos, puxa vida! Só me resta pois o acaso dos Cabrais, que por terem em provável acaso descoberto em provável primeiro lugar o Brasil, o Brasil pertence a Portugal. Meu nome está na capa de &lt;i&gt;Macunaíma&lt;/i&gt; e ninguém o poderá tirar. É certo de que tem em mim um quotidiano admirador. &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #660000; line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 11.35pt;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #660000; line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: center; text-indent: 11.35pt;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; MÁRIO DE ANDRADE&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #660000; line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 11.35pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #660000; line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: center; text-indent: 11.35pt;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;-x-x-x-x-x-x-&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 11.35pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 11.35pt;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 11.35pt;"&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;FONTES PESQUISADAS:&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 11.35pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 11.35pt;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;- Livros mencionados na Introdução desta postagem;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 11.35pt;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;- “Carybé” – Bernabó, Héctor Julio Páride &amp;amp; Lima, Antônio Bento de Araújo. &lt;i&gt;Macunaíma&lt;/i&gt;. Rio de Janeiro: Livros Técnicos e Científicos Editora S.A. USP, São Paulo, 1979. Edição comemorativa do cinquentenário da publicação de &lt;i&gt;Macunaíma O Herói Sem Nenhum Caráter, &lt;/i&gt;de Mário de Andrade. 1928-1979, com ilustrações de Carybé, comentários de Antônio Bento;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 11.35pt;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;- Diabert, Arlindo. &lt;i&gt;Macunaíma de Andrade. &lt;/i&gt;Juiz de Fora, MG - Ed. UFJF. Edição comemorativa dos 500 anos do descobrimento do Brasil, 150 anos de emancipação de Juiz de Fora e 40 anos da fundação da UFJF; &amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;i&gt;&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 11.35pt;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;- Koch-Grunberg, Theodor. &lt;i&gt;Do Roraima ao Orinoco&lt;/i&gt; -&lt;i&gt; &lt;/i&gt;Vol. 1. São Paulo: Ed. UNESP, 2006. Tradução: Cristina Alberts-Franco. Apresentação: José Mindlin.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Feeds para esta postagem:&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7714914913271307320-7948386542268621051?l=literalmeida.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://literalmeida.blogspot.com/feeds/7948386542268621051/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7714914913271307320&amp;postID=7948386542268621051&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7714914913271307320/posts/default/7948386542268621051'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7714914913271307320/posts/default/7948386542268621051'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://literalmeida.blogspot.com/2011/01/origem-de-macunaima-mario-de-andrade.html' title='A ORIGEM DE MACUNAÍMA - MÁRIO DE ANDRADE'/><author><name>LITERALMEIDA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11978644072596629149</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_Mmy749wfY0g/SR4QOHEhH-I/AAAAAAAAAd0/fN1618XZRVM/s1600-R/Nico.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_Mmy749wfY0g/TT9QRLxBFmI/AAAAAAAAArg/kbgrm4tLCiU/s72-c/002.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7714914913271307320.post-2446071838293544912</id><published>2010-11-21T13:51:00.007-02:00</published><updated>2010-11-26T08:06:05.321-02:00</updated><title type='text'>MODERNISMO BRASILEIRO EM TERRAS FRANCESAS</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:180%;color:#ff0000;"&gt;BOIS BRÉSIL &amp;amp; CIE:&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:180%;color:#ff0000;"&gt;O NOVO BLOG DIVULGADOR&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:180%;color:#ff0000;"&gt;DO MODERNISMO BRASILEIRO &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:180%;color:#ff0000;"&gt;EM TERRAS FRANCESAS.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:130%;color:#3333ff;"&gt;Luiz de Almeida&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;color:#3333ff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 300px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5542035478277382498" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_Mmy749wfY0g/TOlD549V4WI/AAAAAAAAArI/spYZlBiwERw/s320/mapa_franca.jpg" /&gt; &lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;(Montagem especial para o texto)&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;color:#3333ff;"&gt;Com satisfação e alegria anuncio o nascimento de um novo Blog sobre o Modernismo Brasileiro, em solo Francês, denominado “&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;BOIS BRÉSIL &amp;amp; CIE&lt;/span&gt;” (&lt;em&gt;o link está no final deste texto&lt;/em&gt;), com parentesco bem próximo do &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;em&gt;RETALHOS DO MODERNISMO&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;. O objetivo principal do Blog “&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;BOIS BRÉSIL &amp;amp; CIE&lt;/span&gt;” é divulgar as “atualidades” do Modernismo Brasileiro em França, a Poesia Brasileira, tornando-se um ponto de referência para os Franceses que se interessam pela Literatura. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;color:#3333ff;"&gt;O novo Blog traz na página de rosto a bandeira símbolo do Pau Brasil, desenhada por Tarsila do Amaral para a capa da primeira edição do livro &lt;em&gt;Pau Brasil&lt;/em&gt;, de Oswald de Andrade. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 247px; DISPLAY: block; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5542036031750418370" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_Mmy749wfY0g/TOlEaGzmL8I/AAAAAAAAArQ/dlR-det7YOo/s320/cms1702f1.jpg" /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;(Foto Divulgação)&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;color:#3333ff;"&gt;O autor do Blog “&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;BOIS BRÉSIL &amp;amp; CIE&lt;/span&gt;”, sob o pseudônimo de “O Pau-brasileiro”, já postou várias matérias sobre os mais recentes livros de autores Brasileiros editados em França, alguns divulgados no Brasil pelo &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;em&gt;RETALHOS DO MODERNISMO&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;, com muito orgulho, “em primeira mão”. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;color:#3333ff;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;É importante para nós, amantes da Literatura Nacional, sabermos que em Terras Francesas existe um pesquisador e amante da nossa Literatura, procurando de forma peculiar e profissional, divulgar autores Brasileiros, tais como: Oswald de Andrade, Sérgio Milliet, Luís Aranha, Tácito de Almeida, Haroldo de Campos, Mário de Andrade, Bandeira e outros.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A importância torna-se mais significativa ao analisarmos que autores Brasileiros, tais como: Luís Aranha e Tácito de Almeida (este, irmão de Guilherme de Almeida), são desconhecidos por grande parte do público leitor Brasileiro (cujas obras são até negligenciadas por parte substancial dos adeptos da Literatura Brasileira), são lidos, pesquisados e editados em Terras Francesas. Digo isso, pois quando postei Tácito de Almeida (&lt;a href="http://literalmeida.blogspot.com/2008/01/tcito-de-almeida-0-o-modersnista.html"&gt;http://literalmeida.blogspot.com/2008/01/tcito-de-almeida-0-o-modersnista.html&lt;/a&gt;) e Luís Aranha&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;(&lt;a href="http://literalmeida.blogspot.com/2009/03/luis-aranha-poeta-modernista-bissexto.html"&gt;http://literalmeida.blogspot.com/2009/03/luis-aranha-poeta-modernista-bissexto.html&lt;/a&gt;) aqui no &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;em&gt;RETALHOS&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;, recebi muitas correspondências solicitando mais informações a respeito dos dois Poetas. Para o Blog &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;em&gt;RETALHOS DO MODERNISMO&lt;/em&gt;&lt;/span&gt; foi importante, pois atingiu seus objetivos primeiros, a divulgação (mesmo com simplicidade), de autores Brasileiros que deram sua colaboração para o enriquecimento da nossa Literatura - não podendo deixar de mencionar a postagem sobre o maravilhoso Poeta carioca “Dante Milano” (&lt;a href="http://literalmeida.blogspot.com/2010/06/relatando-o-poeta-dante-milano.html"&gt;http://literalmeida.blogspot.com/2010/06/relatando-o-poeta-dante-milano.html&lt;/a&gt;), que do Blog &lt;em&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;RETALHOS DO MODERNISMO&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;, com muito orgulho, foi postada na pág. 06, edição de outubro pp., da “&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;em&gt;REVISTA eisFluências&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;”, em matéria organizada por Marco Bastos. Mário e Oswald de Andrade, Bandeira e Haroldo de Campos, por exemplo, são mais populares aqui no Brasil, comparando-os com Tácito de Almeida e Luís Aranha – podendo também afirmar o mesmo em relação ao Sérgio Milliet, um dos nossos literatos mais importantes, lido por poucos e divulgado por pouquíssimos - (infelizmente...). &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Exatamente por todos os motivos expostos e outros mais importantes e significativos que ainda virão com as futuras postagens no “&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;BOIS BRÉSIL &amp;amp; CIE&lt;/span&gt;”, trouxe para os meus diletos amigos “Seguidores” e aos ilustres visitantes do &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;em&gt;RETALHOS DO MODERNISMO&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;: “esta importante notícia”. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Para encerrar, solicito aos “Amigos Seguidores” do &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;em&gt;RETALHOS DO MODERNISMO&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;, como também para todos os que nos dão a honra da visita, conhecerem e, caso decidam, sejam também “Seguidores” do: "&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Bois Brésil &amp;amp; Cie&lt;/span&gt;" - &lt;a href="http://www.boisbresilcie.com/"&gt;http://www.boisbresilcie.com/&lt;/a&gt; , afinal: “É a Bandeira Nacional Pau Brasil tremulando em Terras Francesas”.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;color:#3333ff;"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;em&gt;Nota&lt;/em&gt;:&lt;/span&gt; &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Para os que não dominam a língua Francesa: não esqueçam de acionar o tradutor na barra de ferramentas.&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Feeds para esta postagem:&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7714914913271307320-2446071838293544912?l=literalmeida.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://literalmeida.blogspot.com/feeds/2446071838293544912/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7714914913271307320&amp;postID=2446071838293544912&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7714914913271307320/posts/default/2446071838293544912'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7714914913271307320/posts/default/2446071838293544912'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://literalmeida.blogspot.com/2010/11/modernismo-brasileiro-em-terras.html' title='MODERNISMO BRASILEIRO EM TERRAS FRANCESAS'/><author><name>LITERALMEIDA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11978644072596629149</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_Mmy749wfY0g/SR4QOHEhH-I/AAAAAAAAAd0/fN1618XZRVM/s1600-R/Nico.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_Mmy749wfY0g/TOlD549V4WI/AAAAAAAAArI/spYZlBiwERw/s72-c/mapa_franca.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7714914913271307320.post-7825060643624445662</id><published>2010-11-07T22:35:00.007-02:00</published><updated>2010-11-07T23:51:37.734-02:00</updated><title type='text'>LUÍS ARANHA E SÉRGIO MILLIET COM OBRAS PUBLICADAS POR EDITORA FRANCESA. NO BRASIL: "CAÇADAS DE PEDRINHO", DO LOBATO É CENSURADA</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:180%;color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;“&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:180%;color:#ff0000;"&gt;COCKTAILS” DO LUÍS ARANHA E “POEMAS MODERNISTAS – ANTOLOGIA”, DE SÉRGIO MILLIET: SÃO PUBLICADOS NA FRANÇA.&lt;br /&gt;ENQUANTO ISSO, NO BRASIL: &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:180%;color:#ff0000;"&gt;“MONTEIRO LOBATO” É EXPROBRADO. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:130%;color:#000000;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:130%;color:#000000;"&gt;&lt;em&gt;Luiz de Almeida&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;color:#3333ff;"&gt;Estava enganado quando pensei que no mês de novembro teríamos como pauta na grande mídia e na Net a apresentação e a discussão das novas metas para o mandato da primeira mulher eleita presidente do Brasil. De repente a pauta do início do mês foi outra e vergonhosa: Censura. Sim, ela medrou das catacumbas sombrias do CNE (Conselho Nacional de Educação), que segundo o MEC, no endereço:&lt;br /&gt;&lt;a href="http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&amp;amp;view=article&amp;amp;id=12449&amp;amp;Itemid=754"&gt;http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&amp;amp;view=article&amp;amp;id=12449&amp;amp;Itemid=754&lt;/a&gt;, menciona: “tem por missão a busca democrática de alternativas e mecanismos institucionais que possibilitem, no âmbito de sua esfera de competência, assegurar a participação da sociedade no desenvolvimento, aprimoramento e consolidação da educação nacional de qualidade” – cujas “atribuições são normativas, deliberativas e de assessoramento ao Ministro de Estado da Educação, no desempenho das funções e atribuições do poder público federal em matéria de educação, cabendo-lhe formular e avaliar a política nacional de educação, zelar pela qualidade do ensino, velar pelo cumprimento da legislação educacional e assegurar a participação da sociedade no aprimoramento da educação brasileira”. E sabemos que o presidente do CNE é pedagogo, psicólogo, filósofo, etc.&lt;br /&gt;Bem, as mentes intricadas dos membros do tal CNE, negando “a missão e atribuições” desse “conhecidíssimo” e “laborioso” Conselho, detonou um pouco mais com o nosso sistema democrático, ao exprobrar uma obra clássica da nossa literatura, ou parte dela, o “Caçadas de Pedrinho”, do Monteiro Lobato, publicado em 1933... Meu Deus, em 1933???. Estão lembrados do nome do presidente do Brasil em 1933 e nos sequentes e nos outros e mais outros anos? Pois é. Se a atitude dos “conselheiros” do CNE fosse naqueles anos tristes da nossa história, tudo bem... Mas estamos em 2010, poucos dias para próximo ano que entrará para a história como tendo uma mulher pela primeira vez ocupando o cargo de Presidente do Brasil.&lt;br /&gt;Pois, pois, essas nobres mentes intricadas do CNE “acharam” ou “deduziram” ou “viram” em determinados trechos da referida obra do Lobato, como “racista” a abordagem da personagem negra Tia Anastácia e as referências aos personagens animais tais como urubu, macaco e feras africanas. Assim apregoaram: “Estes fazem menção revestida de estereotipia ao negro e ao universo africano, que se repete em vários trechos do livro..”, devendo, portanto, a referida obra, ser “&lt;span style="font-size:180%;color:#ff0000;"&gt;proibida&lt;/span&gt;” nas Instituições educacionais do nosso País. Voltamos à Idade Média? A “Santa Inquisição” (santidade puramente ambígua) está retornando? E ainda por cima nos fazem rir (tiriricaram), pois tentaram explicar suas jericadas. Agora sei o motivo do nosso sistema de ensino educacional clássico estar em constante turbulência, sendo que determinados setores estão em decadência. Não precisamos mais “tentar” entender, pois ficou evidenciado: são esses mesmos membros CNE, os responsáveis para formular e avaliar a política nacional de educação, zelar pela qualidade do ensino no Brasil. (&lt;em&gt;Elí... Elí... Lamma sabactáni ???&lt;/em&gt;).&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;color:#3333ff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;color:#660000;"&gt;Enquanto aqui no Brasil trucidam uma obra literária brasileira autêntica, o Blog &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;RETALHOS&lt;/span&gt; tem a honra de anunciar (este anúncio é inédito no Brasil) que:&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:130%;color:#660000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#660000;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;- A editora Francesa “La Nerthe”, de Toulon, lançou em outubro pp., mais dois livros de autores nossos, brasileiros e modernistas: do Luís Aranha, “Cocktails – Poèmes Choises” – e do Sérgio Milliet, “Poèmes Modernistas &amp;amp; Autres Écrits – Anthologie 1921/1932”.&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 296px; DISPLAY: block; HEIGHT: 331px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5536977040690762354" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_Mmy749wfY0g/TNdLSEfd0nI/AAAAAAAAAq0/mcz2svZ8_nk/s320/cocktails+frances.jpg" /&gt; &lt;span style="font-family:verdana;color:#000000;"&gt;&lt;strong&gt;Capa do livro COCKTAIS, Luís Aranha - Editora La Nerthe - Toulon - França&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; &lt;p align="center"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 329px; DISPLAY: block; HEIGHT: 366px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5536978326720537122" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_Mmy749wfY0g/TNdMc7U24iI/AAAAAAAAAq8/aa-XUEj9KAo/s320/poemas+de+sergio+frances.jpg" /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Capa do livro "POÈMES MODERNISTES &amp;amp; AUTRES ÉCRITS", &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Sérgio Milliet - Editora La Nerthe - Toulon - França&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;color:#3333ff;"&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;As edições bilíngues tiveram tradução para o Francês do amigo e amante da literatura brasileira: &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Antoine Chareyre&lt;/span&gt;, que reside na cidade de Genoble, onde o mecenas da Semana de Arte Moderna, René Thiollier obteve forte influência cultural literária. Antoine já traduzira o “Pau Brasil”, do Oswald de Andrade, para o Francês, cuja primeira divulgação no Brasil, com muito orgulho, coube ao Blog&lt;/span&gt; &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;RETALHOS DO MODERNISMO &lt;/span&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;&lt;em&gt;(comercializada no Brasil pela Livraria Cultura - São Paulo)&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;: Veja essa matéria clicando&lt;/span&gt; –&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://literalmeida.blogspot.com/2010/09/pau-brasil-oswald-de-andrade-em.html"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;http://literalmeida.blogspot.com/2010/09/pau-brasil-oswald-de-andrade-em.html&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;Como diz o ex-jogador Neto, hoje comentarista de futebol na TV Band: “&lt;em&gt;É brincadeira ou você quer mais&lt;/em&gt;?”. Infelizmente não é nenhuma brincadeira. É mais sério que podemos imaginar. Se formos traçar uma comparação dessas duas atitudes: a brasileira e a francesa, certamente ficaremos com as faces coradas, não só diante dos franceses, mas do mundo, pois a atitude dos “conselheiros” do CNE envergonhou o Brasil. Não são vergonhosos os objetos da atitude daqueles do CNE, mas sim os objetivos e as consequências. A verdade é uma só: aqueles que deveriam produzir consequências produtivas para nosso sistema educacional demonstraram incompetência, negligência, insensatez. E demonstraram mais: não possuem aptidão para conselheiros do Exmo Ministro da Educação, pois são (ou foram?) totalmente inconsequentes, pois quem assessora um Ministro não pode ter atitude similar.&lt;br /&gt;Queiramos ou não, toda criança ou qualquer outro leitor, tenha este a idade que tiver, ao degustarem da obra do Lobato, de hoje em diante, irão procurar encontrar alguma palavra ou alguma atitude de qualquer personagem que demonstre ou tenha conotação racista. Que infelicidade monstruosa foi essa atitude desses “conselheiros”... Ou melhor, que infelicidade para nós. E como reparar essa asnice? Nunca mais. Vulgarmente podemos afirmar: “a meleca está feita” – para não falar outra coisa. E, enquanto no exterior os nossos literatos e outros artistas brasileiros são venerados e exaltados, aqui são atirados à execração. É atitude de “Idade Média” ou não?&lt;br /&gt;Retornando ao que é benéfico, temos que enaltecer a editora francesa “La Nerthe”, o tradutor Antoine Chareyre, e aproveitar para solicitar que enviem um exemplar do Cockitails e um do Poèmes Modernistes para a biblioteca do CNE, pois talvez algum dos “conselheiros” descubra quem foi Luís Aranha (podendo também conhecê-lo um pouco aqui, no&lt;/span&gt; &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;RETALHOS&lt;/span&gt;:&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://literalmeida.blogspot.com/2009/03/luis-aranha-poeta-modernista-bissexto.html"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;http://literalmeida.blogspot.com/2009/03/luis-aranha-poeta-modernista-bissexto.html&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;), &lt;span style="color:#3333ff;"&gt;e aprenda um pouco mais sobre a nossa bela cultura literária com o Sérgio Milliet.&lt;br /&gt;Para finalizar, pergunto:&lt;br /&gt;- Não sabem os tais “conselheiros” que Lobato (&lt;em&gt;que para eles deve ter sido um racista terrível&lt;/em&gt;) foi um dos editores do Lima Barreto, isso em 1909, o “Recordações do Escrivão Isaías Caminha”, por exemplo? Sabem eles se o Lima Barreto era negro ou pardo?&lt;br /&gt;– Não sabem os tais “conselheiros” que existe uma outra obra do Lobato: “Neguinha”, contos escritos entre 1918 e 1942, na primeira fase do período republicano, onde o autor relata a mutação da sociedade paulistana e que um dos temas básicos dessa obra é a “questão negra” numa época em que o país ainda estava marcado pelo recente passado escravocrata?&lt;br /&gt;- Vão proibir também que nas nossas escolas leiam o poema “Irene no céu”, do Bandeira?&lt;br /&gt;- Não conhecem os tais “conselheiros” os artigos vergonhosos do nosso Código Criminal do Império? Não teriam também que mandar queimar todos os exemplares ainda existentes nas boas bibliotecas espalhadas pelo país?&lt;br /&gt;E finalizando mesmo, de verdade, uma última pergunta:&lt;br /&gt;- Será que algum dos “conselheiros” do CNE já leu alguma edição do “O Diário Crítico” do Milliet?&lt;br /&gt;- “Duvido! Dê-ó-dó!”. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;color:#000000;"&gt;&lt;strong&gt;NOTAS:&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;color:#000000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;- &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://librairielanerthe.blogspot.com/"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;http://librairielanerthe.blogspot.com/&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;- &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.atheles.org/lanerthe"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;http://www.atheles.org/lanerthe&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Feeds para esta postagem:&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7714914913271307320-7825060643624445662?l=literalmeida.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://literalmeida.blogspot.com/feeds/7825060643624445662/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7714914913271307320&amp;postID=7825060643624445662&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7714914913271307320/posts/default/7825060643624445662'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7714914913271307320/posts/default/7825060643624445662'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://literalmeida.blogspot.com/2010/11/luis-aranha-e-sergio-milliet-com-obras.html' title='LUÍS ARANHA E SÉRGIO MILLIET COM OBRAS PUBLICADAS POR EDITORA FRANCESA. NO BRASIL: &quot;CAÇADAS DE PEDRINHO&quot;, DO LOBATO É CENSURADA'/><author><name>LITERALMEIDA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11978644072596629149</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_Mmy749wfY0g/SR4QOHEhH-I/AAAAAAAAAd0/fN1618XZRVM/s1600-R/Nico.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_Mmy749wfY0g/TNdLSEfd0nI/AAAAAAAAAq0/mcz2svZ8_nk/s72-c/cocktails+frances.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7714914913271307320.post-752228113724170984</id><published>2010-09-12T19:10:00.005-03:00</published><updated>2010-09-12T19:31:29.251-03:00</updated><title type='text'>PAU BRASIL - OSWALD DE ANDRADE: EM PRIMEIRA EDIÇÃO FRANCESA</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;“PAU BRASIL” &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ff0000;"&gt;DO OSWALD DE ANDRADE&lt;br /&gt;EM PRIMEIRA EDIÇÃO FRANCESA&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 362px; DISPLAY: block; HEIGHT: 356px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5516153752274309570" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_Mmy749wfY0g/TI1QnKK_kcI/AAAAAAAAAqc/toEe05fHZ0Y/s320/Bois+Br%C3%A9sil+-+couv+par+l%27%C3%A9diteur.jpg" /&gt; &lt;p align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Capa da edição francesa do “Pau Brasil” de Oswald de Andrade, pela&lt;br /&gt;“Editions de la Différence”, 2010.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;INTRODUÇÃO&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Luiz de Almeida &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;&lt;p align="justify"&gt;O meu primeiro contato com o pesquisador e tradutor Antoine Chareyre (*), residente em Grenoble, França, foi após a postagem da matéria sobre o Poeta bissexto Luís Aranha, em março de 2009 - (Veja: &lt;a href="http://literalmeida.blogspot.com/2009/03/luis-aranha-poeta-modernista-bissexto.html"&gt;http://literalmeida.blogspot.com/2009/03/luis-aranha-poeta-modernista-bissexto.html&lt;/a&gt;). Naquela ocasião, Antoine estava pesquisando o Poeta – e até hoje nos correspondemos mantendo constante permuta de informações literárias e ocasionais entre Brasil &amp;amp; França.&lt;br /&gt;Recentemente recebi de Antoine, parte substancial da sua tradução bilíngue e crítica do “Pau Brasil”, do Oswald de Andrade, já editada pela “Editions de la Différence”, Paris: &lt;a href="http://www.ladifference.fr/"&gt;http://www.ladifference.fr/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Sem perda de tempo, solicitei àquele tradutor que elaborasse uma explanação a respeito do “Bois Brésil (Poésie et Manifeste)”, para postar no Retalhos, narrando o histórico dessa sua tradução e da edição francesa. E, gentilmente, Antoine enviou o solicitado, dando a honra ao Retalhos da divulgação inédita desse grande acontecimento para a Literatura Brasileira, como segue: &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#000000;"&gt;POESIA DE EXPORTAÇÃO… EXPORTADA!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Ao pedido de Luiz de Almeida, amigo dos amigos do Modernismo… venho com alegria apresentar, aos leitores do blog &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Retalhos do Modernismo&lt;/span&gt;, um pouco do que me levou a idealizar a tradução francesa do Pau Brasil de Oswald de Andrade que está chegando nas livrarias, e o que essa edição pode simbolizar no destino do Modernismo brasileiro fora do país.&lt;br /&gt;Como se sabe, Oswald viveu ricos meses em Paris, durante o ano 1923. Lá encontrou, entre muitos outros, o poeta suíço-francês Blaise Cendrars, grande figura da vanguarda parisiense desde antes a primeira guerra mundial, e que ficaria mais tarde bem conhecido pela temática brasileira desenvolvida na sua obra narrativa ou ensaística (e aqui se deve lembrar o livro dele ultimamente traduzido em português do Brasil, O loteamento do céu, pela Companhia das Letras, em 2009). Foi de volta ao Brasil que Oswald publicou, já no início de 1924, o seu Manifesto da Poesia Pau Brasil, onde dava o nome de Cendrars como exemplo, e ainda se sabe que a escritura dos poemas a sair em livro pela editora parisiense Au Sans Pareil, em 1925, com dedicatória ao próprio Cendrars, se desenvolveu com a cumplicidade deste, que fazia sua primeira viagem no Brasil, em 1924… Todo isso, e mais outras considerações, significa que parte da vida e da obra poética do Oswald não se pode entender sem estudar essa relação com a modernidade francesa, o que também se deve considerar no âmbito do movimento modernista, que foi tão atento a atualidade cultural de Europa: os pesquisadores brasileiros já exploraram bastante essa história, pesquisa que resultou em alguns livros famosos, e que ainda pode ser desenvolvida. Mas significa também, mudando o ponto de vista, que em França um verdadeiro conhecimento da história literária e cultural deveria incluir essa presença de tantos jovens brasileiros no Paris da década 20… mas até hoje é coisa que interessa pouca gente. Em primeiro lugar, esse é o contexto no qual surge agora a edição francesa do Pau Brasil.&lt;br /&gt;Eu mesmo desconhecia tudo do Modernismo antes de uma viagem em 2007. Já estudava havia tempo a poesia das vanguardas francesas e européias dos anos 1910 e 1920. Quem se interessa na questão das vanguardas históricas do século XX sabe que a dimensão internacional dos fatos é primordial. Então, quando parti para o Brasil, botei nas malas o livrinho de Cendrars, "Feuilles de route: I. Le Formose", poemas da ida ao Brasil em 1924. Já representava, por isso, um bom guio simbólico para minha primeira viagem. Mas uma curiosidade do livro fica na dedicatória coletiva, onde Cendrars transcreveu (com muitos erros nas grafias…) os nomes dos amigos que lhe acolheram no Rio, em Santos e em São Paulo, e que não são outros do que os integrantes do então movimento modernista (nem todos, alias, passaram para a posteridade com igual sucesso…). Chegando lá, interroguei um amigo sobre quais eram os mais famosos desses nomes na literatura brasileira. Não me lembro bem da resposta, mas sem duvida o nome de Oswald obteve um dos primeiros lugares. Fui então às livrarias das cidades por onde passei: Brasília, São Paulo, Rio, e comecei uma pequena coleção de livros modernistas… Voltei com o "Pau Brasil", que meses depois decidi traduzir, estimulado especialmente pelo longo estudo de Haroldo de Campos que ainda hoje se pode ler como prefácio na edição &lt;em&gt;Globo&lt;/em&gt;, e que também acabei por traduzir, em edição avulsa (veja: &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.lespressesdureel.com/home.php"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;http://www.lespressesdureel.com/home.php&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; ), para acompanhar simultaneamente a do Pau Brasil, oferecendo assim, ao leitor francês, tanto uma obra fundamental como um gesto crítico que foi tão importante na sua redescoberta no próprio Brasil… Ora, foi então que começou, além do trabalho da tradução propriamente dita, uma pesquisa estupenda que cada vez mais me enlouqueceu; li tudo e descobri a riqueza das relações franco-brasileiras no caso de Oswald, assim como no do Modernismo em geral, e fiquei com a certeza do que tudo isso deveria chamar a atenção dos leitores franceses, além dos nossos poucos especialistas em literatura luso-brasileira. Li os lindos ensaios de Paulo Prado, vi a pintura de Tarsila (de quem o único quadro conservado em França, seja dito de passagem, se encontra no Museu de Grenoble, cidade onde moro; se trata d’A Cuca, que integrava a primeira exposição individual da pintora, em Paris em 1926…), mas também revisitei a obra do bilíngue Sérgio Milliet, outro brasileiro de Paris, e cuja poesia às vezes tem semelhanças com a do Oswald, mas isso por outro caminho que será outra história: a do meu encontro com a obra de Mário de Andrade, que desde logo comentou os poemas de Milliet, junto com os de Luís Aranha, no ensaio "A escrava que não é Isaura", redigido em 1922 e publicado em 1925. Por isso, vim a traduzir e organizar um livro de Luís Aranha e outro de Milliet, com poemas, prosa narrativa e textos críticos, a sair logo, e que talvez resulte mais tarde em uma edição brasileira quase gêmea, sendo que Milliet foi bastante esquecido no Brasil, ao que parece; também estão se preparando dois livros de Mário de Andrade, um com a "Paulicéia Desvairada', outro com a "Escrava e outros ensaios", para o ano 2011, e mais tarde, sem dúvida, chegarão Ronald de Carvalho, Paulo Prado, Alcântara Machado e outros… Isso para dizer que o "Pau Brasil", essa “poesia de exportação”, sai agora como marco simbólico de uma série de publicações especialmente focalizando a produção do Modernismo brasileiro tão ignorado em França, a não ser os grandes Drummond e Bandeira, cuja poesia foi traduzida há tempo, e os romances mais famosos dos dois Andrade. Tem toda uma geração que carecemos integrar, desde aqui, na história internacional das vanguardas, e acho lindo o fato do 'Pau Brasil" ser o estandarte dessa aventura editorial. Nem outro era o intuito do próprio Oswald, na época, se não me engano.&lt;br /&gt;Enfim, talvez seja de alguma utilidade essa poesia oswaldiana chegando só agora nas livrarias francesas. Pois, de fato, se trata da primeira tradução em francês (note-se que a primeira tradução do Pau Brasil, em espanhol, é do ano 2008…), mas também da primeira edição crítica mundial. O que devia ser uma simples tradução ficou um monstro de edição, mas era preciso ser assim, sendo tudo para fazer em uma só vez.&lt;br /&gt;No longo prefácio que redigi, e nas notas demasiado numerosas à tradução, além da matéria dirigida ao leitor francês (tomando em conta a diferença cultural e a necessidade de dar a conhecer fatos do movimento modernista), pude reunir uma quantidade de informações que resultaram em um balanço das pesquisas até hoje realizadas no Brasil (e às vezes em França) sobre a obra e seu contexto, além de alguns pontos que pretendo divulgar, do meu ponto de vista francês ou não. Deixo cada um ler e descobrir, mas acho mesmo que certas coisas da edição só poderão chamar a atenção, como novidades, dos que, entre os brasileiros, já conhecem bastante o Oswald… Assim concebi o livro como um empreendimento verdadeiramente franco-brasileiro, em correspondência contumaz com o que compõe a bio-bibliografia de Oswald, e nada me será mais caro do que encontrar curiosidade e simpatia também do lado brasileiro.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="right"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Antoine Chareyre.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; _____________&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;NOTA:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;(*) ANTOINE CHAREYRE – Síntese Biográfica:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;- Nascido em 1980, em França, numa região sem cultura nenhuma onde nem se encontrava um livro por cada quilômetro quadrado;&lt;br /&gt;- 1998: Iniciou estudos em literatura francesa, pela Universidade Stendhal, na cidade de Grenoble. Decidiu se dedicar profissionalmente ao estudo da poesia moderna, especialmente no quadro dos movimentos vanguardistas de 1910/20;&lt;br /&gt;- 2001/02: Esse encontro progressivo com a poesia teve início, na verdade, com a obra do poeta e escritor Henri Michaux. Para ganhar o pão, passou anos aborrecedores para conseguir nos concursos públicos e ficou professor « agrégé » em letras modernas no ensino secundário;&lt;br /&gt;- 2005: Voltou à pesquisa propriamente dita e fez o Mestrado sobre as relações entre poesia e música no uso experimental da vocalidade;&lt;br /&gt;- 2006: Iniciou o Doutorado sobre a questão da abstração lingüística nas invenções poéticas das primeiras vanguardas, pesquisa ainda em andamento, ao mesmo tempo em que dá cursos de literatura na Universidade. Iniciou, por motivos pessoais, o estudo da língua portuguesa;&lt;br /&gt;- 2007: Viajou ao Brasil pela primeira vez, de onde concebeu interesse para o Modernismo brasileiro e ficou tradutor, especialmente para divulgar no seu país aquela poesia modernista que pretende ao mesmo tempo estudar do ponto de vista de um pesquisador francês inteiramente dedicado ao vanguardismo universal;&lt;br /&gt;- 2010: Conclui a tradução do livro “Pau-Brasil”, do Oswald de Andrade. Seus projetos atuais: concluir a tese de Doutorado, acabar as várias traduções em andamento, idealizar outras... E voltar ao Brasil.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Feeds para esta postagem:&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7714914913271307320-752228113724170984?l=literalmeida.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://literalmeida.blogspot.com/feeds/752228113724170984/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7714914913271307320&amp;postID=752228113724170984&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7714914913271307320/posts/default/752228113724170984'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7714914913271307320/posts/default/752228113724170984'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://literalmeida.blogspot.com/2010/09/pau-brasil-oswald-de-andrade-em.html' title='PAU BRASIL - OSWALD DE ANDRADE: EM PRIMEIRA EDIÇÃO FRANCESA'/><author><name>LITERALMEIDA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11978644072596629149</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_Mmy749wfY0g/SR4QOHEhH-I/AAAAAAAAAd0/fN1618XZRVM/s1600-R/Nico.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_Mmy749wfY0g/TI1QnKK_kcI/AAAAAAAAAqc/toEe05fHZ0Y/s72-c/Bois+Br%C3%A9sil+-+couv+par+l%27%C3%A9diteur.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7714914913271307320.post-2968093269764853172</id><published>2010-09-02T21:36:00.002-03:00</published><updated>2010-09-02T21:54:15.073-03:00</updated><title type='text'>MENOTTI DEL PICCHIA E A PAULICÉIA</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;MENOTTI DEL PICCHIA&lt;br /&gt;E A EX-PAULICÉIA DE&lt;br /&gt;MÁRIO DE ANDRADE &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 274px; DISPLAY: block; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5512480292061062978" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_Mmy749wfY0g/TIBDnoekJ0I/AAAAAAAAAqE/C-hyHMZykxI/s320/menotti+color.jpg" /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;Menotti Del Picchia &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;(Foto para a Galeria da Academia Paulista de Letras - 1943)&lt;/span&gt; &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;INTRODUÇÃO DOLENTE&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;(Luiz de Almeida)&lt;/span&gt; &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;color:#3333ff;"&gt;Minhas narinas ardiam e o refluxo era incontrolável quando concluí a leitura da maravilhosa crônica “Que dê o inverno?”, de autoria do Helios, ou melhor, do Menotti Del Picchia, publicada nas grossas e hoje amareladas páginas da preciosa Revista da Academia Paulista de Letras, que espirram fungos parasíticos quando as folheio. A referida crônica está na Revista N.º 9, de 12 de setembro de 1940 – ano importantíssimo na vida de Menotti Del Picchia: “publicou o romance Salomé, pela Revista dos Tribunais, São Paulo; publicou pela A Noite Editora, São Paulo: Contos (Obras Completas, I); recebeu Prêmio da Academia Brasileira de Letras pelo romance Salomé”. A nota triste desse 1940, não só para Menotti, foi a morte de Tácito de Almeida, 40 anos, poeta bissexto, participante ativo da Semana de Arte Moderna e da Revista Klaxon, irmão do Poeta Guilherme de Almeida. Para encerrar o ano, Menotti assina com Espasa Calpe, editora Argentina, o contrato da versão para o castelhano do romance “Salomé”. Incumbiu-se da tradução o escritor argentino Alberto Linares, redator da “La Nacion”, de Buenos Aires.&lt;br /&gt;Mas... Retornando ao objeto desta introdução, a crônica “Que dê o inverno?”, do Menotti, após trocentos espirros, concluí a análise e logo após, a digitação. (Não posso esquecer de colocar meus livros antigos num longo banho de sol ou terei que contratar um virologista). E é sobre o resultado dessa minha análise que descreverei algo mais antes de postar o texto do Menotti.&lt;br /&gt;Fiquei atônito a cada leitura e a cada reflexão, pois deparei com muitas coincidências quanto aos fatos narrados por Menotti, 70 anos passados, dando a nítida impressão que o texto fora elaborado dias atrás. Após lerem o texto verão que não estou enganado. A cidade de São Paulo foi impregnada pela mutação. (Menotti disse: banalização). Vejamos:&lt;br /&gt;- Quem conhece a cidade de São Paulo, sabe muitíssimo bem, que não existe mais a “Paulicéia” do Mário de Andrade. A cidade tão versejada e tão musicada, não pode ser mais tratada como a “Terra da Garoa”, título esse recebido, quando nos longínquos períodos de outono, a garoa fina era contínua. Se buscarmos pelo paulistano nato iremos encontrá-los com idades acima de cinqüenta... Acho que até mais. Quem visita a maior metrópole brasileira e tem coragem suficiente para vagar sem rumo pelo centro da cidade, durante o dia, pois à noite nem pensar, percebe que a cidade está mais para uma mitológica Babilônia, ou para as bíblicas Sodoma e Gomorra. E, respirando a poeira industrial, a dos veículos e a da imundície do lixo pelas ruas, o visitante é obrigado a suportar a fetidez da urina e das fezes dos “humanos”. É... Infelizmente. E como é dorido pensar nisso... A mutação pariu e a cidade de São Paulo abortou sua identidade original. E essa perda de identidade não é “regalia” somente da cidade de São Paulo, bem sabemos. Mas o texto do Menotti é sobre a cidade de São Paulo, berçário do Modernismo brasileiro. Desnecessário dissertar mais para que o seleto leitor do Retalhos descubra, ao ler o texto do Menotti, que ainda poderiam ser exemplificadas muitas outras “causas” dessa “perda de identidade paulistana”, tais como as apregoadas de forma direta e nas entrelinhas subliminares pelo autor de Salomé, em 1940. Então, vamos ao texto, onde foi conservada a ortografia original.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:180%;color:#990000;"&gt;QUE DÊ O INVERNO?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;color:#990000;"&gt;São Paulo esqueceu de tirar patente do seu invernozinho caracteristico. Alguém o escamoteou...&lt;br /&gt;Nossa garôa era famosa e servia até para inspirar os célebres poetas acadêmicos: “densa garôa faz fumar a lua”... Tinhamos orgulho outr’ora do nosso frio como hoje o temos do estadio municipal. Êsse friozinho alfinetante, estimulador, tônico e desportivo, emprestava-nos um ar heróico. Olhavamos com superioridade para o nortista estorricado pelas soalheiras e que batia os dentes ao menor sopro de um aliseo. Êsse frio era uma espóra na carne: obrigava ao movimento.&lt;br /&gt;O homem do equador quando descia para o planalto tremia como batido de maleita. E nós, então, passavamos perto dele imunizados pelo hábito, ostentando nossa vaidosa indiferença ao gélido soprar das brisas cortantes.&lt;br /&gt;- Eta friozinho gostoso...&lt;br /&gt;Pela manhã, ao sair para o trabalho, iamos deixando pelo caminho a fumacinha branca que saía do nosso hálito. Tinhamos algo de locomotivas.&lt;br /&gt;Hoje tudo mudou. Em pleno fastígio invernal, o sol é um forno capaz de cozinhar pelotas de bodoque em calçada. Ao meio-dia o suor escorre de nossa fronte como si trabalhassemos numa caldeira. Adeus inverno!&lt;br /&gt;Adeus? Não. Obedecendo às loucuras do tempo – a época é de confusão geral – o inverno deslocou-se para dezembro. Quando, antigamente, o sol era uma fogueira e as tempestades se armavam violentas e wagnerianas hoje o ar se torna siberiano... Não há mais coisa alguma no seu lugar. Tudo anda misturado... Basta dizer que, ha dias, segundo rezam os telegramas, em Haia, a cidade das Conferências de Paz, houve uma bagunça dos diabos... Parece que finalmente os seráficos diplomatas daquela cidade se convenceram de que o que o homem quer mesmo é a guerra...&lt;br /&gt;Os alfaiates andam desanimados. Capotes ninguém encomenda mais. O frio abandonou o planalto. Vamos fazer fôrça para que volte. Êle tipifica nossa terra. Sem frio, sem garôa, São Paulo banaliza-se. O sentido heróico da vida se desfaz nessa lasciva preguiça que torna as urbes litorâneas e tropicais tão propensas ao “far niente” e transforma seus habitantes em felizes criaturas contemplativas, de olhos voltados para a paizagem e para as curvas das mulheres.&lt;br /&gt;Isso, porém, não será melhor que viver criando uma civilização cujo passo sempre ruma para a guerra?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:180%;color:#990000;"&gt;Helios.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;p align="justify"&gt;(Fonte: Mencionada na introdução).&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Feeds para esta postagem:&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7714914913271307320-2968093269764853172?l=literalmeida.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://literalmeida.blogspot.com/feeds/2968093269764853172/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7714914913271307320&amp;postID=2968093269764853172&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7714914913271307320/posts/default/2968093269764853172'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7714914913271307320/posts/default/2968093269764853172'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://literalmeida.blogspot.com/2010/09/menotti-del-picchia-e-pauliceia.html' title='MENOTTI DEL PICCHIA E A PAULICÉIA'/><author><name>LITERALMEIDA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11978644072596629149</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_Mmy749wfY0g/SR4QOHEhH-I/AAAAAAAAAd0/fN1618XZRVM/s1600-R/Nico.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_Mmy749wfY0g/TIBDnoekJ0I/AAAAAAAAAqE/C-hyHMZykxI/s72-c/menotti+color.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7714914913271307320.post-7725953282085710008</id><published>2010-08-14T14:08:00.004-03:00</published><updated>2010-08-14T14:29:18.405-03:00</updated><title type='text'>MENOTTI DEL PICCHIA - TEXTO</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ff0000;"&gt;CONFERINDO&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ff0000;"&gt;MENOTTI DEL PICCHIA&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt; &lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 213px; DISPLAY: block; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5505315962056221794" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_Mmy749wfY0g/TGbPsvamJGI/AAAAAAAAAp8/n3T68gpOLAA/s320/MENOTTI+DEL+PICHHIA+1.jpg" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;Menotti Del Picchia (Foto s/d)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;INTRODUÇÃO&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:130%;color:#3333ff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:130%;color:#3333ff;"&gt;&lt;em&gt;( Luiz de Almeida )&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:130%;color:#3333ff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;Seguindo as postagens sobre Menotti Del Picchia, procurei e encontrei um texto esquecido e talvez “desconhecido” de parte do seleto Público Leitor Menottiano, editado nas amareladas páginas da Revista da Academia Paulista de Letras, em 1940. Um texto sublime onde Menotti, com maestria e amor pelas letras, turibula os literatos e a literatura nacional.&lt;br /&gt;Lendo o referido texto percebe-se o grande amor de Menotti pela arte da escrita. Dessa afirmativa, medra pelas frestas das gavetas empoeiradas da minha memória, os dizeres de Sérgio Milliet no seu Diário Crítico, Vol. I (*) e com introdução marcada pela magistralidade de Antonio Candido:&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;- “O amor ás letras, como o amor ás artes em geral , á pintura ou á musica, é da mesma espécie. E o crítico se diferencia do amador inteligente e sensível apenas pela capacidade de comentar melhor o que os outros olharam, respiraram e provaram. (...). O bom crítico é aquele com o qual o leitor se compraz em conversar, muitos mais do que aquele de quem ouve os juízos pedantes e o mais das vezes falhos”. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;div align="justify"&gt;E é exatamente dessa forma que Menotti conduz o texto, demonstrando conhecimento, desprendimento, “amorização” e, principalmente, orgulho da certeza das suas idéias e dos seus sentimentos. Um texto escrito em 1940, mas atualíssimo e pertinente ao nosso tempo e ao momento da nossa literatura e dos nossos literatos. Um exemplo de fidelidade e exaltação aos amigos e aos não tão amigos, mas literatos da época. Um despojamento de si em prol de uma ação enaltecedora aos escritores e amantes da sublime arte da escrita nacional.&lt;br /&gt;Sem mais dilação, eis o referido e deleitável texto do Menotti, quando ainda assinava com o pseudônimo de “Helios” - conservada a ortografia original:&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;TODOS SOMOS GÊNIOS! &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;Miraculoso país êste Brasil faro e progressista. Não creio que haja no mundo tão copiosa mésse de gênios como a que esplende nas letras nacionais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antigamente gênio literário era um Dostoiewsky, um Ibsen, um Shaw, um Pirandello. Suas obras, apesar da genialidade de tais escritores, era uma resultante de paciente e lente elaboração, filha de uma meditação profunda e de um largo esfôrço de composição. Nasciam assim, para assombro do mundo, um “Crime e castigo”, uns “Espectros”, uma “Joana d’Arc”, uns “Sei personaggi in cerca d’autore”. Apesar da imortalidade que cristalizava tais obras, tornando-as monumentos da cultura humana, não faltavam críticos meticulosos que discutissem a essência dos mesmos. A fôrça da creação vencia, consagrava tais gênios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como se vê, antigamente tudo era difícil. Êsse mundo quasi árido de valores, tão angustiado na creação de uma obra sem jaça, deu lugar ao mundo de hoje, agil, tumultuário e fecundo. Só no Brasil aparecem, por ano, trezentos e sessenta e cinco gênios. Não aparecem trezentos e sessenta e seis porque respeitamos a sexta-feira da paixão...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como se dá êsse fenomeno? Simples: basta lêr os jornais. Não há nada mais animador para a inteligência brasileira que a leitura das nossas críticas literárias. Há gênios diários que brotam do chão como erva. Cada livro que sái dos prélos é “uma obra admirável, um estudo profundo, uma revelação maravilhosa”. Todo o livro que aparece é, no mínimo, “o maior romance, denunciando uma vocação única”. Si se trata da poesia, a classificação é outra: “F. nos dá uma extraordinária mensagem de poesia, na qual um sentido arcano da alma é revelado por uma desnorteante novidade de forma”. A palavra “mensagem” está em plena moda. Quem não faz “mensagens poéticas”, como os antigos chefes do govêrno que faziam sua “mensagem” ao Parlamento, é um pobre bipede triste e estéril, que pasta sonambulico e solitário no campo árido da própria ignorância. Todos têm “a envergadura de um Machado, o realismo de um Lima Barreto, o ímpeto de um Euclídes”. Todos se emparelham com Bilac, quando não passam, por duas cabeças, ao pranteado Vicente...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim êste país feliz comparece diante do universo com uma pleiade de romancistas, novelistas e poetas geniais. O gênio aqui espirra do solo, catadupa do alto, referve nas redações e nos cafés, sonoro, prolífico e rutilo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os gênios trabalham. Não param. Suas penas não secam a tinta com que um talento feraz empilha laudas e laudas de papel que formam os romances cíclicos, fluviais, que se espraiam, amazonicamente, pela dezena de volumes. Romain Rolan, Martin Du Gard, Pearl Buch são café pequeno diante dêsses Balzacs e Zolas modernos. Há os que tomam o leitor de surpresa e desovam sua duzia de romances na surdina. Há os que alarmam os leitores com a promessa de desdobrar sua obra em dezenas de volumes. Já pelo peso de cada um, se afére o tamanho da ameaça. São centenas de páginas em letra miuda. Proust, coitado, fica na bagagem. P próprio Dumas, si vivesse, teria que coçar a gaforinha de mestiço, batido pela concorrência nacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E os gênios continuam a proliferar. Tal qual naquele velho Mexico das revoluções, nosso exército das letras não tem capitães, nem tenentes. Todos são generais, ou melhor, todos somos gênios.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Helios.&lt;/span&gt; &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;(*) Revista da Academia Paulista de Letras, Ano III - nº 9, de 12 de Março de 1940 – PP. 147/148, Notas Diversas – Direção de René Thiollier e Comissão de Redação: Otoniel Mota, Cassiano Ricardo, Menotti Del Picchia e Oliveira Ribeiro Neto.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Feeds para esta postagem:&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7714914913271307320-7725953282085710008?l=literalmeida.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://literalmeida.blogspot.com/feeds/7725953282085710008/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7714914913271307320&amp;postID=7725953282085710008&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7714914913271307320/posts/default/7725953282085710008'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7714914913271307320/posts/default/7725953282085710008'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://literalmeida.blogspot.com/2010/08/menotti-del-picchia-texto.html' title='MENOTTI DEL PICCHIA - TEXTO'/><author><name>LITERALMEIDA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11978644072596629149</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_Mmy749wfY0g/SR4QOHEhH-I/AAAAAAAAAd0/fN1618XZRVM/s1600-R/Nico.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_Mmy749wfY0g/TGbPsvamJGI/AAAAAAAAAp8/n3T68gpOLAA/s72-c/MENOTTI+DEL+PICHHIA+1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7714914913271307320.post-4220044363922466809</id><published>2010-08-07T17:46:00.007-03:00</published><updated>2010-08-07T18:18:05.006-03:00</updated><title type='text'>MENOTTI DEL PICCHIA :- ENTREVISTA</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_Mmy749wfY0g/TF3IJZGaBuI/AAAAAAAAAp0/aGpRuiiRhjg/s1600/Acervo+marca+d%27agua.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 473px; DISPLAY: block; HEIGHT: 297px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5502774383398749922" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_Mmy749wfY0g/TF3IJZGaBuI/AAAAAAAAAp0/aGpRuiiRhjg/s320/Acervo+marca+d%27agua.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; &lt;strong&gt;Foto inédita com Menotti Del Picchia.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;A foto registrou a visita que o Escritor Erico Veríssimo fez a Diretoria de Propaganda e Publicidade do Estado, quando Menotti foi diretor. Sentados, da esquerda para a direita: Dr. Carlos Silveira, Erico Veríssimo, MENOTTI DEL PICCHIA e Dr. Osmar Pimentel. Em pé, no mesmo sentido: Vicente Machado, Osvaldo Mariano e Manoel Mendes.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;(Foto sem data - original pertencente ao acervo da Exposição Retalhos do Modernismo).&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;Neste mês de Agosto é comemorado o aniversário de morte de um dos maiores escritores paulista e paulistano, participante ativo da Semana de Arte Moderna de 1922: &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Paulo Menotti Del Picchia&lt;/span&gt;, filho de Luiz Del Picchia e Corina Del Corso Del Picchia, nasceu em 20 de março de 1892, na capital paulista e lá faleceu em 23 de Agosto de 1988.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;Por assim ser, o Blog &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;RETALHOS DO MODERNISMO&lt;/span&gt; procurará enfatizar neste mês um pouco desse grande modernista, poeta, romancista, contista, ensaísta, crítico literário, pintor, escultor, jornalista, advogado, político, fazendeiro, paulistano e itapirense.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#3333ff;"&gt;A primeira matéria sobre Menotti: uma entrevista de Menotti concedida ao jornalista Silveira Peixoto (autor de &lt;em&gt;Falam os Escritores,&lt;/em&gt; Vols. I e II, Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, SP. 1971), que conheceu Menotti em 1931, na redação de &lt;em&gt;A Razão&lt;/em&gt;, jornal fundado por Alfredo Egídio de Sousa Aranha. Trabalhou com Menotti no gabinete do governador Pedro de Toledo durante o período da Revolução Constitucionalista de 1932.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;Silveira entrevistou o amigo Menotti, em São Paulo. Segue a referida entrevista – conservada a ortografia original:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;A tarde é uma algazarra de luzes e de côres. Aperto o botão da campainha, no portão da casa de Menotti – uma vivenda pitoresca, muito agradável, na Avenida Brasil, no Jardim América. A criada não se faz esperar e, daí a instantes, já no “hall”, ouço a voz do escritor, que me vem do pavimento superior:&lt;br /&gt;- Suba, Peixoto! Estou brincando de pintar...&lt;br /&gt;No gabinete de trabalho – um bruáá de livros, de tintas, de quadros e de retratos – dou com o criador de Juca Mulato, pincéis em punho, diante de uma tela quase concluída. Deixem-me assinalar, desde logo, que Menotti também é pintor.&lt;br /&gt;- Vim entrevistá-lo...&lt;br /&gt;Ao mesmo tempo que me oferece uma poltrona, indaga êle:&lt;br /&gt;- Sôbre que é que você pretende ouvir-me?&lt;br /&gt;- Sobre você mesmo.&lt;br /&gt;Êle olha-me, entre surprêso e curioso.&lt;br /&gt;- É isso mesmo: quero uma entrevista sua, sôbre você e sua obra.&lt;br /&gt;- Mas, que é que vou dizer de mim?&lt;br /&gt;- Tudo o que você quiser, contanto que não use de artificialismo.&lt;br /&gt;- Muito bem. Há um prazer especial em falar bem de si próprio, que contrabalança êsse gôsto impulsivo e geral de falar mal dos outros... Vamos à primeira pergunta.&lt;br /&gt;- Quando você começou a escrever?&lt;br /&gt;Depois de meditar um instante, Menotti respondeu:&lt;br /&gt;- Há muita gente que, como você não ignora, imagina que os destinos começam como as corridas de automóvel: com um tiro que marca o instante da partida... É engano. O caso do estalo no crânio do Padre Vieira é milagre raríssimo numa vida... A gente começa a escrever da mesma forma por que começa a falar...&lt;br /&gt;- Como?&lt;br /&gt;- Gaguejando a princípio, meu caro. Não há uma época certa, um marco, uma coisa que assinale o comêço. Lembro-me de que meus primeiros versos, eu os fiz à minha mãe.&lt;br /&gt;- Um poema de amor filial...&lt;br /&gt;- Nada disso. Eu devia ter uns seis anos e ela me trancara num quarto escuro, porque eu fugira da escola. Os versos que fiz foram uma quadra-libelo, um protesto rimado, sôbre o que eu julgava ser uma arbitrariedade e uma violência.&lt;br /&gt;- Versos de revolta, então.&lt;br /&gt;- Exatamente. E deviam ter o ardor panfletário daquele alexandrino de Guerra Junqueiro: “encarcerar a asa é encarcerar o pensamento humano”. A asa era a minha infantil liberdade, uma coisa chucra e indócil, que preferia os grilos do Vale do Anhangabaú e os lambaris ágeis e niquelados que eu pescava no riacho, às lições do pobre mestre-escola do Largo do Arouche.&lt;br /&gt;- Um mestre-escola à antiga...&lt;br /&gt;- Um carrasco que, certa vez, quase me achatou a cabeça com um dicionário... Mas, voltando aos meus primeiros versos: a quadrinha não foi escrita, não; foi declamada, com muita ênfase, através da porta “carcerária”. Minha mãe comoveu-se e soltou-me. Abraçou-me, em lágrimas. Nesse dia, acreditei no milagre da poesia.&lt;br /&gt;- E agora, você não estará fazendo lirismo em tôrno do caso?&lt;br /&gt;- Não. Como tôdas as mães, minha mãe era assim: depois do castigo, entregava os tentos... E foi ela a minha musa e a minha fôrça. Aos sete anos, escrevi um romance.&lt;br /&gt;- Um romance?&lt;br /&gt;- Sim, um romance, ou, melhor, um terrível pastiche do Conde de Monte Cristo. Foi minha mãe a minha única e comovida leitora. Eu a espiava, dissimulando, fingindo não vê-la. Juro que ela acreditou na minha estrêla de romancista.&lt;br /&gt;Menotti faz uma pausa. E por uma natural associação de idéias, lembra, então, o pai:&lt;br /&gt;- Na minha formação literária, há a cumplicidade de meu pai. O velho possuía uma bela cultura humanística. Apreciava tanto a astronomia, a pintura e a arquitetura, como Dante, Ariosto, Tasso e Leopardi. Depois do jantar, punha-se invariàvelmente a recitar: ... “La bocca sollevó dal fiero pasto quel peccator”...&lt;br /&gt;- E você?&lt;br /&gt;- Ficava meio aluado... Que coisas lindas! Não entendia muito bem aquilo... Mas, sentia. A poesia deve ser isso mesmo: uma coisa que a gente adivinha, mas não entende...&lt;br /&gt;- Qual foi o seu primeiro escrito publicado?&lt;br /&gt;- Um jornal inteirinho, do artigo de fundo ao rodapé. Doze anos de idade. Colégio de Pouso Alegre, em Minas Gerais. Meu diretor espiritual: o grande Dom Nery, que soube amar-me como um segundo pai. O jornal chamava-se Mandu, nome do rio mineiro, um rio caprichoso e sujo que, às vêzes, enfezava e resolvia sair das margens, alagar os bairros, encher de milhares de sapos músicos as várzeas da cidade.&lt;br /&gt;- Desde aí você gostava de dar nomes próprios aos que fazia...&lt;br /&gt;- É verdade. Aí estão os meus livros: Moysés, Juca Mulato, Laís, Jesus, Kummunká...&lt;br /&gt;- A razão disso, qual é?&lt;br /&gt;- As obras são criaturas, coisas vivas, que se destacam de nós e andam por aí, realizando uma existência autônoma. É preciso que tenham um nome, tal qual a gente.&lt;br /&gt;- Voltando ao Mandu...&lt;br /&gt;- Era escrito por mim e dirigido por mim e um colega – o Antenor Lemos, hoje médico, rico e pacato. Cuidávamos de tudo: de fazer o jornal, de revê-lo...&lt;br /&gt;- Era impresso? Não era um jornalzinho manuscrito, feito por meninos de colégio?&lt;br /&gt;- Um jornal às direitas. E nós mesmos é que o distribuíamos pela cidade. Tomávamos um carro de praça (grande luxo para ginasianos), e íamos pessoalmente fazer a entrega da fôlha aos assinantes. Isso tinha alguma coisa de triunfal, porque quando o carro parava juntava gente...&lt;br /&gt;- E você conseguia ter liberdade de imprensa?&lt;br /&gt;- Claríssimo. Um dia chegou o Mandu – ou melhor eu – a atacar os padres do colégio...&lt;br /&gt;- O resultado...&lt;br /&gt;- Não foi o que você está supondo, não. Dom Mamede, o reitor, que tinha bondades paternais, mandou me chamar. “Como é isso, menino?” – perguntou êle. “Isso quê?” – disse eu, fingindo surprêsa. “Isso do jornal... É um ato de indisciplina. Afinal, você é aluno do colégio e ataca pùblicamente os professôres? Com que direito?” Foi sem hesitar, foi muito convencido, que redargui, solene: “Com o direito da liberdade de imprensa”...&lt;br /&gt;- Uma punição rigorosa...&lt;br /&gt;- Não nego que o que eu merecia era um bom par de bolos. Dom Mamede, porém, riu. Há petulâncias grotescas; essa que eu pratiquei foi uma...&lt;br /&gt;- E o jornal?&lt;br /&gt;- Teve de suspender a circulação, pouco depois. Acabou. Foi uma sorte para os assinantes... O maior mérito dessa aventura jornalística pertencia aos cavalos que puxavam o famoso carro, no dia da distribuição...&lt;br /&gt;- Qual o primeiro livro que você publicou?&lt;br /&gt;- Poemas do vício e da virtude, uma lenga-lenga cheia muito mais de vícios, que de virtudes. Florada lírica dos 16 anos, descarga poética que nem ao editor fêz mal, pois que foi editado por minha conta.&lt;br /&gt;- É desse livro a “Cantiga do sapateiro”...&lt;br /&gt;- É. Ainda se recita por aí...&lt;br /&gt;- Teve êxito?&lt;br /&gt;- Uma porção de bordoadas desfechadas pelos parnasianos, então triunfantes e contra cujas couraças eu cegamente me atirava. É verdade que o “cérbero literário” daqueles tempos, Osório Duque Estrada, cheirou, no fedelho metido a literato, um futuro poeta. A gritaria dos velhos decidiu de minha carreira: decidiu-me a ser poeta, mesmo contra a vontade de Apolo! E escreve, então: Moysés, Máscaras, Juca Mulato, Chuva de Pedra, República dos Estados Unidos do Brasil.&lt;br /&gt;- Entre seus livros, qual reputa o melhor?&lt;br /&gt;- Não sei, muito ao certo. Talvez o que venha a escrever, ainda. Talvez Juca Mulato... Talvez Tôda nua, talvez Kummunká... É muito comum, nos escritores, quando falam para o público, menosprezar os próprios livros, enquanto no íntimo morrem de amôres por êles... E é natural que a gente goste mesmo de sua obra. Até a coruja vê, nas corujinhas, uns verdadeiros arcanjos...&lt;br /&gt;- Mas, entre os seus “arcanjos”, qual o que você acha mais bonito?&lt;br /&gt;- Gosto dos contos de Tôda nua, e da sátira de Kummunká. Parece-me que, em Tôda nua, os temas são novos e que, em Kummunká, há material o mais diverso: lirismo, realismo, preocupação de debater problemas atuais, poesia, sarcasmo.&lt;br /&gt;- Sôbre as tiragens alcançadas?&lt;br /&gt;- Creio que Juca Mulato e Máscaras representam um recorde. Ambos alcançaram as décimas sextas edições e, conjuntamente, atingiram a casa dos cento e vinte mil exemplares. Para poesia, é extremo favor público.&lt;br /&gt;- Quanto aos outros?&lt;br /&gt;- Números exatos, eu não os possuo. Mas, posso dizer que, há dois anos atrás, um de meus editôres calculava a tiragem global dos vinte oito livros, até então publicados, em cêrca de um milhão de exemplares. E está claro que não posso ficar triste, diante dêsse resultado, embora seja êle produto de vinte anos de vida literária.&lt;br /&gt;- Quais, a seu ver, os elementos que um livro deve reunir, para alcançar sucesso?&lt;br /&gt;- Ai está uma pergunta que não pode ser respondida com a precisão desejada. Nada há de mais imprevisível e surpreendente do que o sucesso de um livro que se vai lançar. É como o jôgo do bicho da anedota: joga-se na cobra e dá a cabra, joga-se na cabra e dá a cobra, joga-se na cobra e na cabra e dá o avestruz... Quando publiquei Juca Mulato, resolvi tirar apenas quinhentos exemplares, na certeza de que pelo menos quatrocentos ficariam em minhas estantes. Acabei vendendo sessenta mil! Quando tirei Kalum, o mistério do sertão, um romance fantástico para a grande massa, imaginei tiragens de dezenas de milhares de exemplares. Saíram apenas uns trezentos e restante jaz nas prateleiras da Livraria do Globo, que o editou. O homem e a morte, tragédia de difícil compreensão, que eu contava restringir-se a uma elite resumida, chegou à terceira edição...&lt;br /&gt;- Daí, você deduz...&lt;br /&gt;- Que o fator predominante no êxito de um livro é o acaso e que a gente não consegue compreender muito bem os caprichos do público. Não há uma lógica determinando o êxito de um livro. Quanto ao valor intrínseco da obra, não é a maior venda que o determina. Os livros, como os homens, têm um destino que a lógica da razão não explica: coisas mediocríssimas caem no goto do público, assim como inúmeros imbecis atingem fàcilmente a glória. A vida tem “uma lógica que a lógica desconhece”...&lt;br /&gt;- Além de literato...&lt;br /&gt;- Nasci, irremediàvelmente, escritor, apesar de ter sido fazendeiro, industrial, banqueiro, político, diretor de vários departamentos públicos e de várias emprêsas...&lt;br /&gt;- Cinematografista, pintor, jornalista...&lt;br /&gt;- Amanheci dentro do jornalismo, com o Mandu. Depois, dirigi A cidade de Itapira, A Tribuna, de Santos, A Gazeta, de São Paulo, e Anhanguera, também da Paulicéia, A Cigarra, a revista São Paulo, Nossa Revista...&lt;br /&gt;- A União Jornalística Brasileira...&lt;br /&gt;- É verdade. Você era meio birrento, como redator-chefe. Bons tempos aquêles, heim? Fui também, redator principal do Correio Paulistano...&lt;br /&gt;- As impressões que você guarda do trabalho na imprensa?&lt;br /&gt;- Por causa de artigos, briguei, várias vêzes, a pau. Fui “hóspede” de presídio político, por causa de jornais. Recebi condecorações, mercê de coisas que publiquei na imprensa... Como se vê, não é possível que a vida de jornal ainda possa oferecer-me surpresas, ou causar-me emoções. Estou por demais calejado na tarimba rude.&lt;br /&gt;- Mas a impressão dominante?&lt;br /&gt;- Jornal é cocaína: vicia. E é um vício trabalhoso, mas divertido. O jornalismo é a acrobacia delirante do talento. Se um articulista escreve mil tópicos bons, ninguém repara... Se o milésimo primeiro sair manquejando, o mínimo que lhe acontece é ser chamado de “burro”...&lt;br /&gt;- “Burro”, no sentido pejorativo, porque afinal de contas, o burro verdadeiro é um animal inteligentíssimo, ponderado... Só os homens é que fazem “burradas”...&lt;br /&gt;E o porco de Trilussa acabou compreendendo que só os homens fazem “porcarias”... O leitor de jornal é, sempre, um desmemoriado: exige tudo e nada quer dar; às vêzes, negaceia até os níqueis que custa a fôlha, pois a lê por empréstimo...&lt;br /&gt;- Ainda não disse quais os autores que mais influíram em sua formação literária?&lt;br /&gt;- Acha que isso poderia interessar a alguém?&lt;br /&gt;- E você acredita que se eu pensasse o contrário iria lembrar?&lt;br /&gt;- Bem. Foi o autor de meus dias, foi meu pai, quem primeiro cuidou de formar meus espírito e de cultivar minhas tendências para a literatura. Os grandes mestres do romance, para mim, continuam sendo Dostoiewsky, Tolstoi, Daudet. Quanto à poesia... A meu ver, o poeta não tem outro mestre, senão o próprio instinto, diante da natureza. Confesso que raras vêzes tenho tido lido um livro de poesias...&lt;br /&gt;- Raras vêzes?&lt;br /&gt;- Sim. É que logo me sinto caceteado...&lt;br /&gt;- Dentre os autores nacionais, quais os que prefere?&lt;br /&gt;- Gosto de fragmentos de uns e de trechos de outros. Raramente vou até à última página, quando leio um de nossos autores modernos. Num livro, quero um pouco mais que literatura e muito mais que reportagem. Está claro que reconheço em Machado de Assis e em José de Alencar dois romancistas de excepcional valor, cada um no seu gênero. E é evidente que vejo grandes mestres em Taunay (pai), em Raul Pompéia, e em Lima Barreto.&lt;br /&gt;(...).&lt;br /&gt;- Quando você estudou escultura? Quando começou a esculpir?&lt;br /&gt;- À primeira pergunta, respondo negativamente. Com efeito, nunca estudei escultura, como nunca li um tratado de metrificação. Fui sempre intuitivo. Um dia, senti, nem sei por quê, que tinha nos dedos o segrêdo das formas.&lt;br /&gt;- E nesse dia pôs as mãos no barro...&lt;br /&gt;- É verdade. Foi quando o grande Cardeal Arcoverde foi a Pouso Alegre, a fim de sagrar dois bispos. Dom Nery incumbiu-me de preparar a ornamentação dos recreios do colégio. Eu tinha doze anos e uma curiosidade infinita. Tracei os planos: lanternas, um grande navio, que serviria de coreto, com canhões disparando tiros coloridos de pistolões pacíficos e fumarentos; arcos de triunfo... Veio de repente aquela idéia: e se levantasse um monumento ao Cardeal Arcoverde? Resolvi colocá-la em execução. Fiz que trouxessem o barro necessário e, com entusiasmo digno de melhor artista, moldei um busto enorme do príncipe da nossa Igreja. Coloquei-o num pedestal, pintei-o de verde, soprei purpurina sôbre a tinta fresca e o trabalho tomou um ilustre colorido de bronze!&lt;br /&gt;- E ficou parecido?&lt;br /&gt;- Escute o resto. Quando o cardeal viu aquilo, ficou assombrado... Não sei se pela monstruosidade da “coisa”, ou se pela audácia da emprêsa. “Quem fez isto?” E Dom Nery, orgulhoso: “Foi o Paulo”. Toca a procurar o Paulo...&lt;br /&gt;- Paulo?&lt;br /&gt;- Você não se recorda, então, de que é êsse o meu primeiro nome?&lt;br /&gt;- É verdade!...&lt;br /&gt;- Eu me escondera, envergonhado, pois só então pudera ter consciência do crime que acabava de cometer. mas Dom Arcoverde, que era a bondade em pessoa, ergueu o fedelho que eu era nos braços: “Você vai comigo para o Rio, menino!” E eu, embezerrado: “Mas, eu não largo Dom Nery por coisa nenhuma dêsse mundo!”&lt;br /&gt;- Depois...&lt;br /&gt;- Como você sabe, não foi êsse o meu único atentado. Quando tenho tempo, amasso barro. Não é essa uma das modalidades do sistema paulista de descansar carregando pedras?&lt;br /&gt;(...).&lt;br /&gt;- Tem algum livro em projeto?&lt;br /&gt;- Todos os dias nasce e morre um no meu cérebro. Se pudesse escrevê-los com a mesma rapidez com que um relâmpago ziguezagueia aos nossos olhos!... Então, poderia produzir livros às toneladas!... Qual o livro que escreverei amanhã? Não sei. Se me propuser escrever um romance, é possível que saia um poema... Não cultivo o imprevisto, pelo gôsto da originalidade. O que se dá é bem diferente: entrego-me aos meus instintos. Estou convencido de que não criamos os personagens de nossas obras; são eles que criam, dentro de nós, as obras que escrevemos.&lt;br /&gt;Faz uma pausa ligeira para acrescentar;&lt;br /&gt;- O artista é um médium das coisas que querem se revelar, através de sua sensibilidade...&lt;br /&gt;Olha-me, um tanto desconfiado. E recomenda:&lt;br /&gt;- Mas, não vá agora dizer que sou espírita, hein!&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;-x-x-x-x-x-x-x-&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FONTE:&lt;br /&gt;- Silveira Peixoto, José Benedito. Falam os Escritores – Vol. I – Org. Comissão de Literatura do Conselho Estadual de Cultura de São Paulo – Editora da Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, 2ª Edição, São Paulo, 1971 – PP. 91/103;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;SOBRE MENOTTI NO BLOG RETALHOS:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://literalmeida.blogspot.com/2008/01/conferncia-de-menotti-durante-semana-de.html"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;http://literalmeida.blogspot.com/2008/01/conferncia-de-menotti-durante-semana-de.html&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;a href="http://literalmeida.blogspot.com/2008/05/testamento-de-menotti-del-picchia-sobre.html"&gt;http://literalmeida.blogspot.com/2008/05/testamento-de-menotti-del-picchia-sobre.html&lt;/a&gt; &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://literalmeida.blogspot.com/2010/04/menotti-del-picchia-interseccao-entre.html"&gt;http://literalmeida.blogspot.com/2010/04/menotti-del-picchia-interseccao-entre.html&lt;/a&gt; &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Feeds para esta postagem:&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7714914913271307320-4220044363922466809?l=literalmeida.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://literalmeida.blogspot.com/feeds/4220044363922466809/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7714914913271307320&amp;postID=4220044363922466809&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7714914913271307320/posts/default/4220044363922466809'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7714914913271307320/posts/default/4220044363922466809'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://literalmeida.blogspot.com/2010/08/menotti-del-picchia-entrevista.html' title='MENOTTI DEL PICCHIA :- ENTREVISTA'/><author><name>LITERALMEIDA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11978644072596629149</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_Mmy749wfY0g/SR4QOHEhH-I/AAAAAAAAAd0/fN1618XZRVM/s1600-R/Nico.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_Mmy749wfY0g/TF3IJZGaBuI/AAAAAAAAAp0/aGpRuiiRhjg/s72-c/Acervo+marca+d%27agua.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7714914913271307320.post-7678301952503337850</id><published>2010-06-06T21:00:00.013-03:00</published><updated>2010-06-11T21:19:54.777-03:00</updated><title type='text'>RELATANDO O POETA "DANTE MILANO"</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;RELATANDO DANTE MILANO&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:180%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 199px; DISPLAY: block; HEIGHT: 232px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5479816327143796786" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_Mmy749wfY0g/TAw36o3KsDI/AAAAAAAAApU/6TlYxOJvav0/s320/dantemilano.jpg" /&gt; &lt;/span&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Dante Milano &lt;/em&gt;&lt;em&gt;(Foto Reprodução)&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;INTRODUÇÃO:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;PARTE I - DANTE MILANO: O POETA MAIS MODERNO QUE MODERNISTA;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;PARTE II – ALGUMAS PALAVRAS SOBRE DANTE MILANO&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;PARTE I&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;DANTE MILANO: &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#3333ff;"&gt;"O POETA MAIS MODERNO QUE MODERNISTA"&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Luiz de Almeida&lt;/em&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Dante Milano, até 1948, quando publicou seu primeiro livro “Poesias”, fora considerado poeta bissexto. Amigo de outro nem tanto poeta e tão pouco bissexto, Jayme Ovalle, o poeta de nenhum poema. Ambos foram amigos de Bandeira, de Fernando Sabino, de Jorge de Lima, dentre outros não menos importantes. Dante Milano ainda teve o privilégio das amizades de: Aníbal Machado, Celso Antônio, Portinari, Drummond de Andrade, Villa-Lobos, Augusto Frederico Schmidt (alcunhado por Manuel Bandeira de “gordinho sinistro”), Di Cavalcanti, Odilo Costa Filho, Olegário Mariano, Paulo Mendes Campos, Ribeiro Couto, Sérgio Buarque e outros mais. Se analisarmos a vida de Milano e Ovalle, facilmente entenderemos os motivos que acorrentaram a grande amizade. Igualmente entenderemos os da amizade com Bandeira. Mas esse é um assunto que não importa no momento, a não ser a simples informação e &lt;em&gt;(não poderia deixar de mencionar)&lt;/em&gt; o lado místico e sobrenatural pertinentes aos dois, ou melhor, aos três.&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;“O Poeta Dante Milano era conhecido e respeitado dentre os artistas, intelectuais e acadêmicos ilustres ou célebres no espaço social literário brasileiro e desconhecido do grande público”&lt;/span&gt; - [Assim afirma Alexandre Fernandes Corrêa no seu “&lt;em&gt;O Imaginário do Mal no Movimento Literário Brasileiro do Início do Século XX&lt;/em&gt;” (1)]. Até os dias atuais, Dante Milano ainda não recebeu a devida atenção da totalidade da plêiade literária nacional. Poucos são os brasileiros e principalmente os cariocas, que conhecem e enaltecem a pessoa e a obra de Dante Milano. O acadêmico Ivan Junqueira é exceção, grande e ilustre exceção, que conheceu Dante Milano somente em 1979, mas conhecia sua poesia desde 1958, pela edição da Agir. Alexandre Fernandes Corrêa, antropólogo, pesquisador, escritor, carioca, botafoguense, esposo da Psicanalista Adriana Cajado Costa, meu amigo, autor do livro “&lt;em&gt;O Museu Mefistofélico e a Distabuzação da Magia - Análise do Tombamento do Primeiro Patrimônio Etnográfico do Brasil"&lt;/em&gt;, EDUFMA, São Luis/MA, 2009 – é outro grande conhecedor e admirador do Dante Milano, pois pesquisou Dante, estudou Dante – e continua até hoje nessas tarefas. Sei também que é crescente o número dos leitores e admirados do Dante (ainda bem), mas ainda somos pouquíssimos diante da grandeza desse Poeta. Infelizmente: “Essa falta de conhecimento que o público brasileiro tem a respeito do Dante Milano e da sua obra é culpa do próprio Poeta”. E talvez fosse esse mesmo o seu desejo, pois chegou a dizer certa vez para a esposa Alda Milano: - &lt;span style="color:#000000;"&gt;“Desejo ser um poeta póstumo”&lt;/span&gt;. Essa é minha conclusão e posso estar totalmente equivocado, mas creio que estamos em plena costumaria &lt;em&gt;milaniana&lt;/em&gt; – e ascendente, mas:&lt;br /&gt;- Pesquisando o pouco que se encontra da vida pessoal de Dante Milano – e lendo, relendo e analisando seus poemas, flui a evidente introspectividade &lt;em&gt;milaniana&lt;/em&gt;. Exagerando no adjetivo, mesmo assim, não cometeríamos nenhum impropério ao afirmar que Dante Milano pode ter sido um verdadeiro antropófobo. Na entrevista que o acadêmico Ivan Junqueira concedeu ao escritor Alexandre Fernandes Corrêa (&lt;em&gt;este, já identificado no parágrafo anterior&lt;/em&gt;), contribui para que a dedução de Dante Milano ter sido introspectivo e antropófobo transforme-se em afirmativa incontestável. Assim responde Ivan Junqueira:&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;- “(...)//Dante era um homem muito esquecido e que desejava ser esquecido. (...)//Ele sempre foi recluso. (...)//A gente não deve tomar como base a vida dele para explicar a obra – a vida dele não tem significação nenhuma; era um homem que quase não saiu do Rio de Janeiro... A única vez que saiu foi para visitar Portinari, em Brodósqui. Ficou lá dois dias... Começou a chorar de Saudade do Rio de Janeiro”&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;Na verdade, Dante, avesso a qualquer tipo de badalação, manteve também uma postura de “estar à margem” dos acontecimentos e da vida literária, não assumindo nenhuma posição em movimentos e nem se engajando em nenhum cânon literário.&lt;br /&gt;Sobre a figura e a obra do Dante, Sérgio Milliet (1898-1966), em breve análise sobre o poeta e seus poemas no “&lt;em&gt;Panorama da Poesia Brasileira&lt;/em&gt;” (Editado pelo Departamento de Imprensa Nacional &amp;amp; Ministério da Educação e Saúde. Rio de Janeiro, 1952 – 1ª edição, pp. 78/79), menciona:&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;- “(...)//O poeta é um agonizante que já canta o mundo da morte, incompreensível aos vivos. Por isso não lhe compreendemos as palavras misteriosas. (...)//A poesia triste de Dante Milano reflete esse estado de espírito. É bem de nosso tempo, portanto”. Em outro trecho Milliet deixa escapar a frase: “... a melancolia cheia de pudor do poeta”&lt;/span&gt; – Afirmando-nos, em outras palavras, o comentado nos parágrafos anteriores, que Dante, como pessoa, era tão melancólico quanto se desnuda em seus poemas.&lt;br /&gt;Dante Milano viveu “enclausurado” durante 22 anos (1945/1967) no Museu da Polícia Civil do Rio de Janeiro, onde foi o seu primeiro Diretor. E deu muita importância, pelo visto, pois manteve uma exagerada discrição tanto da função quanto das suas atribuições. Não existe nenhum depoimento dele a respeito do funcionamento da polícia carioca, por exemplo, das metodologias empregadas para as apreensões dos materiais e outras coisas mais, dos terreiros de macumba, das casas de feitiçarias, etc., que passaram a fazer parte do acervo daquele Museu. Alexandre Fernandes Corrêa, nesse “misterioso” assunto dos trabalhos de Dante no Museu, foi muitíssimo feliz quando afirma:&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;- “Ao se tentar uma aproximação da subjetividade do poeta Dante Milano, observou-se que ele produziu uma obra particularmente rica em imagens fantasmagóricas e sinistras. Em relação, especialmente, ao aspecto político e ideológico, fica claro, &lt;em&gt;que ele vivia de algum modo uma situação desconfortável e ambígua&lt;/em&gt; &lt;span style="color:#3333ff;"&gt;&lt;em&gt;(itálico meu)&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;, já que trabalhava no Ministério da Justiça, na instituição de Segurança Pública (Juizado de Menores) – órgãos burocráticos do aparelho estatal getulista. (...)//Contudo, a proximidade com os aparelhos repressivos autoritários de um Estado protofascista devia causar algum mal-estar, particularmente no auge da perseguição aos militantes comunistas – &lt;em&gt;o que é constatável facilmente na insistente relutância do poeta em expor qualquer comentário sobre esse período de sua vida&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;(itálico meu)&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;. (...)”&lt;/span&gt; (1).&lt;br /&gt;Essa “reclusão” do poeta e toda sua dedicação, certamente influenciaram muitíssimo nos seus conceitos e na sua composição literária. Outro determinante, um verdadeiro influxo na vida e obra do Dante, sem nenhuma dúvida, foi o seu envolvimento com as leituras e traduções principalmente de Dante Alighieri, Baudelaire e Mallarmé.&lt;br /&gt;Dante Milano é um Poeta difícil e peculiar. Foi uma pessoa inteligentíssima, apesar das ocorrências da vida o terem conduzido a posturas pessoais, talvez, metódicas e repletas de pragmatismo e conservantismo - deduzo. Gosto da definição do Amauri M. Tonucci Sanchez (2) no seu “&lt;em&gt;Panorama da Literatura no Brasil&lt;/em&gt;”, Editora Abril Educação, São Paulo, 1982, p. 55:&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;- “Dante Milano é, por um lado, um esteta da emoção (a partir de que se podem ver ecos neo-simbolistas em seu texto); por outro, está afeiçoado a apelos surreais: o mundo forma-se de imagens fragmentárias; a vida parece um jogo às vezes melancólico, logo funesto, em que a identidade de coisas e seres não se revela, e teima em não se esclarecer”&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Ao dizer que Milano “é um Poeta difícil”, não digo no sentido literal, mas no sentido de “mistério” ou “misterioso”, inerente na sua pessoa, na sua vida profissional e nos seus poemas. Talvez esteja nesse estado de “mistério” o ideal de Milano, pois foi um homem de costumes e conceitos totalmente exclusivistas – ou não seria melhor dizer: Dante Milano foi um homem de costumes e conceitos totalmente complicados? – Por isso mencionei que Dante Milano é um Poeta difícil, “peculiar”.&lt;br /&gt;Toda essa vida “misteriosa” em nada prejudicou a performance do grande Poeta, escultor, ensaísta, prosador e tradutor, que, apesar de ter apoiado o movimento modernista e ter convivido com Bandeira e Portinari, nele não se engajou e por isso, somente por isso, não foi um modernista defensor da estética dos de 22 (ou não foi considerado um “modernista” por não ter aderido ao chamado Movimento de 22) – mas, como afirma Ivan Junqueira:&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;- “Dante Milano é um poeta moderno”&lt;/span&gt; – mesmo sabendo que Milano fora incluído pelos críticos como integrante da Terceira Geração do Modernismo [1945/1962](3).&lt;br /&gt;Ivan Junqueira tem toda razão. Dante Milano é moderno. Quanto ao enquadramento de Dante ao Modernismo, independentemente do período, prefiro dizer que: &lt;span style="color:#000000;"&gt;“Dante Milano é um Poeta mais moderno que modernista”&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;Analisando ou tentando analisar o Poeta Dante Milano, verifica-se que a poeticidade nos seus textos é algo espetacular e que desafia os exegetas mais exigentes e abnegados, pois todos os elementos da expressão &lt;em&gt;milaniana&lt;/em&gt; são extremamente belos. O conteúdo repleto de homófonos intui sentidos diversos, complexos, delirantes e reflexivos. É encantador ler. É inebriante estudar e perquirir qualquer poema &lt;em&gt;milaniano&lt;/em&gt;, pois são perceptíveis os ritmos, os sons e as imagens que medram de cada palavra e de cada combinação de versículos. Descobre-se em cada poema a correspondência e sintonização explicitas entre o autor, os sentimentos, o tempo e a temática – sem que necessitemos incluir a parição de imagens e significações subliminares, que são derivações sensitivas sincrônicas.&lt;br /&gt;Nesta singela apresentação optei por dissertar sobre esse Poeta chamado Dante Milano, mesmo não ter sido um dos Personagens da SAM e da Primeira Fase do Modernismo, temática predominante do blog &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;RETALHOS DO MODERNISMO&lt;/span&gt;. Decidi: tanto pela sua importância como Poeta e também pelo intuito da pesquisa, pelo ineditismo. Enfim, este apanhado sobre Dante Milano não “quebra” a rotina do &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;RETALHOS&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;Não enfatizei a vida do Dante Milano no Museu da Polícia Civil do Rio de Janeiro, pois prefiro que haja interesse dos diletos leitores pelo fantástico livro do Alexandre Fernandes Corrêa, referido no início do texto. Corrêa é perito nesse assunto. Não alonguei sobre a vida poética do Dante por ser um tema que possa ser abordado com mais perícia por personalidades como o acadêmico e excelso Ivan Junqueira, que conheceu pessoalmente o Poeta. Resta-me apenas atender aos objetivos preliminares e pertinentes ao Blog &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;RETALHOS DO MODERNISMO&lt;/span&gt; e: “alertar” e “chamar a atenção” dos diletos e egrégios “seguidores” e “leitores” para o já outrora desconhecido Poeta Moderno “Dante Milano”.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#660000;"&gt;PARTE II&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ALGUMAS PALAVRAS SOBRE DANTE MILANO&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Alexandre Corrêa&lt;/em&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Alguns leitores poderiam ficar tentados a considerar a idéia de que estão sendo apresentados a um poeta que só mereceria atenção se fosse desculpado pelas suas idiossincrasias e singularidades exóticas ou esotéricas. Na medida em que estamos aqui dando alguma ênfase as suas expressões mais heteróclitas, estaríamos polindo alguma pérola bruta. Longe disso! Mas, isso é certo, não há nenhuma desculpa para justificar a persistência de recalcitrante desprezo pela arte de tão grande artista. Não estamos a culpar o poeta pelas dificuldades de ser entendido, admirado ou contemplado por um público vasto; nem tampouco fazendo o contrário, considerando que sua obra seria excelsa, o povo e suas elites é que seriam ignaros e ingratos. Não, trata-se de outras causas, ou razões, que explicam, ou tentam explicar, esse persistente véu de desconhecimento e obscuridade que ainda recobre a poesia de Dante Milano. Tentaremos oferecer hipóteses menos psicologistas – ou melhor, menos subjetivistas – pois não acreditamos ser mais importante saber da intimidade da vida do poeta, para só assim se poder entendê-lo ou compreendê-lo.&lt;br /&gt;Na verdade, nos parece que Dante Milano vem confirmar uma lenda antiga. Como se diz comumente, o poeta enquanto ‘antena da espécie’, ouve vozes, vê imagens, ou fantasmas, que os seres humanos comuns não vêem. E aqui é o caso de levar isso muito a sério. Dante Milano, em vida, ouvia e via coisas que os comuns não viam, e não ouviam, em sua época; o que nem mesmo seus colegas artistas sentiam ou desconfiavam. Como assim? Trata-se de um poeta esquisito, cheio de esquisitices, que só pode ser entendido por gente esquisita? Não, mais uma vez, não! Trata-se de um poeta profundo, metafísico, transcendente, que na sua metafísica peculiar, não sobrenatural, viu mundos e terras e ouviu vozes e sons de vasta iluminação, entre as trevas de um cotidiano obscuro e verdadeiramente sinistro. O mundo que Dante Milano compartilhava com seus contemporâneos, como se sabe, era um mundo sinistro, fantasmagórico e terrível. Os poetas – ao menos os desse tipo que tratamos aqui – sentem esses significados mais subjacentes, que nos escapam comumente. Pode-se dizer que Dante Milano cultivava a introspecção, a melancolia e outras ‘esquisitices’ pessoais (afinal um dos seus lemas favoritos era aquele dos dândis baudelairianos: ‘espantar, sem espantar-se’(1)). Todavia, não se tratava de uma máscara estetizada, com o objetivo de tornar-se conhecido por esse traço narcísico. Não! Dante Milano não queria viver uma vida literária (o que lembra Rimbaud). Em nossa visão, o que a subjetividade do poeta revela, e sua poesia expressa, são conteúdos e significados que nos escapam comumente; se insistimos em ver e sentir o mundo sob o véu da normalidade comum. Como nos lembra Castoriadis, os artistas vêm fantasmas e ouvem vozes, mas os transformam em arte, revelando e trazendo à superfície da vida, sentidos e significados que antes habitavam o magma do imaginário social (2). Dante Milano fez o seu trabalho de poeta: nos trouxe das profundezas – de novo como um grande baudelairiano – as flores do nosso mal. Mas, que mal é esse? Para nós, é o mal das tormentas de um mundo em transformação e de almas despreparadas para viver esses abalos. Sua poesia revela as angústias de seres humanos abalados pela vertigem das transformações da sociedade e da cultura, recém expulsos do mundo tradicional e rural, e sendo lançados na mais atormentada modernização tardia – aquela do início da industrialização e urbanização alucinada do país, nos anos de 1920-30 – e de um mundo entre duas grande guerras fratricidas; como sabemos, tudo isso provocou transtornos profundos na nossa maneira de ver, sentir e pensar. O mundo social-histórico que serviu de moldura e contexto para sua poesia, atravessa transfigurado os versos e sonetos desse grande poeta brasileiro. Para compreender a força de sua literatura consideramos que é preciso compreender o mundo do qual o poeta tirou a matéria de sua grande arte. Aqui, seguimos caminho muito distinto daqueles que crêem no mito do ‘gênio artístico’, ou que professam o ‘new criticism’: idólatras do texto ‘sagrado’ (evangelismo exegético). Para nós, a metafísica de Dante Milano é ultra-materialista, isto é, avança sobre o real, ultrapassa a matéria e atinge o significado (as estruturas simbólicas), na sua intangibilidade mais profunda. É o método dos grandes, dos maiores, e também dos mais sinceros e verdadeiros artistas. Por isso, Dante Milano não é um poeta da metáfora fetichizada, mas da metonímia fetichizadora, o hermeneuta do feitiço literário e poético, que abalou as obviedades modistas e pseudo-novidadeiras dos modernistas. Essa ‘mágica’ milaniana foi apurada no tempo em que o poeta dirigiu o Museu da Polícia Civil do Rio de Janeiro e ali, possivelmente, compreendeu as forças mefistofélicas que toda grande arte possui.&lt;br /&gt;Destarte, é com maior satisfação que compartilhamos com Luiz de Almeida do esforço prazeroso de apresentar o poeta Dante Milano a todos que desejem conhecer um momento ímpar da poesia brasileira. Luiz de Almeida presta uma contribuição importante ao incluir em seu Blog, já consagrado, essa homenagem ao grande poeta carioca. Dante Milano, parece, agora se lança numa nova aventura póstuma, tão desejada: a consagração definitiva no panteão da arte literária brasileira.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;-x-x-x-x- &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;Atendendo assim aos objetivos propostos, na seqüência: uma síntese biográfica, depoimentos e quatro poemas. Inserimos alguns dados Culturais e Históricos nessa síntese apenas para facilitar e permitir ao leitor “posicionar” a vida e a obra de Dante Milano no período.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:180%;color:#ff0000;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;SÍNTESE BIOGRÁFICA (Cultural e Histórica)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 198px; DISPLAY: block; HEIGHT: 237px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5479822510535359426" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_Mmy749wfY0g/TAw9ijymO8I/AAAAAAAAApc/I1CWFVSNDxA/s320/dante_milano+retrato+de+portinari.jpg" /&gt; &lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Retrato de Dante Milano por Cândido Portinari&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;(*) Abreviaturas utilizadas na SÍNTESE BIOGRÁFICA: &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;MD&lt;/span&gt; (Dante Milano); &lt;span style="color:#000000;"&gt;MB&lt;/span&gt; (Manuel Bandeira); &lt;span style="color:#000000;"&gt;MA&lt;/span&gt; (Mário de Andrade); &lt;span style="color:#000000;"&gt;ABL&lt;/span&gt; (Academia Brasileira de Letras).&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#000000;"&gt;&lt;strong&gt;1899 &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;– &lt;span style="font-size:180%;"&gt;Dante Milano&lt;/span&gt;, poeta, nasce no Rio de Janeiro, Bairro São Cristovão, em 16 de junho, filho do maestro e violinista Nicolino Milano e de Corina Milano, professora de piano. O seu irmão Atílio Milano, nasceu no Rio de Janeiro, em 24 de maio de 1897, também foi poeta;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;1908 &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;– Morre Machado de Assis;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;1913 &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;– DM trabalhou como conferente de textos na Gazeta de Notícias (Rio de Janeiro). Foi também funcionário do Juizado de Menores, no Ministério da Justiça;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;1914 &lt;span style="color:#000000;"&gt;– Eclosão da Primeira Guerra Mundial;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;1917 – Brasil declara guerra à Alemanha. MA publica seu primeiro livro, Há uma Gota de Sangue em Cada Poema, sob o pseudônimo de Mário Sobral. MB publica o seu primeiro livro, A Cinza das Horas;&lt;br /&gt;1918 – Fim da Primeira Guerra Mundial;&lt;br /&gt;1919 – Cecília Meireles publica sua primeira obra, Espectros;&lt;br /&gt;1920 – &lt;span style="color:#3333ff;"&gt;DM publica seu primeiro poema, "Lágrima Negra", na revista carioca Selecta. (Ver poema abaixo, mantida a grafia original). Nesse ano, por influência de Álvaro Ribeiro Costa, trabalhou como Recenseador no Anuário Estatístico Brasileiro;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;LAGRYMA NEGRA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aperte fortemente a penna ingratta&lt;br /&gt;entre os dêdos nervosos e trementes,&lt;br /&gt;e os versos jórram, claros e estridentes,&lt;br /&gt;n'uma cascata, n'uma cataracta!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escrevo, e canto cânticos ardentes,&lt;br /&gt;enquanto dos meus olhos se desata&lt;br /&gt;uma fiada de lagrymas de prata&lt;br /&gt;como um collar de pérolas pendentes...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu canto o soffrimento, a ancia incontida&lt;br /&gt;de amor, que é a maior ancia desta vida,&lt;br /&gt;- vida a que a Humanidade se condemna!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E todo o meu sofrer, todo, se pinta&lt;br /&gt;n'este pingo de dor -- pingo de tinta,&lt;br /&gt;lagryma negra que me cáe da penna&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1921 &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;– DM trabalha como empregado na Contabilidade da Ilha das Cobras, no Rio de Janeiro, emprego que obteve através de influência de Olegário Mariano. Nesse ano iniciou seus trabalhos na Diretoria Geral de Estatística, no Ministério da Agricultura, Indústria e Comércio, onde permaneceu até 1924;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;1922 – Fevereiro: Acontece a Semana de Arte Moderna no Teatro Municipal de São Paulo;&lt;br /&gt;1924 &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;– DM inicia seus trabalhos na Diretoria de Obras no Arsenal da Marinha;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;1926 &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;– 29 de janeiro, MB em carta a MA solicita que envie exemplares do Losango Cáqui para DM. Assim escreveu MB: “(...). Peço que mande dois livros pra estas duas criaturas: Mlle. Joanita Blank – 66, Marienburg – NIMÈGUE HOLANDA – Dante Milano, Rua Piratiny, 55 RIO. Em ambos ponha uma palavrinha: a primeira é a minha discipulinha; o segundo é poeta, te provo mandando a deliciosa farra que ele fez pra mim” (4). 23 de março, MB escreve a MA: “Mário. Não gostei que o Dante tivesse dado o meu madrigal pra Germaninha. Isso me aporrinhou. Agora o mal está feito. Acabei uma carta assim. Depois vi que era um poema e mandei pro Dante com o título de “Madrigal monóstico em ritmo inumerável”. Por caçoada. Mas aquilo deve se chamar “Madrigal Engraçadinho”, não acha?” (5). 12 de abril, MB escreve a MA: “(...). Dante não recebeu o Losango. Minha discipulinha também não acusou recebimento. (...)” (6). 15 de abril, MB escrece a MA: “(...), de tarde fui me encontrar com o Dante pra irmos jantar com o Villa que eu imaginava ainda de cama cheio de ataduras e atamoles, e dei com ele de braço dado com Dante na Avenida. Fomos pra rua Didimo. Lá o Dante puxa um papelzinho do bolso como menino que mostrar ao outro uma bolinha de gude e lê esta coisa incrível de simplicidade (em nossa poesia só o “Minha terra tem palmeiras” pode encostar de longe).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SAUDADES DA MINHA VIDA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Saudades do tempo,&lt;br /&gt;Do tempo passado,&lt;br /&gt;O tempo feliz&lt;br /&gt;Que não volta mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Deus queira que um dia&lt;br /&gt;Eu encontre ainda&lt;br /&gt;Aquela inocência&lt;br /&gt;Feliz sem saber.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Mas hoje que eu sei&lt;br /&gt;De toda a verdade&lt;br /&gt;Já não acredito&lt;br /&gt;Na felicidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“E quando eu morrer,&lt;br /&gt;Então, outra vez,&lt;br /&gt;Pode ser que eu seja&lt;br /&gt;Feliz sem saber.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é sublime, Mário? (...)” (7). 18 de abril, MA escreve a MB: “Manu. Vivi o seu dia feliz. O poema do Dante é de Dante, um colosso. Parece mesmo certos passos da Vida nova que fossem traduzidos pro ritmo mais brasileiro, impetuoso dentro de muito carinho. É realmente uma maravilha. Não sei como é que o Dante não recebeu o meu livro com dedicatória. Tenho a certeza que mandei assim como mandei também pra aluninha de você. Vou mandar de novo dois exemplares pra você distribuir pra eles. O da Joaninha mando sem restrições. O do Dante não sei como é o Dante e me sinto um pouco fatigado você entregará pra ele se achar que é conveniente entregar, isto é, se existe pra mim a mesma correspondência que existe de mim pra ele, isto é compreensão e integração. Já me pesa dedicar livros pra pessoas em que não vou despertar nenhum eco de amizade e de carinho. De admiração e homenagem não careço, de amizade e carinho, são as únicas razões porque escrevo e aguento este tranco duro e compromido de minha vida literária. Aliás creio que você já deve ter reparado nisso. (...)” (8). 1º de maio, MB escreve a MA enviando o manuscrito “Cordão”, de DM: “(...). Mando-lhe o agradecimento de Dante pela oferta do seu livro. Ficou cheio de dedos pra lhe escrever. Creio que lhe quer bem. Bem – bem querer, não admiração, que de resto existe também. Pra você conhecê-lo melhor, mando-lhe o “Cordão” (devolva-me, não tenho cópia). (...)” (9). “Meio desajeitado, sem arriscar julgamento, Dante Milano agradece Losango cáqui: “[...]Muito obrigado pelo livro que você me mandou. Custou mais veio. Como você vê eu estou na situação difícil de te escrever uma carta em atenção à tua gentileza. O pior é que nesses momentos solenes em que tenho de mostrar que sou um rapaz distinto fico logo com vontade de dizer besteira, besteira pra burro, só pra aporrinhar e acabar logo duma vez com isso.// Os elogios ficam pra depois.// Desculpa essa mistura de tu e você. Foi assim que aprendi a falar.// Mário, esta carta é uma merda, mas é uma prova de amizade.” (27 abr., Arquivo MA, Série Correspondência). Em uma outra missiva, de 21 de Agosto de 1926, Dante Milano arriscará: “Tenho quase certeza que você é meu amigo.” (10). “Além do datiloscrito de “Cordão”, que MA manteve em sua posse, encontram-se ainda no Arquivo do escritor, outros dois poemas de Dante Milano “Pequena história de amor” e “Farra”, todos inéditos em livro. “Saudade da minha vida”, informado por Manuel Bandeira, na carta de 14 de abril de 1926, foi transcrito por MA e guardado em envelope, trazendo sobrescrito o nome do autor.” (11). 4 de julho, MA escreve a MB: “(...). Antes de mais nada: aí vai o “Pai-do-Mato” que você entregará pro Facó publicar no Globo. Prometi pra ele e cumpro a promessa. Ele também prometeu de me mandar uma reprodução do meu retrato tirado na redão. Cobre dele e me mande, faz favor. E ainda quero as direções do Ovalle e do Dante pra escrever agora pra eles. (...)// Não tenho saudades dos dias que passei no Rio porém guardo comoções fundas. Só tenho mesmo desejo de ter você mais perto de mim, o resto não, assim longe como está, está bem. No entanto é certo que sobretudo o Ovalle e o Dante fique gostando deles de verdade. (...) Não se esqueça de me mandar a direção do Ovalle e do Dante. Fiquei querendo bem eles até o fundo do coração” (12). 25 de julho, BA escreve a MA: “(...)// Manda pra mim a carta do Dante pois atualmente será mais fácil: a família dele mudou-se e não sei como é como não é. //Abraços” (13). Em 25 de Agosto, MB escreve a MA: “(...). Villa fez mais uma seresta sobre versos do Dante. Ficou uma delícia. (...)” (14);&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;1927 &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;– DM deixa a Diretoria de Obras no Arsenal da Marinha e inicia seus trabalhos na 2ª Vara de Órfãos e Sucessões, no Ministério de Justiça e Negócios Interiores. Pela influência de Aníbal Machado, inicia seus trabalhos no Juizado de Menores – Escrevente de Juramentado também no Ministério de Justiça e Negócios Interiores. 24 de abril, MB escreve a MA: “(...)// Li o Amar com delícia (...)//. Os exemplares que encontrei no Rio, entreguei-os ao Dante, que os leu logo e passou logo ao Ovalle. Dante gostou muito. (...)” (15);&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;1930 &lt;span style="color:#3333ff;"&gt;– DM inicia sua colaboração no suplemento "Autores e Livros", de "A Manhã" e do "Boletim de Ariel".&lt;/span&gt; Em outubro, Washington Luís é deposto e Getúlio Vargas ascende ao poder, onde ficará até 1945. MB publica Libertinagem. Drummond de Andrade estréia com Alguma Poesia;&lt;br /&gt;1931 &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;– 22 de maio, MB escreve a MA: “Rio de Janeiro, 22 de maio de 1931.// Mário. // Ontem tive ocasião de conhecer seu amigo Paulo Magalhães. Jantamos eu e Dante Milano com o Celso Antonio, que também mora na Pensão Monroe, e depois subimos ao quarto do Paulo onde ouvimos até dez e meia um despotismo de coisas belas na radiola. (...). Achei o Paulo simpático e o convidei a vir cá domingo com o Dante e o Celso Antonio. (...)” (16). Em 6 de julho, Bandeira escreve a Mário: “(...)// Ontem houve uma reunião aqui de amigos arranjada pela Elsie, que diz assim: “Domingo nós vamos aí, levamos uma ceia, vocês não têm trabalho nenhum, etc.” Que se há de fazer? E veio a Elsie, o Péret dizendo merde a todo instante, mme. Houston recém-separada do marido, Dante, Ovalle e Cícero Dias. //(...)” (17);&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;1932 – 9 de julho, em São Paulo, deflaga-se a Revolução Constitucionalista;&lt;br /&gt;1933 &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;– 16 de outubro, MB escreve a MA: “(...)// Hoje ou amanhã eu farei a entrega ao Dante do Remate. //(...)” (18);&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;1934 – Eleita a Assembléia Constituinte,&lt;br /&gt;1935 &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;– DM organiza a "Antologia dos Poetas Modernos", primeira antologia de poetas dessa fase publicada pela Editora Ariel;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;1936 &lt;span style="color:#3333ff;"&gt;– DM escreve: “Manuel Bandeira e a Vida”, em Homenagem a Manuel Bandeira, no Jornal do Comércio, Rio de Janeiro:- No Testamento de Pasárgada: antologia poética / Manuel Bandeira; seleção, organização e estudos críticos de Ivan Junqueira, Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1980 (Coleção Poiesis), na pág. 253, Junqueira descreve um breve trecho desse texto de DM: (...) -, Dante Milano, afirmou certa vez que esse era o “o segredo de Manuel, aquele menino, que supera todas as amarguras do seu espírito e da sua carne, e que dá saltos, cambalhotas, e enche de gritinhos e risinhos a sua poesia”;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;1937 – Dissolução do Congresso Brasileiro. Surge o Estado Novo;&lt;br /&gt;1938 – MA é afastado do Departamento de Cultura e muda-se para o Rio de Janeiro, retornando para a Paulicéia somente em 1940;&lt;br /&gt;1939 – Início da Segunda Guerra Mundial;&lt;br /&gt;1940 – MB é eleito para a ABL e é recebido pelo seu amigo Ribeiro Couto;&lt;br /&gt;1942 – O Brasil declara Guerra à Alemanha e aos seus aliados;&lt;br /&gt;1945 &lt;span style="color:#3333ff;"&gt;– DM passa a exercer seus trabalhos como Oficial no Gabinete do Chefe da Polícia do Distrito Federal - Ministério de Justiça e Negócios Interiores. Nesse mesmo ano inicia sua função de Diretor do Museu da Polícia Civil do Departamento de Segurança Pública do antigo Distrito Federal, do Ministério de Justiça e Negócios Interiores.&lt;/span&gt; Fim da Segunda Grande Guerra. Getúlio Vargas é deposto. Em São Paulo, morre MA;&lt;br /&gt;1947 &lt;span style="color:#3333ff;"&gt;– DM casa-se com Alda;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;1948 &lt;span style="color:#3333ff;"&gt;– DM publica seu primeiro livro, "Poesias", pela Editora José Olympio e recebe o Prêmio Felipe d'Oliveira de melhor livro de poesia do ano.&lt;/span&gt; Nesse mesmo ano MB reedita três livros: Poesias Completas; Poesias Escolhidas e Poemas Traduzidos e publica Mafuá do Malungo (impresso em Barcelona por João Cabral de Melo Neto);&lt;br /&gt;1950 &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;– No 6.º Volume do &lt;em&gt;Diário Crítico – 1948/1949&lt;/em&gt;, publicado pela Divisão do Arquivo Histórico de São Paulo – Vol. XXXVII da Coleção do Departamento de Cultura, nas páginas 214 a 219, Sérgio Milliet desenvolve texto crítico sobre a sensura do leigo à poesia moderna, onde insere comentários sobre DM e sua obra “Poesias”;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;1952 &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;– DM altera a denominação “Magia Negra”, para “Magia Afro-Brasileira”, no relatório do SPHAN (Serviço do Patrimônio Histório e Artístico Nacional). Sérgio Milliet publica o &lt;em&gt;Panorama da Moderna Poesia Brasileira&lt;/em&gt;, pelo Ministério da Educação e Saúde &amp;amp; Departamento da Imprensa Nacional, Rio de Janeiro, e nas páginas 78/79 insere breve ensaio sobre DM e sua obra “Poesias”, publicada em 1948 (No texto, Milliet comete um equívoco ao mencionar que essa obra fora publicada em 1949);&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;1953 &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;– DM publica nos Cadernos de Cultura do MEC, “Três Cantos do Inferno”, de Dante Alighieri, que trabalhou na tradução deste 1948. Em 15 de novembro, falece seu amigo Jorge de Lima, Poeta, romancista, ensaista e tradutor;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;1954 – Getúlio Vargas, eleito presidente em 1950, suicída-se;&lt;br /&gt;1955 &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;– 09 de setembro, morre seu grande amigo Jayme Ovalle. DM, após a morte de Ovalle escreve sobre o amigo: “Tudo o que fazia era prodigioso, mas se dava ao trabalho de realizar. Não podia, não havia tempo. (...) Do pouco que resta de sua passagem pela Terra, há um livro em inglês (The Foolish Bird), ditado em transe a uma amiga e secretária, e algumas músicas fugitivas e encantadas. E basta. Nem era preciso tanto. De tal homem bastava a presença”. (Transcrição parcial do livro Jayme Ovalle – O Santo Sujo, de Humberto Werneck, Editora Cosac Naify, 2008);&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;1956 &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;– DM aposenta-se no cargo de Diretor do Museu da Polícia Civil do Distrito Federal;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;1958 &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;– Reedição de “Poesias” com acréscimo de 21 textos inéditos, pela Agir;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;1959 &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;– 22 de abril, MB escreve um depoimento maravilhoso sobre o amigo Poeta DM: “De Dante Milano tenho até pudor de falar, tão fraternalmente me sinto ligado a ele, diretamente e pela lembrança de Jaime Ovalle. O único poeta brasileiro de quem se pode dizer: este leu Alighieri, este leu Petrarca. Por falar nisso, não sei por que não estão neste volume as traduções da Divina Comédia (se Milano tivesse vocação para o martírio e eu fosse Governo, encomendava ao poeta a tradução de todo o poema do xará florentino). Na poesia de Dante Milano toda tarde é a última tarde; todas as coisas se tornam mais verdadeiras”. Esse depoimento está publicado no livro &lt;em&gt;Andorinha, Andorinha&lt;/em&gt; – Edição Comemorativa do Centenário de Nascimento do Bardo (1886-1986), com Seleção e Coordenação de Textos de Carlos Drummond de Andrade, Editora José Olympio, Rio de Janeiro, 1986, p. 203, com o título “ESTE LEU ALIGHIERI – Dante Milano: Poemas”;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;1960 – Inauguração de Brasília, nova capital da República;&lt;br /&gt;1962 &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;– 06 de fevereiro, falece no Rio de Janeiro, seu amigo Cândido Portinari;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;1963 &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;– 30 de maio, morre em Paris, França, seu amigo jornalista, escritor, magistrado, diplomata, contista, romancista e poeta: Ribeiro Couto;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;1964 &lt;span style="color:#3333ff;"&gt;– DM aposenta-se do Ministério da Justiça e Segurança Pública do Rio de Janeiro.&lt;/span&gt; Dia 9 de novembro, Cecília Meireles falece no Rio de Janeiro. O Brasil passa a ser comandado pelo Regime Militar;&lt;br /&gt;1968 &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;– Dia 13 de outubro, às 12h:50min., morre no Hospital Samaritano, em Botafogo, Rio de Janeiro, seu amigo MB, sendo sepultado no Mausoléu da ABL, no Cemitério São João Batista;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;1971 &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;– Nova Reedição de “Poesias” pela Editora Sabiá, agora com a tradução da Divina Comédia de Dante Aliguieri;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;1979 &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;– Em 3ª Edição o livro “Poesias” ganhou textos em prosa e foi publicado pela Editora Civilização Brasileira &amp;amp; UERJ, com o título "Poesia e Prosa";&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;1987 &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;– Em 08 de Agosto, DM concede uma das raras entrevistas (era avesso a entrevistas e bajulações) a Denira Rozário, em Petrópolis. Segundo consta, Ivan Junqueira estava presente nessa entrevista. Nesse mesmo ano, André Andrias produz um vídeo sobre a obra de DM, intitulado “Tudo é Exílio”, com a participação de Ivan Junqueira;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;1988 &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;color:#3333ff;"&gt;&lt;strong&gt;– DM entrega para publicação pela Editora Boca da Noite seu último trabalho: "Poemas Traduzidos de Baudelaire e Mallarmé". Recebe o Prêmio Machado de Assis, concedido pela ABL pela edição do livro “Poesia e Prosa”. Por estar enfermo sua esposa Alda Milano foi representá-lo e receber a premiação;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;1991 – 15 de abril: Dante Milano falece em Petrólis, Rio de Janeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;DADOS PÓSTUMOS:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;1994 &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;– É reeditado “Poesias”, agora pela Editora Firmo, de Petrópolis – RJ;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;2004 &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;– A ABL lança “Obra reunida”, de DM, organizada e com estabelecimento de texto de: Sérgio Martagão Gesteira, que também procedeu ao estabelecimento do texto, e com uma acurada apresentação de Ivan Junqueira. O volume reúne toda a poesia milaniana, prosas, dois ensaios, algumas cartas, traduções, textos sobre literatura e uma bibliografia comentada;&lt;br /&gt;2009 – 02 de setembro, Ivan Junqueira, no Trianon da ABL, concede longa entrevista a Alexandre Corrêa: fala da vida e da obra do Poeta e amigo DM. Alexandre Corrêa publica pela EDUFMA, São Luis/MA – &lt;em&gt;“O Museu Mefistofélico e a distabuzação da magia: análise do tombamento do primeiro patrimônio etnográfico do Brasil”&lt;/em&gt; – trabalho final da pesquisa pós-doutoramento sobre os usos do conceito de patrimônio etnográfico no Brasil, através da análise do significado cultural da Coleção de Magia Negra da Polícia Civil do Rio de Janeiro, onde o autor buscou também analisar a biografia e a obra do poeta carioca, DM, diretor do Museu da Polícia Civil do antigo Distrito Federal, a partir de 1945.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;DEPOIMENTOS:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Alda Milano:&lt;/span&gt; “Dante nasceu em 16/6/1899, em São Cristóvão, que era o bairro do Imperador, filho de Nicolino Milano e de D. Corina Milano. Ela tocava muito bem piano, acompanhou o marido em diversos concertos. O pai de Dante viveu muitos anos na Europa, onde fez muito sucesso... Pois bem, Dante freqüentou Escola Pública e depois uma escola em Lins. Aí o Avô, que era dono de lojas de colchões, fornecedor do Imperador, ficou pobre, sofreu com dois incêndios. Naquela época, imagine. Nesse tempo, Dante já estava sem o pai, que viajara para a Europa, separado da mãe. Eles ficaram quase na miséria. Dante não pôde fazer ginásio, nada disso. Dante é um poeta nato, autodidata. Aprendeu o inglês, o francês, o italiano sozinho. Adolescente ele foi trabalhar no Jornal...”.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Alda Milano, 1955: (Neves, 1996, p. 74-5) &amp;amp; Corrêa. Alexandre Fernandes, O Museu Mefistofélico e a Distabuzação da Magia – Análise do Tombamento do Primeiro Patrimônio Etnográfico do Brasil, Ed. EDUFMA, São Luis/MA, 2009, rodapé p. 104).&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Silva Ramos:&lt;/span&gt; “Em 1948, depois do surgimento da 'Geração de 45', o ambiente era favorável à aceitação da poesia comedida, intemporal, ontológica de Dante Milano, e por isso mesmo o livro encontrou repercussão crítica e acolhimento entre todas as gerações modernistas, das mais velhas às mais novas. Não demonstrando influências em seus versos, a não ser eventual comunidade de pensamento ou situação com Manuel Bandeira; revelando por vezes senso plástico, como escultor que é; autor de poesia tecnicamente bem acabada e como que apta a resistir às investidas do tempo; sensual, de um sensualismo cinza e até meio cubista, às vezes; pessimista ou desencantado, Dante Milano, apesar da estréia tardia, é um dos poetas representativos de sua geração”.&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Ramos, Péricles Eugênio da Silva [1967]. Dante Milano. In: ___. Poesia moderna: antologia. p. 374.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Paulo Mendes Campos:&lt;/span&gt; “Trata-se essencialmente de um poeta antilírico. A palavra lirismo é equívoca e exige uma conceituação pessoal. André Gide afirmava que sem religião não poderia haver lirismo. Preferia eu dizer que sem o jogo-do-faz-de-conta, sem o sentimento ilusório de que a vida tem um sentido, não pode haver lirismo. Dante Milano é o poeta antipoético, o poeta do desespero. Também este, o desespero, pode ser lírico, mas não o desespero seco, sem lágrimas como um soluço. Em todos os poemas deste livro, encontramos o mesmo timbre árido: em vez de sonho, o pesadelo; em vez da fantasia, a angústia; em vez de amor, um arremedo de posse bruta. O próprio poeta se espantou há muitos anos, quando lhe disse, com admiração, que a sua poesia me parecia sinistra. Releio agora os poemas, procuro cuidadosamente uma fresta lírica, um respiradouro, e chego à antiga conclusão: esta poesia é sinistra, nua, desértica”.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Campos, Paulo Mendes [29 jan. 1972]. O antilirismo de um grande poeta brasileiro. In: Milano, Dante. Poesia e prosa. p. 345-346.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Davi Arrigucci Jr.:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt; “(...) como o amigo Bandeira, refletiu muito sobre a morte, casando o pensamento à forma enxuta de seus versos - lírica seca e meditativa, avessa ao fácil artifício, onde o ritmo interior persegue em poemas curtos, com justeza e sem alarde, o sentido. Uma forma de calada música, que imita, roçando o silêncio, o pensamento. Sua frase límpida e por vezes de sabor clássico, imune a cacoetes modernistas, se presta, porém, a um verso moderno, desinflado, apto para armar equações estranhas com a visão irônica de quem repensa o mundo ou os mundos (a vigília e o sonho; o passado e o presente; o inconsciente e a consciência), partindo da condição do exílio e de um senso lúcido e desencantado da desarmonia de tudo. Visão que o leva a imagens recorrentes de perplexidade de um ser desmemoriado, perdido de si mesmo, errante nas distâncias desproporcionadas de uma terra de ninguém”.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Arrigucci Jr., Davi [1991]. Dante Milano: a extinta música. Folha de S. Paulo, p.6, caderno 6.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#3333ff;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#3333ff;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;QUATRO POEMAS DE DANTE MILANO:&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;POEMA DO FALSO AMOR&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;O falso amor imita o verdadeiro&lt;br /&gt;Com tanta perfeição que a diferença&lt;br /&gt;Existente entre o falso e o verdadeiro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É nula. O falso amor é verdadeiro&lt;br /&gt;E o verdadeiro falso. A diferença&lt;br /&gt;Onde está? Qual dos dois é o verdadeiro?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se o verdadeiro amor pode ser falso&lt;br /&gt;E o falso ser o verdadeiro amor,&lt;br /&gt;Isto faz crer que todo amor é falso&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou crer que é verdadeiro todo amor.&lt;br /&gt;Ó verdadeiro Amor, pensam que és falso!&lt;br /&gt;Pensam que és verdadeiro, ó falso Amor!&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;SALMO PERDIDO&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Creio num deus moderno,&lt;br /&gt;Um deus sem piedade,&lt;br /&gt;Um deus moderno, deus de guerra e não de paz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deus dos que matam, não dos que morrem,&lt;br /&gt;Dos vitoriosos, não dos vencidos.&lt;br /&gt;Deus da glória profana e dos falsos profetas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mundo não é mais a paisagem antiga,&lt;br /&gt;A paisagem sagrada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cidades vertiginosas, edifícios a pique,&lt;br /&gt;Torres, pontes, mastros, luzes, fios, apitos, sinais.&lt;br /&gt;Sonhamos tanto que o mundo não nos reconhece mais,&lt;br /&gt;As aves, os montes, as nuvens não nos reconhecem mais,&lt;br /&gt;Deus não nos reconhece mais.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;TERRA DE NINGUÉM&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sala recende&lt;br /&gt;A terra molhada,&lt;br /&gt;A caule úmido e raiz apodrecida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As flores sobre o cadáver&lt;br /&gt;Contraem pétalas enregeladas.&lt;br /&gt;A figura de cera no caixão bordado&lt;br /&gt;Sorri como um cego sorri&lt;br /&gt;Com ar de náusea.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os convidados expandem uma tristeza festiva.&lt;br /&gt;O defunto recusa&lt;br /&gt;Qualquer comunicação com a humanidade&lt;br /&gt;Que lhe é de todo indiferente agora.&lt;br /&gt;(Ele que morreu "pela Causa" e recebe honras fúnebres.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em sua torre de marfim,&lt;br /&gt;Sob o céu absoluto da paisagem devastada,&lt;br /&gt;Reina, altivo. (Há coroas, há bandeiras na sala.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passante! descobre-te e não rias,&lt;br /&gt;Respeita a morte e o fedor se sua glória. &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;PIETÁ&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Essa mulher causa piedade&lt;br /&gt;Com o filho morto no regaço&lt;br /&gt;Como se ainda o embalasse.&lt;br /&gt;Não ergue os olhos para o céu&lt;br /&gt;À espera de algum milagre&lt;br /&gt;Mas baixa as pálpebras pesadas&lt;br /&gt;Sobre o adorado cadáver.&lt;br /&gt;Ressuscitá-lo ela não pode,&lt;br /&gt;Ressuscitá-lo ela não sabe.&lt;br /&gt;Curva-se toda sobre o filho&lt;br /&gt;Para no seu seio guardá-lo,&lt;br /&gt;Apertando-o contra o ventre&lt;br /&gt;Com dor maior que a do parto.&lt;br /&gt;Mãe, de Dor te vejo grávida,&lt;br /&gt;Oh, mãe do filho morto!&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;-x-x-x-x-&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;NOTAS (PARTE I):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;(1) Corrêa, Alexandre F. In. O Museu Mefistofélico e A Distabuzação da Magia – Análise do Tombamento do Primeiro Patrimônio Etnográfico do Brasil. E. EDUFMA, São Luis/MA, 2009, pp. 101/102.&lt;br /&gt;(2) Amauri M. Tonucci Sanchez, 1945 – Professor de Literatura Brasileira da USP/SP, crítico literário.&lt;br /&gt;(3) Segundo Péricles Ramos, essa inclusão se deu assim: “Em 1948, depois do surgimento da ‘Geração de 45’, o ambiente era favorável à aceitação da poesia comedida, intemporal, ontológica de Dante Milano, e por isso mesmo o livro encontrou repercussão crítica e acolhimento entre todas as gerações modernistas, das mais velhas às mais novas. Não demonstrando influências em seus versos, a não ser eventual comunidade de pensamento ou situação com Manuel Bandeira; revelando por vezes senso plástico, como escultor que é; autor de poesia tecnicamente bem acabada e como que apta a resistir às investidas do tempo; sensual, de um sensualismo cinza e até meio cubista, às vezes; pessimista ou desencantado, Dante Milano, apesar da estréia tardia, é um dos poetas representativos de sua geração [Ramos, 1967]”. Texto retirado do: Ver Nota (1), pp. 106/107.&lt;br /&gt;(4) Andrade, Mário de. e Bandeira, Manuel. Correspondência Mário de Andrade &amp;amp; Manuel Bandeira. Organização, introdução e notas Marcos Antonio de Moraes. 2ª ed. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 2001 [2000], p. 272.&lt;br /&gt;(5) _____________ - e Bandeira. Manuel. Correspondência Mário de Andrade &amp;amp; Manuel Bandeira. Organização, introdução e notas Marcos Antonio de Moraes. 2ª ed. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 2001 [2000], p. 280.&lt;br /&gt;(6) _____________ - Idem. P. 284.&lt;br /&gt;(7) _____________ - Idem. PP. 285/286. [Em Nota de Rodapé, n.º 41, p. 285: Com o título “Saudade do Tempo”, Dante Milano inclui estes versos, com variações, em Poesia (Rio de Janeiro, José Olímpio, 1948)].&lt;br /&gt;(8) _____________ - Idem. P. 286.&lt;br /&gt;(9) _____________ - Idem. P. 288.&lt;br /&gt;(10) ____________ - Idem. P. 289, em Nota de Rodapé, n.º 46.&lt;br /&gt;(11) ____________ - Idem. P. 289, em Nota de Rodapé, n.º 47.&lt;br /&gt;(12) ____________ - Idem. P. 298 e 300.&lt;br /&gt;(13) ____________ - Idem. P. 302.&lt;br /&gt;(14) ____________ - Idem. P. 304.&lt;br /&gt;(15) ____________ - Idem. P. 344.&lt;br /&gt;(16) ____________ - Idem. P. 507.&lt;br /&gt;(17) ____________ - Idem. P. 512.&lt;br /&gt;(18) ____________ - Idem. P. 569.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;FONTES PESQUISADAS (PARTE I):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;- Andrade, Mário de. e Bandeira, Manuel. Correspondência Mário de Andrade &amp;amp; Manuel Bandeira. Organização, introdução e notas Marcos Antonio de Moraes. 2ª ed. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 2001 [2000].&lt;br /&gt;– Corrêa, Alexandre F. In. O Museu Mefistofélico e A Distabuzação da Magia – Análise do Tombamento do Primeiro Patrimônio Etnográfico do Brasil. E. EDUFMA, São Luis/MA, 2009.&lt;br /&gt;- _________ . O Imaginário do Mal no Movimento Literário Brasileiro do Início do Século XX: contribuições teóricas e metodológicas preliminares – Texto produzido a partir dos resultados apresentados pelo Projeto de Pesquisa para Estágio de Pós-doutorado na Universidade do Estado do Rio de Janeiro. 2009/2010.&lt;br /&gt;- Machado, Márcia Regina Jaschke. Mestre em Literatura Brasileira (USP) e Doutoranda em Literatura Brasileira (USP), Professora de Estudos Literários na Unicentro, Paraná, Departamento de Letras. In. Cartas: Um Espaço de Reflexão Crítica no Modernismo Brasileiro, sd.&lt;br /&gt;- Santos Castino, Sonia Breitenwieser Alves dos. In. A Produção de Sentidos e a Palavra Poética em A Ponte, de Dante Milano. Sonia Santos Castino (Universidade de São Paulo – PG, CIP – Faculdade Cásper Líbero, Universidade Anhembi-Morumbi/SP).&lt;br /&gt;- Todos os mencionados no tópico NOTAS (PARTE I).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;NOTAS (PARTE II):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(1) “É o prazer de espantar e a satisfação orgulhosa de jamais se espantar” (Jamil A. Haddad in BAUDELAIRE, 1981, p. 26).&lt;br /&gt;(2) Castoriadis escreveu: “Um fantasma permanece um fantasma para uma psique singular; mas um artista, um poeta, um músico, um pintor, não produz fantasmas, ele cria obras, aquilo que sai da imaginação engendra, adquire uma existência real”, isto é, “social-histórica, utilizando uma quantidade imensurável de meios, de elementos – e, para começar, a linguagem –, que o artista jamais poderia criar sozinho” (2004, p. 169).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;REFERÊNCIAS (PARTE II):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;BAUDELAIRE, Charles. As flores do mal. São Paulo: Max Limonad, 1981.&lt;br /&gt;CASTORIADIS, Cornelius. Figuras do Pensável. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2004.&lt;br /&gt;MILANO, Dante. Poesia e prosa. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira: UERJ, 1979.&lt;br /&gt;________. Dante Milano: obra reunida. Rio de Janeiro: ABL, 2004.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;PEQUISAS NA INTERNET:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.speculum.art.br/"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;http://www.speculum.art.br&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.algumapoesia.com.br/poesia/poesianet034.htm"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;http://www.algumapoesia.com.br/poesia/poesianet034.htm&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://poemargens.blogspot.com/2007/07/dante-milano.html"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;http://poemargens.blogspot.com/2007/07/dante-milano.html&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.antoniomiranda.com.br/Brasilsempre/dante_milano.html"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;http://www.antoniomiranda.com.br/Brasilsempre/dante_milano.html&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://julianita.oliveira.blog.uol.com.br/"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;http://julianita.oliveira.blog.uol.com.br&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt; (Juliana Oliveira)&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Dante_Milano"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;http://pt.wikipedia.org/wiki/Dante_Milano&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Luiz de Almeida &amp;amp; Alexandre Corrêa&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Feeds para esta postagem:&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7714914913271307320-7678301952503337850?l=literalmeida.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://literalmeida.blogspot.com/feeds/7678301952503337850/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7714914913271307320&amp;postID=7678301952503337850&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7714914913271307320/posts/default/7678301952503337850'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7714914913271307320/posts/default/7678301952503337850'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://literalmeida.blogspot.com/2010/06/relatando-o-poeta-dante-milano.html' title='RELATANDO O POETA &quot;DANTE MILANO&quot;'/><author><name>LITERALMEIDA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11978644072596629149</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_Mmy749wfY0g/SR4QOHEhH-I/AAAAAAAAAd0/fN1618XZRVM/s1600-R/Nico.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_Mmy749wfY0g/TAw36o3KsDI/AAAAAAAAApU/6TlYxOJvav0/s72-c/dantemilano.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7714914913271307320.post-7588028569573880431</id><published>2010-05-30T19:20:00.004-03:00</published><updated>2010-05-30T19:58:22.494-03:00</updated><title type='text'>VIDEO SOBRE POEMA DO MÁRIO DE ANDRADE</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ff0000;"&gt;VÍDEO DO PORTAL "IG"&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 399px; DISPLAY: block; HEIGHT: 189px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5477198279640649266" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_Mmy749wfY0g/TALq0N5cjjI/AAAAAAAAAos/NDvPKqZKG5Q/s320/CASA+RUA+LOPES+CHAVES+E+PLACA+T%C3%9AMULO.jpg" /&gt; &lt;p align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Fotos: Casa do Mário de Andrade - Rua Lopes Chaves e Túmulo (parcial) &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;65 ANOS &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;SEM &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:180%;color:#3333ff;"&gt;MÁRIO DE ANDRADE&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Vídeo com a participação da Tele Ancona Lopes. &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Basta clicar no link abaixo:&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;a href="http://tvig.ig.com.br/222563/65-anos-sem-mario-de-andrade.htm"&gt;http://tvig.ig.com.br/222563/65-anos-sem-mario-de-andrade.htm&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Fonte: &lt;a href="http://tvig.ig.com.br/"&gt;http://tvig.ig.com.br&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Feeds para esta postagem:&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7714914913271307320-7588028569573880431?l=literalmeida.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://literalmeida.blogspot.com/feeds/7588028569573880431/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7714914913271307320&amp;postID=7588028569573880431&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7714914913271307320/posts/default/7588028569573880431'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7714914913271307320/posts/default/7588028569573880431'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://literalmeida.blogspot.com/2010/05/video-sobre-poema-do-mario-de-andrade.html' title='VIDEO SOBRE POEMA DO MÁRIO DE ANDRADE'/><author><name>LITERALMEIDA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11978644072596629149</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_Mmy749wfY0g/SR4QOHEhH-I/AAAAAAAAAd0/fN1618XZRVM/s1600-R/Nico.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_Mmy749wfY0g/TALq0N5cjjI/AAAAAAAAAos/NDvPKqZKG5Q/s72-c/CASA+RUA+LOPES+CHAVES+E+PLACA+T%C3%9AMULO.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7714914913271307320.post-4644479641538202067</id><published>2010-05-20T20:39:00.004-03:00</published><updated>2010-05-20T21:10:15.413-03:00</updated><title type='text'>"BRECHERET: MULHERES DE CORPO E ALMA" NO MuBE - SÃO PAULO</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_Mmy749wfY0g/S_XJalcuSFI/AAAAAAAAAoc/TKZx7Mgq2j8/s1600/brecheret+1.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 316px; DISPLAY: block; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5473502380705073234" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_Mmy749wfY0g/S_XJalcuSFI/AAAAAAAAAoc/TKZx7Mgq2j8/s320/brecheret+1.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ff0000;"&gt;“BRECHERET: MULHERES DE CORPO E ALMA” &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:180%;color:#ff0000;"&gt;NO MUSEU BRASILEIRO DA ESCULTURA&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;PERÍODO: 11 DE MAIO A 25 DE JULHO&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;O tema da mulher na arte de Victor Brecheret (1894-1955) ocupa uma posição importante e privilegiada. Com efeito, a figura feminina está presente na maior parte da sua extensa produção, que percorre quase quatro décadas.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;A mulher na arte de Brecheret provém da manifestação de arquétipos, na condição definida por C. G. Jung (1875-1961) como modelos do feminino inatos, que servem de matrizes para diferentes desenvolvimentos sensíveis e formais; como fontes últimas dos padrões emocionais de nossos pensamentos, sentimentos, instintos e comportamentos. É um tema recorrente, que vai e volta na trajetória do artista travestido de diferentes formas, materiais e atmosferas emocionais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A exposição Brecheret – Mulheres de Corpo e Alma quer apresentar o eterno feminino do artista, a sua arte relacionada à anima, o feminino que habita em todo homem e, portanto, no artista escultor, emergindo na sua psique, seus humores, sentimentos, intuições, receptividade ao não racional, à capacidade de amar, à sensibilidade à natureza. Não foi por acaso que Jung, em 1920, definiu a arte como “a expressão mais pura que há para a demonstração do inconsciente de cada um. É a liberdade de expressão, é sensibilidade, criatividade, é vida”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É importante ressaltar a linhagem escultórica de Brecheret, diferentemente dos escultores que desbastam a pedra no processo de talha direta para a realização de sua obra, como Michelangelo (1475-1564), que preconizava e definia como sendo a verdadeira escultura. Brecheret foi, acima de tudo, um escultor que agregava massa para modelar formas, um incansável modelador da greda, o barro úmido que, habilidosamente, constituía suas esculturas. Há um sentido fortemente feminino, o trabalhar com o barro, com a terra, símbolo direto da grande Mãe, que dá origem às criaturas. Ao mesmo tempo, Brecheret chamava suas esculturas como “suas filhas”, sentindo-se um taumaturgo, um pai criador de suas obras. Preferindo essa criação direta com o barro, Brecheret preocupava-se em dar uma tonalidade quente e singular a suas amadas terracotas e “filhas”. Com cuidado, as banhava com leitelho – soro de leite. Esse líquido esbranquiçado dava um brilho especial às terracotas, clareando as tonalidades, ao mesmo tempo em que os pequenos coágulos brancos se inseriam nas reentrâncias da peça, agregando maior luminosidade. É uma marca diferencial de suas terracotas.&lt;br /&gt;Tanto nas pequenas como nas grandes peças são predominantes os nus femininos, que são gerados pela modelagem da terra, argila úmida, material essencial na obra de Brecheret. A relação é direta com o simbolismo feminino da Terra, como grande Mãe, a deusa Gaia, Geia ou Gê, elemento primordial e latente de uma potencialidade geradora ilimitada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para melhor compreender a arte da escultura do mestre Brecheret, deve-se refletir sobre a verdadeira natureza da escultura. Bem diferente da bidimensionalidade da pintura, a escultura é já tridimensional, a sua função torna-se efetiva em termos de sensação de forma, de movimento para fora, de espaços abertos e fechados. A obra penetra espaços circundantes e compartilha os do próprio observador. Toda escultura estabelece um diálogo entre corpos extremamente forte; entre ela e quem a observa.&lt;br /&gt;A obra escultórica oferece uma oportunidade de contemplação, bem como de prazer sensível por sua presença física, no mesmo espaço do corpo físico do público. Por sua natureza, portanto, é uma arte que apela à sensibilidade e à sensualidade, porque desenvolve imediatos estímulos visuais em relação à forma, ao corpo, à textura, ao movimento no espaço. Usualmente, o caminhar em torno da obra cria novas sensações visuais, emocionais e sensíveis da forma, luz-cor e contemplação do significado. Essa volta em torno da obra gera experiências significativas, em que novas perspectivas aparecem ou a iluminação que escorre sobre os volumes se modifica, e alguma das formas encontra eco em nosso imaginário pessoal. Enfim, a escultura acaba por fascinar com esse jogo sensório de nuances estéticas e psicológicas.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;Curadoria: Daisy Peccinini&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Museu Brasileiro da Escultura&lt;br /&gt;Avenida Europa, 218 - São Paulo – Brasil.&lt;br /&gt;De terça a domingo das 10:00 as 19:00 hr.&lt;br /&gt;TELEFONE: 11 2594-2601&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;- &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="mailto:mube@mube.art.br"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:180%;"&gt;mube@mube.art.br&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:180%;"&gt;ENTRE NO SITE DO MuBE&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.mube.art.br/"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;http://www.mube.art.br/&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;FONTE: SITE DO MuBE&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Feeds para esta postagem:&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7714914913271307320-4644479641538202067?l=literalmeida.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://literalmeida.blogspot.com/feeds/4644479641538202067/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7714914913271307320&amp;postID=4644479641538202067&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7714914913271307320/posts/default/4644479641538202067'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7714914913271307320/posts/default/4644479641538202067'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://literalmeida.blogspot.com/2010/05/brecheret-mulheres-de-corpo-e-alma-no.html' title='&quot;BRECHERET: MULHERES DE CORPO E ALMA&quot; NO MuBE - SÃO PAULO'/><author><name>LITERALMEIDA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11978644072596629149</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_Mmy749wfY0g/SR4QOHEhH-I/AAAAAAAAAd0/fN1618XZRVM/s1600-R/Nico.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_Mmy749wfY0g/S_XJalcuSFI/AAAAAAAAAoc/TKZx7Mgq2j8/s72-c/brecheret+1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7714914913271307320.post-6192522909138286713</id><published>2010-05-08T00:18:00.000-03:00</published><updated>2010-05-08T00:19:25.015-03:00</updated><title type='text'>TARSILA DO AMARAL</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;embed src="http://widget-cc.slide.com/widgets/slideticker.swf" type="application/x-shockwave-flash" quality="high" scale="noscale" salign="l" wmode="transparent" flashvars="cy=bb&amp;amp;il=1&amp;amp;channel=2449958197323536076&amp;amp;site=widget-cc.slide.com" style="width:400px;height:400px" name="flashticker" align="middle"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;div style="width:400px;text-align:left;"&gt;&lt;a href="http://www.slide.com/pivot?cy=bb&amp;amp;at=un&amp;amp;id=2449958197323536076&amp;amp;map=1" target="_blank"&gt;&lt;img src="http://widget-cc.slide.com/p1/2449958197323536076/bb_t017_v000_s0un_f00/images/xslide1.gif" border="0" ismap="ismap" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://www.slide.com/pivot?cy=bb&amp;amp;at=un&amp;amp;id=2449958197323536076&amp;amp;map=2" target="_blank"&gt;&lt;img src="http://widget-cc.slide.com/p2/2449958197323536076/bb_t017_v000_s0un_f00/images/xslide2.gif" border="0" ismap="ismap" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://www.slide.com/pivot?cy=bb&amp;at=un&amp;id=2449958197323536076&amp;map=F" target="_blank"&gt;&lt;img src="http://widget-cc.slide.com/p4/2449958197323536076/bb_t017_v000_s0un_f00/images/xslide42.gif" border="0" ismap="ismap" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Feeds para esta postagem:&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7714914913271307320-6192522909138286713?l=literalmeida.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://literalmeida.blogspot.com/feeds/6192522909138286713/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7714914913271307320&amp;postID=6192522909138286713&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7714914913271307320/posts/default/6192522909138286713'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7714914913271307320/posts/default/6192522909138286713'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://literalmeida.blogspot.com/2010/05/tarsila-do-amaral.html' title='TARSILA DO AMARAL'/><author><name>LITERALMEIDA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11978644072596629149</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_Mmy749wfY0g/SR4QOHEhH-I/AAAAAAAAAd0/fN1618XZRVM/s1600-R/Nico.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7714914913271307320.post-5668273748501509135</id><published>2010-04-18T11:28:00.007-03:00</published><updated>2010-04-24T22:13:03.371-03:00</updated><title type='text'>MENOTTI DEL PICCHIA: INTERSECÇÃO ENTRE GUILHERME DE ALMEIDA E CECÍLIA MEIRELES</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ff0000;"&gt;A INTERSECÇÃO ENTRE:&lt;br /&gt;GUILHERME DE ALMEIDA E CECÍLIA MEIRELES&lt;br /&gt;POR&lt;br /&gt;MENOTTI DEL PICCHIA &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 446px; DISPLAY: block; HEIGHT: 212px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5461496006051255794" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_Mmy749wfY0g/S8shrmbmVfI/AAAAAAAAAoQ/RWwte6FgZLM/s320/guilherme+-+menotti+e+cec%C3%ADlia.jpg" /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Guilherme de Almeida - Menotti Del Picchia e Cecília Meireles&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;(Fotos Reprodução e Montagem em MGI)&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;color:#3333ff;"&gt;&lt;strong&gt;INTRODUÇÃO:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“Guilherme de Almeida e Cecília Meireles, exceleram. Não os chamo de Poetas, mas de Poesias”.&lt;br /&gt;(Luiz de Almeida)&lt;/em&gt; &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;A poesia abala o leitor, o analista e o crítico. A arte poética é, para uma considerável classe de indivíduos, principalmente neste nosso país ainda (não sei até quando) debilitado, melindroso e ignavo: incompreendida e desprestigiada. Esta incompreensão e desprestígio no âmago dos labirintos da literatura brasileira parecem ser, infelizmente, inerentes. Basta lembrarmos que até Getúlio Vargas é um dos imortais da Academia Brasileira de Letras, como também é José Sarney, não podemos esperar muita coisa. Se temos uma Academia, como bem me disse o amigo Lustato Tenterrara: “Afinal, quanto não perdeu a Academia por ter preterido por 3 vezes a condecoração em desfavor de Mario Quintana? (...). E o que fez Mario Quintana? Mandou a Academia às favas, ora bolas”. O mesmo fez Drummond. (Cito somente esses dois entre muitos outros) - então, também não podemos sonhar que os Poetas nacionais sejam turibulados por um universo de leitores, analistas e críticos, como merecem. Afinal, poucos são aqueles que conseguem “entender” o significado contido que medra de cada palavra ou de cada versículo de um poema, pois muitos não possuem perspicácia suficiente para discernir o significado subliminar existente. Aí alguém pergunta:&lt;br /&gt;- Quer dizer que poesia é para pessoas inteligentes?&lt;br /&gt;Responde-se:&lt;br /&gt;- Sim. Pelo menos um mínimo perspicacidade, pois os considerados portadores de ignobilidade não conseguem, cientificamente provado, discernir e vislumbrar o que está no contexto subliminar (Só a inteligência consegue decifrar o sublinear). E esse contexto subliminar é próprio somente da Arte da Escrita e das Artes Plásticas. Ambas apresentam “veredas” ocultas e imprevistas. A poesia, por sua vez, ganha vida, quando o Poeta consegue se anular completamente em detrimento da sua criação. O Poeta se suicida num isolamento cósmico e até místico para que a Poesia ganhe Vida. Na Vida da Poesia está, subliminarmente, embutida a Vida do Poeta e também a nossa. Precisamos é ter a capacidade da decifração.&lt;br /&gt;Muitos discordam. A maioria aprova. Outros não entendem o intuito desse discurso. Mas é verdadeiro e necessário. Quem bem explica isso é Tristão de Athayde, que também transmite o significado de forma subliminar. (1):&lt;br /&gt;- “A poesia só começa realmente a viver por si quando o poeta deixa de viver para si”. O que implica: se não conseguimos decifrar o que está embutido no âmago das palavras ou dos versos, não entendemos a Poesia, passamos a enquadrar o Poeta como um “escritorzinho” – ou seja, nos colocamos dentre os das camadas inferiores da cultura, da intelectualidade. Para não sermos taxados de elitistas, poderíamos dizer: estamos nos degraus mais baixos das camadas mais inferiores da capacidade de raciocinar. Nesta condição, não conseguimos fazer a intersecção entre o significado da palavra, do verso, do texto, do contexto, do autor. No mundo globalizado estaríamos enquadrados na camada dos que não conseguem “interagir”. Terrível isso. (Não sei o motivo que neste momento lembrei-me da pessoa do Presidente do Brasil... Meu Deus!).&lt;br /&gt;Todo esse discurso apenas para apresentar outro texto de “intersecção” entre dois Poetas: “Guilherme de Almeida e Cecília Meireles”, escrito por Menotti Del Picchia, que, ao lê-lo, leva o leitor, seja ele um simples amante da Arte Poética, um mestre, um escritor, um analista ou um crítico, ao orgasmo mental. Não existe e não existirá um desses que, ao terminar de ler o texto menottiano, não feche os olhos e deixe-se levar pela emoção e pela reflexão, afinal, são dois ícones da nossa Literatura que possuem um magnetismo fortíssimo e atraem superlativos incomparáveis: Guilherme de Almeida, moderníssimo, até mesmo quando freqüenta os gregos (como mencionou Milliet e leremos noutro parágrafo abaixo); Cecília Meireles, moderníssima, mesmo que proveniente do simbolismo do grupo de escritores católicos e por meio das revistas Árvore Nova, Terra do Sol e Festa. Guilherme de Almeida e Cecília Meireles são os dois únicos Poetas que conseguiram transitar no Modernismo sem sofrerem restrições, pois conseguiram parir poemas líricos e outros desligados dos cânones fixos, mantendo métrica e ritmo sem destoarem do tempo – motivo que a estética de ambos são ainda estudadas e discutidas. Guilherme de Almeida e Cecília Meireles: “Duas pessoas que foram atraídas pela solidão e se deixaram sucumbir pela Arte Poética para que a Poesia produzida tivesse mais Vida, e nunca se importaram com badalações pessoais. Para os dois, o dia a dia era Poesia, somente Poesia. Deixaram a vida pessoal ser deglutida pela Arte Poética, motivo que até hoje suas obras são lidas, analisadas, estudadas e criticadas, tirando o sono de muitos mestres e exegetas da Literatura Nacional e Universal”. E, encerrando essa simplória análise pessoal sobre Guilherme e Cecília, peço licença aos meus amigos leitores para cravar minha humilde opinião num comentário também simplório: “Guilherme de Almeida e Cecília Meireles, exceleram. Não os chamo de Poetas, mas de Poesias”.&lt;br /&gt;Quando há referências críticas e análises literárias, afirma-se, categoricamente, que: “o mais eficiente analista e crítico das obras de Guilherme de Almeida, sem dúvida nenhuma foi Sérgio Milliet”. E essa postura millietana não surgiu após a Semana de 22, quando Milliet ainda em França, já prestava aos versos guilherminos uma atenção toda especial. Como o texto que está exigindo esta longa introdução é sobre o livro Raça, do Guilherme de Almeida, ocasião em que Menotti Del Picchia faz a “intersecção” entre Guilherme e Cecília, para Sérgio Milliet, Raça foi o melhor livro e o mais lido de Guilherme de Almeida. No texto “Poesia” (2), Milliet, ao comentar o livro, demonstra todo seu carinho ao Príncipe dos Poetas:&lt;br /&gt;- “(...). Guilherme é moderno mesmo quando freqüenta os gregos. E, principalmente, ele é poeta. Mais do que qualquer outro de nós, ele é construtivo na sua poesia. É arquiteto. Oswald e Mário criam materiais. Guilherme constrói casas, palácios, catedrais. Este poema, Raça, é sua melhor realização. É a catedral, depois dos bangalôs de “Meu”. Tecnicamente, é soberbo”.&lt;br /&gt;No seu Diário Crítico, Vol. II (3), Milliet se desnuda ao comentar sobre Cecília Meireles, não diretamente utilizando os mesmos termos descritos no parágrafo anterior, quando analisa Guilherme de Almeida, por exemplo: “(...), ele é poeta”. A intersecção que Milliet faz com Cecília é similar e extremamente eloquente:&lt;br /&gt;- “(...). E Cecília Meireles, que é a própria poesia”.&lt;br /&gt;Mário de Andrade despiu-se da sua tecnicidade e se desmanchou de amor e, com palavras e frases repletas de carícias, declamou em carta datada de 13 de março de 1943, para a própria Cecília Meireles, o que significava para ele “Cecília Meireles”:&lt;br /&gt;- “(...). Não houve, não há nem pode haver outra Cecília Meireles neste mundo. Parece até absurdo que Você ignore um fenômeno lingüístico chamado homofonia! Imagino bem que ceciliameirelizem por aí algumas nuvens inconsistentes, mas Cecília Meireles só existe uma Só, capaz de abençoar a beleza e a felicidade de uma rosa. É Você, tem de ser Você, não pode ser sinão Você. Ora minha amiga Cecília Meireles, completa, integral e exclusivamente Rosa Cecília Meireles, pois será que a sua modéstia errada lhe tenha escurecido tanto a psicologia a ponto de Você não imaginar que eu não tivesse imaginado nos acasos burlescos da homofonia!!! Eu! Eu – mim que já me vi ladrão de canos de esgoto! Mas as homofonias e os cacófatos só existem nos cérebros plácidos dos ginasianos e dos acadêmicos. Só existe uma Rosa, só existe uma Cecília, só existe uma Meireles, é a Rosa Cecília Meireles, uma e trina em minha adoração afetuosíssima. A quem devo a mais, neste momento, um favor. (...)”. (4).&lt;br /&gt;Ainda ceciliameirelizando seria imperdoável não cravar uma afirmação de Amadeu Amaral (1875-1929):&lt;br /&gt;- “(...). Cecília Meireles trazia em si a massa de que se fazem os grandes poetas, (...)”. (5).&lt;br /&gt;Retomando:- Menotti Del Picchia (1892-1988), romancista, poeta, crítico, historiador, ensaísta, desenhista, pintor e escultor, não se furtou em tecer exaustivos comentários sobre a obra de Guilherme de Almeida. Foram companheiros que batalharam muito para a edificação do modernismo e também do pós-modernismo em São Paulo e no Brasil. Segundo vários especialistas do passado e do presente, colocam Menotti Del Picchia e Sérgio Milliet como dois dos maiores críticos e ensaístas do modernismo.&lt;br /&gt;A obra de Guilherme de Almeida fez com que o Príncipe do Poetas colecionasse analistas e críticos. Não foram somente Milliet e Menotti que analisaram e criticaram, por exemplo, o livro Raça. Outros, muitos outros, tais como: Mário de Andrade, Jamil Haddad, Afrânio Peixoto, Tristão de Athayde, Agrippino Grieco, Paulo Bonfim, Antonio Cândido, Frederico Ozanam Pessoa de Barros, Maria Thereza Cavalheiro, Suzi Frankl Sperber, José Antonio P. Ribeiro (apesar de correr o incrédulo e nefasto risco de ter esquecido alguns outros, fico com esses, os mais apaixonados), compuseram ensaios, artigos, críticas e depoimentos que até hoje deixam alucinados os pesquisadores, mestres e, principalmente, os seguidores e perseguidores do Príncipe dos Poetas. No entanto, resolvi postar aqui a crítica elaborada pelo Menotti, pois ele menciona Cecília Meireles – dando assim sequência na postagem deste blog (de 10 de Agosto de 2009):&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;em&gt;“A INTERSECÇÃO ENTRE: MÁRIO DE ANDRADE E CECÍLIA MEIRELES”, do Mário de Andrade:-&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;&lt;a href="http://literalmeida.blogspot.com/2009/08/mario-de-andrade-e-cecilia-meireles.html"&gt;http://literalmeida.blogspot.com/2009/08/mario-de-andrade-e-cecilia-meireles.html&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;No texto que segue, Menotti consegue comentar o livro “Raça” e dissertar, comparativamente, Guilherme de Almeida e Cecília Meireles, numa intersecção pura e sutil.&lt;br /&gt;Não é qualquer crítico, mesmo sendo um perito em Literatura, que consegue elaborar intersecção entre Poetas; afinal, não existiram e não existem críticos tão sabedores dessa metodologia quanto Mário de Andrade, Sérgio Milliet, Antonio Cândido, Amadeu Amaral, Menotti Del Picchia, por exemplo. Por assim ser, o Blog Retalhos do Modernismo tem no rol dos seus objetivos primeiros, tentar apresentar aos seus ilustres leitores, textos que contemplem: ineditismo, reflexão, conjuntura, reconceituação e crítica. E sem mais nada a dizer, eis o mencionado texto do Menotti, redigido conservando-se a ortografia original:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ff0000;"&gt;RAÇA&lt;br /&gt;(Menotti Del Picchia)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Guilherme de Almeida e Cecília Meireles foram dois marcos tipificadores da poesia brasileira desde o advento até êste crepúsculo do “modernismo”.&lt;br /&gt;Guilherme, o incomparável artífice do verso – divino órafo d’annunziano – fundio no mais puro outro da língua o milagre lírico dos seus poemas. Transferiu e adaptou, numa luminosa ascensão, sua erudita carga clássica às invenções dos tempos novos como um dos mais brilhantes líderes da “Semana de Arte Moderna”. Sem se deixar seduzir pelos excessos a que, aliás, com imaginação e audácia, se entregavam seus companheiros, conservou uma dignidade formal policiada e exata, espelhando e acompanhando as mutações do mundo exterior sem, contudo, desnaturar seu mundo. Neste se encerrou o artesão vigilante e sábio a incrustar, numa linguagem sempre antológica, sua visão da paisagem, suas emoções e seu pensamento.&lt;br /&gt;Nesse sentido foi, ao lado de Cecília Meireles – ela, porém, seu oposto – um dos maiores artistas da poética brasileira de todos os tempos. Cecília, realizando poesia pura, respirou a fluidez da sua forma na emoção do seu tempo. A espontaneidade da sua arte, isenta de qualquer estrutura que denunciasse seu noviciado numa escola, situa-a numa área lírica inédita e pessoal fundida na atmosfera do inefável. O universo da nossa história é visto, pelos dois grandes poetas – Romanceiro da Inconfidência, de Cecília, e Raça, de Guilherme – embora de igual altitude, com olhos e temperamentos diferentes. Cecília envolve o acontecimento numa ambiência de mágico lirismo. Guilherme, como um Rugendas, o recorta com forma, côr, movimento, tudo impregnado de alma.&lt;br /&gt;Em Raça, Guilherme atinge um dos supremos instantes da sua arte e da nossa poética. O sentido épico do poema – tôda a alvorada de uma nação na esfervilhante formação poligenética da “Raça” – salta, expresso com tanta core, tanta violência, tão crua nudez que os versos se corporificam, ofuscam nossos olhos com faíscas de luz, retumbam nos nossos ouvidos com vozes e clamores como se estivéssemos diante de um cinemático e sonoro mural: o mural da gênese da nossa Pátria. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;(Texto de apresentação de: Almeida, Guilherme de. Raça poema 2ª Ed. Livraria José Olympio Editora, Rio de Janeiro, 1972 – Coleção Sagarana, Vol. Nº 88).&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;NOTAS:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(1) Athayde, Tristão de. Brasileirismo: in O Jornal, Rio de Janeiro, edição de 26/2/1926;&lt;br /&gt;(2) Milliet, Sérgio. Poesia: in Terra Roxa, São Paulo, Ano I, Nº 1, de 20/1/1926;&lt;br /&gt;(3) _____, Sérgio. Diário Crítico, Vol. II – Editora Martins &amp;amp; Edusp, São Paulo – 2ª Edição, 1981, p. 23;&lt;br /&gt;(4) - Meireles, Cecília. Cecília e Mário – Editora Nova Fronteira, Rio de Janeiro – 1ª Edição, 1996, págs. 305/306;&lt;br /&gt;(5) – Góes, Fernando. Panorama da Poesia Brasileira – Vol. V – O Pré-Modernismo – Editora Civilização Brasileira S.A. Rio de Janeiro, Exemplar Nº 0766, 1960, p. 127.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;FONTES PESQUISADAS:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Almeida, Guilherme de. Raça – Livraria José Olympio Editora, Rio de Janeiro - 2ª Edição, 1972;&lt;br /&gt;- Barros, Frederico Ozanam Pessoa de. Guilherme de Almeida – Literatura Comentada, Editora Abril Cultural, São Paulo – 1ª Edição, 1982;&lt;br /&gt;- Bosi, Alfredo. História Concisa da Literatura Brasileira – Editora Cultrix, São Paulo – 3ª Edição, 1997;&lt;br /&gt;- Brito, Mário da Silva. Poesia do Modernismo – Editora Civilização Brasileira, Rio de Janeiro – 2ª Edição, 1968;&lt;br /&gt;- Candido, Antonio &amp;amp; Castello, José Aderaldo. Presença da Literatura Brasileira, Vol. III, Modernismo – Editora Difel, São Paulo/Rio de Janeiro – 7ª Edição, 1979;&lt;br /&gt;- Castello, José Geraldo. A Literatura Brasileira, Origens e Unidade – Vol. II – Edusp, São Paulo – 1ª Edição, 1ª Reimpressão, 2004;&lt;br /&gt;- Martins, Wilson. A Literatura Brasileira, Vol. VI – O Modernismo – Editora Cultrix, São Paulo – 1ª Edição, 1945;&lt;br /&gt;- Meireles, Cecília. Cecília e Mário – Editora Nova Fronteira, Rio de Janeiro – 1ª Edição, 1996;&lt;br /&gt;- Milliet, Sérgio. Diário Crítico, Volumes II e IV – Editora Martins &amp;amp; Edusp, São Paulo – 2ª Edição, 1981;&lt;br /&gt;- Ribeiro, José Antonio Pereira. Guilherme de Almeida, Poeta Modernista – Traço Editora, São Paulo – 1ª Edição, 1983;&lt;br /&gt;- Hugo, Estenssoro &amp;amp; Mindlin, José &amp;amp; Lamego,Valéria. In: A Lira do Modernismo – Ensaio para a Revista Bravo nº 50, Novembro de 2001, págs. 58/67 – Editora D’Avila Ltda., São Paulo.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;INFORMAÇÕES NECESSÁRIAS:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Introdução: Luiz de Almeida;&lt;br /&gt;2. Gravuras: Menotti Del Picchia, Guilherme de Almeida e Cecília Meireles (Google) – montagem MGI.jpg: Luiz de Almeida;&lt;br /&gt;3. Lapidação da Introdução e Montagem: Márcia de Oliveira (Professora de Literatura e Letras – Fortaleza, Ceará);&lt;br /&gt;4. Texto: Apostila “ESTUDOS SOBRE MENOTTI DEL PICCHIA” – Acervo da Biblioteca da Exposição RETALHOS DO MODERNISMO.&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;PROPAGANDA:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Assista vídeo do YouTube: "Entrelinhas: Casa Guilherme de Almeida" - &lt;a href="http://www.youtube.com/wach?v=lyKIjld44GU"&gt;http://www.youtube.com/wach?v=lyKIjld44GU&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-x-x-x-x-x-&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Feeds para esta postagem:&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7714914913271307320-5668273748501509135?l=literalmeida.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://literalmeida.blogspot.com/feeds/5668273748501509135/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7714914913271307320&amp;postID=5668273748501509135&amp;isPopup=true' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7714914913271307320/posts/default/5668273748501509135'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7714914913271307320/posts/default/5668273748501509135'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://literalmeida.blogspot.com/2010/04/menotti-del-picchia-interseccao-entre.html' title='MENOTTI DEL PICCHIA: INTERSECÇÃO ENTRE GUILHERME DE ALMEIDA E CECÍLIA MEIRELES'/><author><name>LITERALMEIDA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11978644072596629149</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_Mmy749wfY0g/SR4QOHEhH-I/AAAAAAAAAd0/fN1618XZRVM/s1600-R/Nico.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_Mmy749wfY0g/S8shrmbmVfI/AAAAAAAAAoQ/RWwte6FgZLM/s72-c/guilherme+-+menotti+e+cec%C3%ADlia.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7714914913271307320.post-7715573414478076701</id><published>2009-12-21T21:59:00.007-02:00</published><updated>2009-12-23T12:34:00.459-02:00</updated><title type='text'>O "PERU DE NATAL - MÁRIO DE ANDRADE" (ENCERRANDO 2009)</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;ENCERRANDO 2009&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#3333ff;"&gt;&lt;strong&gt;Luiz de Almeida&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;Esta é última postagem de 2009, ano especialíssimo para o Blog “&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;RETALHOS DO MODERNISMO&lt;/span&gt;”: Conseguiu cumprir com seus objetivos primeiros, recebeu o Certificado TopBlog na Área Cultura, mais de 74 mil visitas (até a data de hoje), continuou recebendo a adesão de vários mestres, professores, escritores e poetas: Francisco Alambert (Mestre e Escritor), Márcia Oliveira (Professora e Colaborada), Maria Thereza Cavalheiro (Advogada e Poeta), Urariano Mota (o Poeta de Recife que ressuscitou Soledad), Alexandre Fernandes Corrêa (Ensaísta dos melhores que despertou o Poeta Dante Milano), Edinilce Correa (Mestra da USP), Hercília Fernandes e Tânia Nascimento (Poetas), Lustato Tenterra e Lau Siqueira (Literatos especialíssimos), Antonie Chareyre (Editor francês que está sempre procurando divulgar os escritores brasileiros em França), Renato Baptista (Poeta da Casa da Poesia) e outros que mantiveram correspondência constante. Não posso deixar de mencionar o meu Amigo Mário Amado (Livreiro que sempre me manteve informado a respeito dos livros raros dos Modernistas). Não posso esquecer de mencionar todos aqueles que adicionaram o link do &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Retalhos do Modernismo&lt;/span&gt; em seus sites e blogs (Colaboração impagável) – como também os meus amigos que me honram sendo “seguidores” do Blog. Enfim, se fosse mencionar todos os nomes daqueles que passaram o ano me incentivando e colaborando com este blog, haja espaço para tantos nomes. Digo a todos, inclusive para aqueles que eu cometi o impropério de ter esquecido de mencionar: “Sem Vocês o &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Retalhos do Modernismo&lt;/span&gt; não conseguiria chegar até os dias atuais”.&lt;br /&gt;Sendo assim, para fechar em grande estilo, um texto que todos conhecem, mas que o &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;RETALHOS DO MODERNISMO&lt;/span&gt; ainda não postou: “PERU DE NATAL”, de Mário de Andrade. A ocasião é “divinamente divina” para a postagem: é Natal e Mário de Andrade é o responsável por ter iniciado minhas pesquisas e estudos sobre a Semana de Arte Moderna e o Modernismo Brasileiro – que acabou parindo a Exposição Retalhos do Modernismo, que gerou este blog.&lt;br /&gt;Concluo desejando a Todos os Especialíssimos Amigos do &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;RETALHOS DO MODERNISMO&lt;/span&gt;: um FELIZ NATAL e que 2010 seja “O Ano”. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;PERU DE NATAL&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Mário de Andrade&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 493px; DISPLAY: block; HEIGHT: 211px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5417845712227665426" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_Mmy749wfY0g/SzAN-GU0BhI/AAAAAAAAAnQ/h5wDB6B1k1Q/s320/FIGURA+PARA+O+PERU+DE+NATAL+DO+M%C3%81RIO.jpg" /&gt; &lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:100%;color:#000000;"&gt;&lt;em&gt;Foto reprodução&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O nosso primeiro Natal de família, depois da morte de meu pai acontecida cinco meses antes, foi de conseqüências decisivas para a felicidade familiar. Nós sempre fôramos familiarmente felizes, nesse sentido muito abstrato da felicidade: gente honesta, sem crimes, lar sem brigas internas nem graves dificuldades econômicas. Mas, devido principalmente à natureza cinzenta de meu pai, ser desprovido de qualquer lirismo, de uma exemplaridade incapaz, acolchoado no medíocre, sempre nos faltara aquele aproveitamento da vida, aquele gosto pelas felicidades materiais, um vinho bom, uma estação de águas, aquisição de geladeira, coisas assim. Meu pai fora de um bom errado, quase dramático, o puro-sangue dos desmancha-prazeres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Morreu meu pai, sentimos muito, etc. Quando chegamos nas proximidades do Natal, eu já estava que não podia mais pra afastar aquela memória obstruente do morto, que parecia ter sistematizado pra sempre a obrigação de uma lembrança dolorosa em cada almoço, em cada gesto mínimo da família. Uma vez que eu sugerira à mamãe a idéia dela ir ver uma fita no cinema, o que resultou foram lágrimas. Onde se viu ir ao cinema, de luto pesado! A dor já estava sendo cultivada pelas aparências, e eu, que sempre gostara apenas regularmente de meu pai, mais por instinto de filho que por espontaneidade de amor, me via a ponto de aborrecer o bom do morto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi decerto por isto que me nasceu, esta sim, espontaneamente, a idéia de fazer uma das minhas chamadas "loucuras". Essa fora aliás, e desde muito cedo, a minha esplêndida conquista contra o ambiente familiar. Desde cedinho, desde os tempos de ginásio, em que arranjava regularmente uma reprovação todos os anos; desde o beijo às escondidas, numa prima, aos dez anos, descoberto por Tia Velha, uma detestável de tia; e principalmente desde as lições que dei ou recebi, não sei, de uma criada de parentes: eu consegui no reformatório do lar e na vasta parentagem, a fama conciliatória de "louco". "É doido, coitado!" falavam. Meus pais falavam com certa tristeza condescendente, o resto da parentagem buscando exemplo para os filhos e provavelmente com aquele prazer dos que se convencem de alguma superioridade. Não tinham doidos entre os filhos. Pois foi o que me salvou, essa fama. Fiz tudo o que a vida me apresentou e o meu ser exigia para se realizar com integridade. E me deixaram fazer tudo, porque eu era doido, coitado. Resultou disso uma existência sem complexos, de que não posso me queixar um nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era costume sempre, na família, a ceia de Natal. Ceia reles, já se imagina: ceia tipo meu pai, castanhas, figos, passas, depois da Missa do Galo. Empanturrados de amêndoas e nozes (quanto discutimos os três manos por causa dos quebra-nozes...), empanturrados de castanhas e monotonias, a gente se abraçava e ia pra cama. Foi lembrando isso que arrebentei com uma das minhas "loucuras":&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Bom, no Natal, quero comer peru.&lt;br /&gt;Houve um desses espantos que ninguém não imagina. Logo minha tia solteirona e santa, que morava conosco, advertiu que não podíamos convidar ninguém por causa do luto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Mas quem falou de convidar ninguém! essa mania... Quando é que a gente já comeu peru em nossa vida! Peru aqui em casa é prato de festa, vem toda essa parentada do diabo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Meu filho, não fale assim...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Pois falo, pronto!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E descarreguei minha gelada indiferença pela nossa parentagem infinita, diz-que vinda de bandeirantes, que bem me importa! Era mesmo o momento pra desenvolver minha teoria de doido, coitado, não perdi a ocasião. Me deu de sopetão uma ternura imensa por mamãe e titia, minhas duas mães, três com minha irmã, as três mães que sempre me divinizaram a vida. Era sempre aquilo: vinha aniversário de alguém e só então faziam peru naquela casa. Peru era prato de festa: uma imundície de parentes já preparados pela tradição, invadiam a casa por causa do peru, das empadinhas e dos doces. Minhas três mães, três dias antes já não sabiam da vida senão trabalhar, trabalhar no preparo de doces e frios finíssimos de bem feitos, a parentagem devorava tudo e ainda levava embrulhinhos pros que não tinham podido vir. As minhas três mães mal podiam de exaustas. Do peru, só no enterro dos ossos, no dia seguinte, é que mamãe com titia ainda provavam num naco de perna, vago, escuro, perdido no arroz alvo. E isso mesmo era mamãe quem servia, catava tudo pro velho e pros filhos. Na verdade ninguém sabia de fato o que era peru em nossa casa, peru resto de festa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não, não se convidava ninguém, era um peru pra nós, cinco pessoas. E havia de ser com duas farofas, a gorda com os miúdos, e a seca, douradinha, com bastante manteiga. Queria o papo recheado só com a farofa gorda, em que havíamos de ajuntar ameixa preta, nozes e um cálice de xerez, como aprendera na casa da Rose, muito minha companheira. Está claro que omiti onde aprendera a receita, mas todos desconfiaram. E ficaram logo naquele ar de incenso assoprado, se não seria tentação do Dianho aproveitar receita tão gostosa. E cerveja bem gelada, eu garantia quase gritando. É certo que com meus "gostos", já bastante afinados fora do lar, pensei primeiro num vinho bom, completamente francês. Mas a ternura por mamãe venceu o doido, mamãe adorava cerveja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando acabei meus projetos, notei bem, todos estavam felicíssimos, num desejo danado de fazer aquela loucura em que eu estourara. Bem que sabiam, era loucura sim, mas todos se faziam imaginar que eu sozinho é que estava desejando muito aquilo e havia jeito fácil de empurrarem pra cima de mim a... culpa de seus desejos enormes. Sorriam se entreolhando, tímidos como pombas desgarradas, até que minha irmã resolveu o consentimento geral:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— É louco mesmo!...&lt;br /&gt;Comprou-se o peru, fez-se o peru, etc. E depois de uma Missa do Galo bem mal rezada, se deu o nosso mais maravilhoso Natal. Fora engraçado: assim que me lembrara de que finalmente ia fazer mamãe comer peru, não fizera outra coisa aqueles dias que pensar nela, sentir ternura por ela, amar minha velhinha adorada. E meus manos também, estavam no mesmo ritmo violento de amor, todos dominados pela felicidade nova que o peru vinha imprimindo na família. De modo que, ainda disfarçando as coisas, deixei muito sossegado que mamãe cortasse todo o peito do peru. Um momento aliás, ela parou, feito fatias um dos lados do peito da ave, não resistindo àquelas leis de economia que sempre a tinham entorpecido numa quase pobreza sem razão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Não senhora, corte inteiro! Só eu como tudo isso!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era mentira. O amor familiar estava por tal forma incandescente em mim, que até era capaz de comer pouco, só-pra que os outros quatro comessem demais. E o diapasão dos outros era o mesmo. Aquele peru comido a sós, redescobria em cada um o que a quotidianidade abafara por completo, amor, paixão de mãe, paixão de filhos. Deus me perdoe mas estou pensando em Jesus... Naquela casa de burgueses bem modestos, estava se realizando um milagre digno do Natal de um Deus. O peito do peru ficou inteiramente reduzido a fatias amplas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Eu que sirvo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"É louco, mesmo" pois por que havia de servir, se sempre mamãe servira naquela casa! Entre risos, os grandes pratos cheios foram passados pra mim e principiei uma distribuição heróica, enquanto mandava meu mano servir a cerveja. Tomei conta logo de um pedaço admirável da "casca", cheio de gordura e pus no prato. E depois vastas fatias brancas. A voz severizada de mamãe cortou o espaço angustiado com que todos aspiravam pela sua parte no peru:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Se lembre de seus manos, Juca!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando que ela havia de imaginar, a pobre! que aquele era o prato dela, da Mãe, da minha amiga maltratada, que sabia da Rose, que sabia meus crimes, a que eu só lembrava de comunicar o que fazia sofrer! O prato ficou sublime.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Mamãe, este é o da senhora! Não! não passe não!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi quando ela não pode mais com tanta comoção e principiou chorando. Minha tia também, logo percebendo que o novo prato sublime seria o dela, entrou no refrão das lágrimas. E minha irmã, que jamais viu lágrima sem abrir a torneirinha também, se esparramou no choro. Então principiei dizendo muitos desaforos pra não chorar também, tinha dezenove anos... Diabo de família besta que via peru e chorava! coisas assim. Todos se esforçavam por sorrir, mas agora é que a alegria se tornara impossível. É que o pranto evocara por associação a imagem indesejável de meu pai morto. Meu pai, com sua figura cinzenta, vinha pra sempre estragar nosso Natal, fiquei danado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, principiou-se a comer em silêncio, lutuosos, e o peru estava perfeito. A carne mansa, de um tecido muito tênue boiava fagueira entre os sabores das farofas e do presunto, de vez em quando ferida, inquietada e redesejada, pela intervenção mais violenta da ameixa preta e o estorvo petulante dos pedacinhos de noz. Mas papai sentado ali, gigantesco, incompleto, uma censura, uma chaga, uma incapacidade. E o peru, estava tão gostoso, mamãe por fim sabendo que peru era manjar mesmo digno do Jesusinho nascido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Principiou uma luta baixa entre o peru e o vulto de papai. Imaginei que gabar o peru era fortalecê-lo na luta, e, está claro, eu tomara decididamente o partido do peru. Mas os defuntos têm meios visguentos, muito hipócritas de vencer: nem bem gabei o peru que a imagem de papai cresceu vitoriosa, insuportavelmente obstruidora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Só falta seu pai...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu nem comia, nem podia mais gostar daquele peru perfeito, tanto que me interessava aquela luta entre os dois mortos. Cheguei a odiar papai. E nem sei que inspiração genial, de repente me tornou hipócrita e político. Naquele instante que hoje me parece decisivo da nossa família, tomei aparentemente o partido de meu pai. Fingi, triste:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— É mesmo... Mas papai, que queria tanto bem a gente, que morreu de tanto trabalhar pra nós, papai lá no céu há de estar contente... (hesitei, mas resolvi não mencionar mais o peru) contente de ver nós todos reunidos em família.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E todos principiaram muito calmos, falando de papai. A imagem dele foi diminuindo, diminuindo e virou uma estrelinha brilhante do céu. Agora todos comiam o peru com sensualidade, porque papai fora muito bom, sempre se sacrificara tanto por nós, fora um santo que "vocês, meus filhos, nunca poderão pagar o que devem a seu pai", um santo. Papai virara santo, uma contemplação agradável, uma inestorvável estrelinha do céu. Não prejudicava mais ninguém, puro objeto de contemplação suave. O único morto ali era o peru, dominador, completamente vitorioso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha mãe, minha tia, nós, todos alagados de felicidade. Ia escrever «felicidade gustativa», mas não era só isso não. Era uma felicidade maiúscula, um amor de todos, um esquecimento de outros parentescos distraidores do grande amor familiar. E foi, sei que foi aquele primeiro peru comido no recesso da família, o início de um amor novo, reacomodado, mais completo, mais rico e inventivo, mais complacente e cuidadoso de si. Nasceu de então uma felicidade familiar pra nós que, não sou exclusivista, alguns a terão assim grande, porém mais intensa que a nossa me é impossível conceber.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mamãe comeu tanto peru que um momento imaginei, aquilo podia lhe fazer mal. Mas logo pensei: ah, que faça! mesmo que ela morra, mas pelo menos que uma vez na vida coma peru de verdade!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A tamanha falta de egoísmo me transportara o nosso infinito amor... Depois vieram umas uvas leves e uns doces, que lá na minha terra levam o nome de "bem-casados". Mas nem mesmo este nome perigoso se associou à lembrança de meu pai, que o peru já convertera em dignidade, em coisa certa, em culto puro de contemplação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Levantamos. Eram quase duas horas, todos alegres, bambeados por duas garrafas de cerveja. Todos iam deitar, dormir ou mexer na cama, pouco importa, porque é bom uma insônia feliz. O diabo é que a Rose, católica antes de ser Rose, prometera me esperar com uma champanha. Pra poder sair, menti, falei que ia a uma festa de amigo, beijei mamãe e pisquei pra ela, modo de contar onde é que ia e fazê-la sofrer seu bocado. As outras duas mulheres beijei sem piscar. E agora, Rose!...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;color:#ff0000;"&gt;&lt;div align="center"&gt;(Versão definitiva, agosto, 1938-1942).&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;-x-x-x-x-x-x-x-&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;FONTE:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Andrade, Mário de. Contos Novos. Obras Completas de Mário de Andrade, Vol. XVII. Livraria Martins Editora S. A. – São Paulo, 1956 - pp. 95-103.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na Sequência:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Anexo: Análises do texto. &lt;span style="color:#3333ff;"&gt;(*)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;(*)&lt;em&gt; O Anexo não foi postado por ser muito extenso. Quem tiver interesse nas Análises do Texto “Peru de Natal”, basta enviar solicitação através de um dos endereços eletrônicos (E-mail) “literalmeida” indicados neste blog no “Escreva para nós”, logo abaixo da Relação dos Seguidores. &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Feeds para esta postagem:&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7714914913271307320-7715573414478076701?l=literalmeida.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://literalmeida.blogspot.com/feeds/7715573414478076701/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7714914913271307320&amp;postID=7715573414478076701&amp;isPopup=true' title='15 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7714914913271307320/posts/default/7715573414478076701'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7714914913271307320/posts/default/7715573414478076701'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://literalmeida.blogspot.com/2009/12/o-peru-de-natal-mario-de-andrade.html' title='O &quot;PERU DE NATAL - MÁRIO DE ANDRADE&quot; (ENCERRANDO 2009)'/><author><name>LITERALMEIDA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11978644072596629149</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_Mmy749wfY0g/SR4QOHEhH-I/AAAAAAAAAd0/fN1618XZRVM/s1600-R/Nico.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_Mmy749wfY0g/SzAN-GU0BhI/AAAAAAAAAnQ/h5wDB6B1k1Q/s72-c/FIGURA+PARA+O+PERU+DE+NATAL+DO+M%C3%81RIO.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>15</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7714914913271307320.post-2180170512238624680</id><published>2009-12-16T21:00:00.003-02:00</published><updated>2009-12-16T21:26:13.832-02:00</updated><title type='text'>GUILHERME DE ALMEIDA ESCREVE EUCLIDES DA CUNHA</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;A PAINEIRA DE &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;EUCLIDES DE CUNHA&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Autor: Guilherme de Almeida, em 1946. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 377px; DISPLAY: block; HEIGHT: 249px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5415973273532980690" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_Mmy749wfY0g/Sylm_0nxXdI/AAAAAAAAAnA/LNHzsL8Cql0/s320/GUILHERME+E+EUCLIDES.jpg" /&gt; &lt;p align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Foto reprodução de Guilherme de Almeida e Euclides da Cunha&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;&lt;strong&gt;PREFAÇÃO INEXCEDÍVEL (&lt;em&gt;Luiz de Almeida&lt;/em&gt;)&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#3333ff;"&gt;Dia 18 de Dezembro de 1906, Euclides da Cunha tomava posse da Cadeira n.º 7 da Academia Brasileira de Letras, sucedendo Valentim Magalhães e foi recebido pelo Acadêmico Sílvio Romero: faz 103 anos. Em 1906, Guilherme de Almeida tinha apenas 16 anos e cursava o 5º ano no Ginásio Nossa Senhora do Carmo, dos Irmãos Maristas, em São Paulo.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#3333ff;"&gt;No dia 15 de Agosto de 1909, no Rio de Janeiro, Euclides foi assassinado pelo amante de sua esposa Ana, Dilermando de Assis. Nesse mesmo ano Guilherme de Almeida, sob o pseudônimo de “Guedal”, via seu primeiro poema publicado: “&lt;em&gt;O Eucalyptus&lt;/em&gt;”, no periódico “&lt;em&gt;11 de Agosto&lt;/em&gt;” da Faculdade de Direito de S. Paulo. Esse poema é uma exaltação condoreira à árvore que dera nova fisionomia à paisagem caipira das cidades onde passou sua infância: Campinas, Rio Claro, Limeira e Araras. Coincidência ou não, quando das comemorações do 37º aniversário da morte de Euclides da Cunha, em 1946, denominada “&lt;em&gt;Semana Euclideana&lt;/em&gt;”, Guilherme de Almeida, que já residia na Casa da Colina, Rua Macapá – São Paulo, iniciava a sua colaboração no &lt;em&gt;Diário de S. Paulo&lt;/em&gt;, com crônicas intituladas: “&lt;em&gt;Ontem, Hoje e Amanhã&lt;/em&gt;”. E foi nesse jornal que Guilherme publica a crônica com o título: “&lt;em&gt;A PAINEIRA DE EUCLIDES&lt;/em&gt;”. Guilherme de Almeida volta escrever sobre a árvore, agora, uma determina e exclusiva árvore: “a paineira”, de Euclides da Cunha. Essa crônica foi também editada no livro: “COMEMORAÇÕES EUCLEDEANAS em S. JOSÉ DO RIO PARDO”, Editado pelo Departamento Estadual de Informações, em 1946, impresso na &lt;em&gt;Indústria Gráfica José Magalhães Ltda, São Paulo&lt;/em&gt;. E foi nesse livro que encontrei a referida crônica que descrevo na seqüência: “não para lembrar o aniversário da morte do Euclides da Cunha, mas em comemoração aos 103 anos, neste 18 de Dezembro de 2009, da posse do autor de &lt;em&gt;Os Sertões&lt;/em&gt; na Academia Brasileira de Letras”.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#3333ff;"&gt;Como é do conhecimento de todos, a Academia tem atualmente muitos imortais ilustres (Ivan Junqueira, Alfredo Bosi, Cony, Suassuma, João Ubaldo, Ligia Fagundes Telles, por exemplo) e outros nem tanto. Também já teve outros “nem tanto”, como também teve outros “ilustríssimos” imortalizados - e que não foram escolhidos por serem diplomatas, políticos ou indicados por políticos ou por partidos políticos. Eram literatos de verdade. (Não vou nem tocar no assunto dos grandes literatos esquecidos e injustiçados que não foram nem indicados). Só para relembrar (que tristeza!): a mesma Academia do Machado de Assis que imortalizou, por exemplo: Cassiano Ricardo, Menotti Del Picchia, Cyro dos Anjos, Guimarães Rosa, Manuel Bandeira, João Cabral de Melo Neto, José Lins do Rego, Ribeiro Couto, Celso Furtado, Antonio Callado (acho que está boa essa relação, apesar de que eu gostaria de mencionar muitos outros), também imortalizou: Getulio Vargas, Marco Maciel e um, Meu Deus, vive aprontando em Brasília: José Sarney. É isso mesmo, José Sarney. É. Acho melhor não continuar, pois iniciei este prefácio falando dos Ilustríssimos Acadêmicos: “Euclides de Cunha” e “Guilherme de Almeida” e termino desastrosa e melancolicamente mencionando Getulio, Maciel e Sarney. Peço desculpas ao amigo leitor.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#3333ff;"&gt;No entanto, o mais importante é a crônica do Guilherme de Almeida. Como sempre, os textos &lt;em&gt;guilherminos&lt;/em&gt; (já encontrei quem prefere dizer: &lt;em&gt;guilherminianos&lt;/em&gt;) fazem com que o leitor chegue ao êxtase, pois são todos suculentos, de forma e contexto insuperáveis, divinos, eternos. E, para não desfigurar a crônica, foi conservada a ortografia original, que é um dos objetivos do “&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;RETALHOS DO MODERNISMO&lt;/span&gt;”: conforme as possibilidades, apresentar os textos inéditos sem desfigurá-los. Sendo assim:&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#3333ff;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;A PAINEIRA DE EUCLIDES&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Guilherme de Almeida&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 312px; DISPLAY: block; HEIGHT: 340px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5415973504756781922" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_Mmy749wfY0g/SylnNR_0k2I/AAAAAAAAAnI/obelgD-m-iw/s320/a+cabana+de+euclides0001.jpg" /&gt;&lt;em&gt;Reprodução do livro: Comemorações Euclideanas em S. José do Rio Pardo - Edição do Departamento Estadual de Informações - São Paulo, 1946 - p. 83.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Sol – céu limpo – 37.º aniversario da morte de Euclides da Cunha: o dia é oiro sobre azul tarjado de luto.&lt;br /&gt;É a coroação da Semana Euclideana.&lt;br /&gt;Vou pela rua regada, que leva à ponte. Desço os degraus altos de tijolo, até a margem ajardinada, mansa e verde na frescura das sombras. O rio corre espumado pelas pedras pretas e cortado de yoles que remam braços morenos folgando no feriado. Nos bancos, ao longo da beira folhuda, os pares de amor olham, perdidos, o liquido chamalote do remanso. Pela ponte, entre a cidade de terracota e o Cristo Redentor de cimento claro, passa o brilho de metal e verniz de um auto silencioso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quietude.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atrás da redoma religiosa que guarda a reliquia – o santuario de concreto e vidro, emborcado sobre o sagrado barraco de zinco e sarrafos – uma velha paineira braceja. Já estoiram os gomos das suas cápsulas, soltando ao ar d’oirado o vôo nupcial dos flocos alvos e leves. Chego-me bem ao seu tronco exageradamente grosso, emergindo, atlético, dos tentáculos do forte sistema radicular do polvo. E olho para cima. Não é um tronco de árvore: é um tronco humano. Uma cariátide hercule a que se alça, rigorosamente anatômica, em músculos distendidos; e, lá do alto, contra todas as leis vegetais, baixa de-repente sobre a cabana histórica os seus braços olímpicos empolados de bíceps brutos de bronze.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquelas outras paineiras, ali em-cima, à esquerda da ponte, são árvores. Esta, aqui em-baixo, é gente. Aquelas, vegetais, sobem pedindo bênçãos; esta, humana, baixa abençoando...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No seu simbólico e estupendo antropomorfismo, a predestinada paineira de Euclides é um encontro de dois dentre os três reinos da natureza. À sua sombra, um quarto reino se perpetrou: o espiritual.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;FONTE:&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- Comemorações Euclideanas em S. José do Rio Pardo – Edição do Departamento Estadual de Informações, São Paulo, 1946 – pp. 23/27. Texto original: editado no Diário de S. Paulo.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Feeds para esta postagem:&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7714914913271307320-2180170512238624680?l=literalmeida.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://literalmeida.blogspot.com/feeds/2180170512238624680/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7714914913271307320&amp;postID=2180170512238624680&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7714914913271307320/posts/default/2180170512238624680'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7714914913271307320/posts/default/2180170512238624680'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://literalmeida.blogspot.com/2009/12/guilherme-de-almeida-escreve-euclides.html' title='GUILHERME DE ALMEIDA ESCREVE EUCLIDES DA CUNHA'/><author><name>LITERALMEIDA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11978644072596629149</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_Mmy749wfY0g/SR4QOHEhH-I/AAAAAAAAAd0/fN1618XZRVM/s1600-R/Nico.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_Mmy749wfY0g/Sylm_0nxXdI/AAAAAAAAAnA/LNHzsL8Cql0/s72-c/GUILHERME+E+EUCLIDES.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7714914913271307320.post-6359523401350225455</id><published>2009-08-10T19:00:00.005-03:00</published><updated>2009-08-10T19:26:39.158-03:00</updated><title type='text'>MÁRIO DE ANDRADE E CECÍLIA MEIRELES</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ff0000;"&gt;A INTERSECÇÃO ENTRE:&lt;br /&gt;MÁRIO DE ANDRADE&lt;br /&gt;E&lt;br /&gt;CECÍLIA MEIRELES&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 224px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5368458804850561282" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_Mmy749wfY0g/SoCY1vZvkQI/AAAAAAAAAmI/AxSboHemMpg/s320/mario+e+cec%C3%ADlia+juntos+para+o+blog.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;INTRODUÇÃO&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;color:#3333ff;"&gt;Cecília Meireles nasceu em 1901, 7 anos após o nascimento de Mário de Andrade e 7 anos antes da morte de Machado de Assis. E que significado tem isso? Que interesse tem essa diferença de períodos entre o nascimento da nossa maravilhosa poeta Cecília Meireles com o do macunaímico Mário de Andrade e a morte do nosso poeta maior Machado de Assis? Não sei, mas achei por bem iniciar este tópico com esse “interessante” (será?) e coincidente período ou fato de 7 anos, também pela relevância do número 7.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;color:#3333ff;"&gt;Esses períodos que se distam podem não ter importância nenhuma caso analisarmos pela ótica utópica das coincidências. Não sou hermeneuta. Quanto às diversas teorias e polêmicas a respeito da numerologia, não me apetecem – apesar dos meus estudos incompletos e um pouco de instrução recebidos quando dos quatro primeiros anos de Teologia. O simbolismo dos números na Bíblia instiga qualquer crente ou incrédulo. Diz-se, por exemplo, que o número 7 (sete) é considerado universalmente como dotado de especial significação. (O populacho diz ser o 7 “conta de mentiroso”). Buscando nas minhas apostilas de Pré-Teologia, encontrei: O número 7, em hebraico, é usado para promessa e juramento, formado da raiz SHB’ (= 7) e pode referir-se a uma cerimônia de juramento não mencionada. (Não entendi nada). Continua: “Maria Madalena era possessa de 7 demônios (Lc 8,2); No caso hipotético dos saduceus, eles apresentaram um homem que tinha casado com 7 viúvas (Mt 22,25ss); (...); Há 7 dias da semana (Gn 2,2); O diálogo sobre o perdão mostra um uso particular do número 7: Pedro pergunta se deve perdoar seu irmão 7 vezes (Mt 8,21-22; Lc 17,4) e Jesus responde que ele deve perdoar 70 x 7. Esse uso indica que o número 7 significa certa “plenitude”. Não podemos esquecer também que o 7 aparece, para desespero de muitos, por todo o Livro do Apocalipse: 7 igrejas, 7 espíritos, 7 lâmpadas, 7 selos, 7 anjos, 7 trombetas, 7 cabeças do dragão, 7 chifres da besta, 7 pragas, 7 taças (será que deixei algum 7 de fora?) – mas tudo isso mostra a idéia de “plenitude” ou de totalidade, onde exatamente quero chegar, ou seja: voltar ao primeiro parágrafo desta introdução.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;color:#3333ff;"&gt;Buscando o significado de “plenitude” no Aurélio: (Substantivo feminino) – 1. Qualidade ou estado de pleno. Temos que buscar o significado de “pleno”:- (Adjetivo) – 1. Cheio, repleto; 2. Completo, inteiro, absoluto; 3. Perfeito, acabado; (...).&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;color:#3333ff;"&gt;Creio que não necessitaria ter perdido tempo para dissertar sobre o número 7, mas, coincidência, heresia, numerologia, teologia e outras “ias”, Cecília Meireles, independente de todos os dissabores que passou na vida, tornou-se como pessoa e poeta (não tem como dissociar): “plena, completa, inteira, absoluta, perfeita, acabada” – literariamente alcançou a “plenitude”, tal como Mário e Machado (sem esquecermos ou desprezarmos Guilherme de Almeida, Cassiano Ricardo, Menotti Del Picchia, Manuel Bandeira, Drummond de Andrade, Murilo Mendes e outros poetas modernistas brasileiros). E em tudo que está relacionado com “plenitude” há intersecção. Se pedirmos qual é a intersecção entre Machado, Mário e Cecília para um numerólogo, ele fará a contagem das letras dos nomes mais peculiares dos três literatos, ou seja: Machado de Assis = (14 letras), Mário de Andrade = (14 letras), Cecília Meireles = (15 letras), totalizando 43 letras. Continuando o cálculo: 43 (4 + 3 = 7) – sem considerar que Machado tem 7 letras, Andrade tem 7 letras e Cecília tem 7 letras. (Loucura? Coincidência? Superstição?). &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;color:#3333ff;"&gt;Colocando os pés no chão e as mãos no teclado, parto agora para o desfecho desta introdução (deixando o Machado de Assis para outra oportunidade), atentando-me apenas para a “intersecção” entre Mário de Andrade e Cecília Meireles, não esquecendo que essa “intersecção é fruto da “plenitude”, e, por serem os dois literariamente “plenos”, foi exatamente por isso que Cecília Meireles e Mário de Andrade se cruzaram. Poucos sabem, mas esses dois “plenos” tiveram um relacionamento de amizade, admiração e respeito, que renderam cartas, depoimentos, análises e dedicatórias, revelando verdadeira “empatia que nutriam um pelo outro”, como bem afirmou Carlos Haag, em matéria no Caderno 2 do O Estado de S. Paulo, em novembro de 1996. Eu ainda não consegui o “Cecília e Mário” (Editora Nova Fronteira), livro que Haag assim definiu: “traz à luz todo o encanto da relação epistolar ‘pouco te vi, sempre te amei’ e crítica entre Cecília Meireles e Mário de Andrade”. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;color:#3333ff;"&gt;Concluo assim a introdução indo ao objetivo primeiro que é o de deixar cravado neste blog um texto de autoria do Mário de Andrade acariciando literariamente Cecília Meireles. Esse texto foi editado no "&lt;em&gt;O Empalhador de Passarinho"&lt;/em&gt; (Obras Completas de Mário de Andrade, Vol. 20 – Crítica, São Paulo, Martins Editora, 1955). Esse mesmo texto foi deixado por Mário de Andrade na Academia Paulista de Letras (ou com alguém da Academia), que o editou em 12 de Setembro de 1946, na edição da Revista daquela Academia, de N.º 35, pp. 45 a 50, cujo título é: “CECILIA E A POESIA” – (como segue, conservada a ortografia original). &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;color:#3333ff;"&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ff0000;"&gt;CECILIA E A POESIA&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#000000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Mário de Andrade.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;color:#ff0000;"&gt;Eu acuso Cecília Meireles de várias culpas contra a poesia. E nem me parece duvidoso que a maior destas culpas seja ter ela se candidatado a um prêmio da Academia. Que estranha volúpia, muito feminina, de perder, a teria levado a essa aventura?... E disso lhe aconteceu a outra culpa não menor de conquistar o prêmio!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como esclarecer tais incontinências de psicologia e de cultura social? Antes de mais nada, não se pense que sou exatamente contra a Academia, embora por muitos lados a considere perniciosa e pouco fecunda; mas a respeito de Arte, Poesia, Cultura, como no epigrama de Ronald de Carvalho, a Academia não é boa nem é má; é indiferente. Ora, apesar dessa indiferença ou, quem sabe, se por causa dela mesma, todos nós, extra-acadêmicos, mantemos secretamente uma secreta, não sei se ternura ou esperança por êsse hospital da parlapatice, onde se pratica diariamente, “in anima nobile”, a experiência do medalhão.&lt;br /&gt;A Academia é um mal necessário, embora fenômeno de cultura social, devesse ser um necessário bem. Cecília Meireles talvez coincida comigo nesta pequena ternura pela Academia. E terá querido por isso elevar a coletividade acadêmica (note-se que me refiro à coletividade acadêmica, pois que separadamente até existem bons escritores lá dentro), Cecília Meireles terá querido ternamente elevar a coletividade acadêmica, sacrificando a si mesma para ser premiada pela Academia. E eis-nos diante da madrigalesca lição da maior... “sinuca” literária dêstes últimos meses: a Academia acaba de ser premiada por ter concedido um prêmio à poetisa Cecília Meireles!&lt;br /&gt;Com efeito, êste prêmio significa que pelo menos uma vez a coletividade acadêmica, não sei se por mêdo de reagir ou se por inteligência, mas reconhecedora de poesia, de Cassiano Ricardo, conseguiu descobrir fora do seu cultivado jardim, na floresta maldita das estéticas, uma das raras grutas azuis onde a poesia mais profunda mora, mas, irra! O que é poesia? “Ah! Não me pergunteis por que padeço”!...&lt;br /&gt;Não saberei dizer o que é poesia, mas desde pouco um dos mais admiráveis poemas de Cecília Meireles me chama os ouvidos. É um poema duro, rijo, em que certas frases muito sêcas batem com uma firmeza clássica de pedra, entre frases emolientes, cheias dessa sensibilidade sensual, que faz nascer o adjetivo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#993300;"&gt;Alta noite, o pobre animal aparece no morro em silêncio,&lt;br /&gt;O capim se inclina entre os errantes vagalumes.&lt;br /&gt;Pequenas asas de perfumes saem das coisas invisíveis.&lt;br /&gt;No chão branco de lua, êle prega e desprega as patas com sombra.&lt;br /&gt;Prega, desprega e para:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- deve ser água o que brilha em estrêlas na terra plácida?&lt;br /&gt;- serão jóias perdidas que a lua apanha em sua mão?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah!... não é isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E alta noite, pelo morro em silêncio, desce o pobre animal sòzinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em cima vai ficando o céu. Tão grande! Claro. Liso.&lt;br /&gt;Ao longe, desponta o mar, depois das areias espêssas.&lt;br /&gt;As casas fechadas esfriam. Esfriam as fôlhas das árvores.&lt;br /&gt;As pedras estão como muitos mortos – ao lado um do outro, mas estranhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E êle para e vira a cabeça. E mira com seus olhos de homem.&lt;br /&gt;Não é nada disso, porém...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alta noite, diante do oceano, senta-se o animal em silêncio.&lt;br /&gt;Balançam-se as ondas negras. As cores do farol se alternam.&lt;br /&gt;Não existe horizonte. A água se acaba em tênue espuma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é isso! Não é isso!&lt;br /&gt;Não é a água perdida a luz andante, a areia exposta...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o animal se levanta, e ergue a cabeça, e late, e late...&lt;br /&gt;E o éco responde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sua orelha estremece. Seu coração se derrama na noite.&lt;br /&gt;Ah! – Para aquêle lado apressa o passo, em busca do éco.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis o que me sôa como definição do mais íntimo sentido de poesia. A nossa grande poetisa busca penetrar os arcanos do simples animal, o “pobre animal”, que depois das obrigações fisiológicas do seu dia, aparece alta noite no morro em silêncio. Quem já observou, por acaso, um pobre animal num dêstes momentos de gratuidade, sabe como êle é prodigiosamente dramático. Dir-se-ia, com efeito, que êle procura e, ao mesmo tempo, se desinteressa de procurar alguma coisa a mais, algum sentido para si mesmo. A sua inquietação é apenas um dos momentos de sensibilidade dessa insuportável vagueza, dessa inexplicável involução do sêr e da vida, apenas terrestremente concebido. Cecília Meireles, pela sua fôrça lírica de conhecimento, ainda unifica nisso os homens aos irracionais, naquela pincelada firme em que indica que o animal “mira com seus olhos de homem”. Não diz “com olhos de homem” o que seria apenas uma comparação, mas “seus” olhos de homem, com excelente felicidade expressiva nos identificando a todos, nessa mesma tristeza de buscar um éco, um sentido, uma identidade maior. Mas, por outro lado, com uma escolha inventiva extraordinária, ela caracterizou o trágico da nossa insolubilidade, transpondo uma observação comesinha, sublimando-a numa síntese nova, e iluminando o seu valor de drama, por conservá-lo no mutismo trágico, no mistério dessa alma irracional, apenas. “Não é isso! Não é isso!”, ficamos sabendo que essa incógnita infeliz não achou o seu sentido, nem encontrou a sua correspondência. E então, tràgicamente, lhe nasce a reação que é de todos nós, o clamor, e êle late e late. “O éco responde. Sensualizado, cheio de esperança e de amor, sua orelha estremece. “Seu coração se derrama na noite. Ah! – Para aquêle lado apressa o passo, em busca do éco”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Creio não ser difícil penetrar o esplêndido valor dramático e o que há de terrível definição nesta legítima obra-prima. O pobre animal clama e lhe respondem, quem? Apenas um fenômeno acústico, diriam os raciocinantes sistemáticos aplicadores das relações de causa e efeito. Mas estamos em poesia: aquêle éco, aquêle fenômeno acústico... Quem criou isso? quem permitiu a existência do éco? Quem responde? Será Deus? Um mistério, uma insatisfação terrestre... Será apenas a natureza? Em que o animal já por todo o poema não achou sua correspondência... Ou será êle mesmo quem se respondeu? Pois que a voz é dêle e, neste caso, êle só achará a sua correspondência em si mesmo? Mas então nós sabemos que se trata apenas de um éco, e o pobre animal jamais que o achará, nem achará portanto o seu sentido ou o sentido da vida...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora, os leitores que ainda me restarem, por certo já perceberam onde eu quis conduzir, e onde, em que gruta mora, de preferência, para mim, a verdadeira poesia. Positivamente, eu estou divagando cá com minhas caraminholas e não tenho elementos para saber até que ponto o que “revivi” neste poema admirável, aí foi pôsto por Cecília Meireles. Ou quem sabe mesmo se o sentido do poema é totalmente outro? Camilo Saint-Saenz conta que um dia, tendo lido numa revista um soneto de Mallarmé, se aplicou com todo o carinho em lhe descobrir o sentido. Afinal, custosamente, julgou perceber alguma coisa, e na primeira vez em que se encontrou com o poeta, chamou-o de parte e lhe contou a interpretação, perguntando se estava certa. Mallarmé confessou que não fôra aquêle o sentido que tivera na criação do soneto, mas como considerava melhor que o seu próprio, o sentido que Saint-Saenz lhe dera, o adotava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há muito de blague nesta resposta de Mallarmé, mas a anedota nos reintegra no sentido mais interior e essencial da poesia – uma arte que se lida necessàriamente com palavras que são o seu material, por outro lado, prescinde aquilo para o que a palavra foi criada: o raciocínio lógico, a concatenação de idéias, a formação de juízos e consequente conclusão. Que tudo isso é o domínio da prosa. A poesia é também, pois que o seu material é a palavra, (elemento em que se move a inteligência consciente) a poesia é também um processo de conhecimento. Ela, porém, se coloca no pólo oposto à êsse outro processo verbal de conhecimento que é a ciência, a qual se utiliza da prosa. E, nesse sentido, a própria prosa de romance ou conto é ainda manifestação “científica”, isto é, uma coisa que nos deixa cientes, processo lógico, descrevedor, concatenado e conclusivo de conhecimento. Mas não quero me perder. A poesia com a ciência são os dois processos verbais de conhecimento. O que os distingue essencialmente é que a poesia é uma intuição, ao passo que a ciência (ou a prosa, se quiserem) é uma dedução. Como dedução, a ciência tem que ser fatalmente lógica, ao passo que como intuição, a poesia prescinde da lógica. Galileu, murmurando o “Eppur si muove!” ainda não estava ou já não estava mais no domínio da ciência, mas no da poesia. Porém, nos raciocínios, nas concatenações de idéias, nas conclusões anteriores e posteriores a êsse momento de intuição, êle pisava terreno de ciência e dêle tirou uma lei útil para a prática da vida. Se tivesse ficado apenas no seu clamor, como qualquer criança que grite “Mamãe, o lampião está mexendo!”, êle teria se confinado ao mundo da poesia. E se penetrarmos agora nesse ambiente da criança ou do homem paralogísticos, imediatamente perceberemos que multidão de interpretações fecundas e fantasmáticas tiraremos dessa frase de poesia, mundo em que se interpenetram imagens, idéias, juízos, sensações, movimentos físicos, rítmicos e dinâmicos do sêr completo, não apenas do sêr inteligente, consciente, mas integral com tôdas as milionárias cooparticipações da vida, do eu e do não-eu. E agora não pararemos mais, porque essa integridade é de uma prodigiosa riqueza geratriz, e para cada indivíduo é uma unidade irredutível, incomparável, inadaptável a leis gerais, é o seu mundo. Poderemos, e poderemos em vão, analisar e sentir a criança que exclamou. Na verdade, estaremos nos analisando e sentindo a nós mesmos, e adquirindo um conhecimento amplo, misterioso, entranhado e, ao mesmo tempo, luminosíssimo, que estoura em nós com verdade, o divinatório, o divino da revelação: “Tanto era bela no seu rosto a morte!”; “Isso é amor, e dêsse amor se morre”; “As armas e os barões assinalados”...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim, pude retirar do poema de Cecília Meireles, o meu poema, a minha intuição, o que para mim foi uma definição nova de certo momento irracional, que eu já observara, mas ainda não sentira, não “conhecera” poèticamente, no seu poder de comparação, de experiência, de simbologia no bom sentido da palavra. Sentimento profundo, definição reveladora, que só pude ter na graça da poesia, e pela fôrça criadora de Cecília Meireles.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;______________________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;NOTAS:&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;1. Cecília Meireles recebeu da Academia Brasileira de Letras, em 1938, o Prêmio de Poesia Olavo Bilac, pelo seu livro Viagem, editado em 1939;&lt;br /&gt;2. Em 1965, é agraciada com o Prêmio Machado de Assis, “post mortem”, pelo conjunto de sua obra, concedido pela Academia Brasileira de Letras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;FONTES PESQUISADAS:&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;1. Andrade, Mário de. &lt;em&gt;O Empalhador de Passarinho&lt;/em&gt;. 3. Ed. São Paulo: Martins Editora; Brasília, INL, 1972;&lt;br /&gt;2. _______, Mário de. Cecilia e a Poesia. &lt;em&gt;Revista da Academia Paulista de Letras&lt;/em&gt;, São Paulo: Ano IX - Edição n.º 35, 12 de Setembro de 1946 – p. 45/50;&lt;br /&gt;3. Haag, Carlos. Feminino Plural. &lt;em&gt;O Estado de S. Paulo&lt;/em&gt;, Caderno 2, São Paulo, 16 de Novembro de 1996;&lt;br /&gt;4. Literatura Comentada. &lt;em&gt;Cecília Meireles&lt;/em&gt;. 1. Ed. São Paulo: Abril Cultural, 1982;&lt;br /&gt;5. Literatura Comentada. &lt;em&gt;Mário de Andrade&lt;/em&gt;. 1. Ed. São Paulo: Abril Cultural, 1982.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;INFORMAÇÕES NECESSÁRIAS:&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Introdução: Luiz de Almeida;&lt;br /&gt;2. Gravura: Mário de Andrade e Cecília Meireles (Google) – montagem MGI.jpg: Luiz de Almeida;&lt;br /&gt;3. Lapidação da Introdução e Montagem: Márcia de Oliveira (Professora de Literatura e Letras – Fortaleza, Ceará);&lt;br /&gt;4. Texto da Apostila: “Mário de Andrade – Estudos VI” – Acervo da Biblioteca da Exposição Retalhos do Modernismo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Feeds para esta postagem:&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7714914913271307320-6359523401350225455?l=literalmeida.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://literalmeida.blogspot.com/feeds/6359523401350225455/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7714914913271307320&amp;postID=6359523401350225455&amp;isPopup=true' title='17 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7714914913271307320/posts/default/6359523401350225455'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7714914913271307320/posts/default/6359523401350225455'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://literalmeida.blogspot.com/2009/08/mario-de-andrade-e-cecilia-meireles.html' title='MÁRIO DE ANDRADE E CECÍLIA MEIRELES'/><author><name>LITERALMEIDA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11978644072596629149</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_Mmy749wfY0g/SR4QOHEhH-I/AAAAAAAAAd0/fN1618XZRVM/s1600-R/Nico.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_Mmy749wfY0g/SoCY1vZvkQI/AAAAAAAAAmI/AxSboHemMpg/s72-c/mario+e+cec%C3%ADlia+juntos+para+o+blog.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>17</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7714914913271307320.post-6320201027266468462</id><published>2009-07-30T20:52:00.004-03:00</published><updated>2009-07-30T21:25:23.894-03:00</updated><title type='text'>GUILHERME DE ALMEIDA E O DISCURSO À BEIRA DE UM BERÇO</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#000000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#000000;"&gt;GUILHERME DE ALMEIDA &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#000000;"&gt;ENCERRA O MÊS DE JULHO &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;COM DISCURSO&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#3333ff;"&gt;Este será o último texto do &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Guilherme de Almeida&lt;/span&gt; a ser postado neste mês de Julho. No primeiro texto neste mês, mencionei que “Julho” era o mês especial para exaltarmos o Príncipe dos Poetas Brasileiros. Mas não consegui postar toda matéria que havia planejado. Faltou-me tempo.&lt;br /&gt;A postagem que segue é um texto puramente reflexivo. Cenas similares são comuns nos tempos atuais. Homens e Mulheres, ao vivenciarem o nascimento do primogênito ou do décimo, décimo quinto, décimo... filho, e, ao admirarem o resultado da obra, promovem verdadeiras obras oratórias, outras verdadeiras discurseiras (estas, certamente, induzidas pela emoção da chegada do novo e amado ser). Eu mesmo fui um desses que deixei cravado um poema quando do nascimento dos meus dois últimos filhos, onde o primeiro nasceu, segundo o pediatra, 22 segundos antes do segundo. E, por já ser pai de duas meninas, quando nasceram os dois “machos”, na plenitude da minha “inexperiência” e juventude, aventurei escrever os versos de “Noviços”:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#993300;"&gt;NOVIÇOS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;(Aos: Erik e Wellington)&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trajem sempre a farda de militante&lt;br /&gt;e construam a barreira da reluta.&lt;br /&gt;Procurem pela sementeira gestante&lt;br /&gt;e desengajem qualquer idéia recruta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Expressem as diretrizes da liberdade&lt;br /&gt;e divulguem o cunho da inovação.&lt;br /&gt;Dilacerem a idéia de prosperidade&lt;br /&gt;e delineiem o caminho da salvação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Arrebatem: os meninos e os marginais&lt;br /&gt;e os puros e os impuros e os ancestrais&lt;br /&gt;e os sábios e os poetas e os cardeais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, como um exército, de verdade,&lt;br /&gt;caminhem destruindo a contrariedade&lt;br /&gt;e apregoem o regime único da liberdade.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;E, com o passar dos anos, 23, percebo hoje que versejei imaturamente, pois nenhum dos dois seguiram o meu desejo paterno daquela época... Graças a Deus.&lt;br /&gt;Bem, o que importa aqui é a beleza misturada com a sabedoria do Poeta &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Guilherme de Almeida&lt;/span&gt; ao redigir o texto “Discurso à beira de um berço”. Mencionei no início que o texto do &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Guilherme de Almeida&lt;/span&gt; a ser postado era puramente reflexivo. E não é somente isso. Ele traz em algumas palavras e em todas as frases, algo de sublime, de místico, de angelical, que interfere diretamente nas nossas vidas (pelo menos na futura atitude que se espera do descendente parido). O que vem de &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Guilherme de Almeida&lt;/span&gt; não nos possibilita a criação de nenhuma definição clássica. Ele não permite ficarmos deduzindo e procurando estilos, estéticas e conceitos. O Poeta apenas nos conduz a uma leitura galante, onde: refletimos e deixamos que as palavras e frases penetrem no âmago do nosso ser permitindo parir: lembranças, sonhos, lágrimas, sorrisos, deduções e deliberações.&lt;br /&gt;Eis o texto, onde foi conservada a ortografia original.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#3333ff;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;(Luiz de Almeida)&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;-x-x-x-x-&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;DISCURSO À BEIRA DE UM BERÇO&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;em&gt;(Guilherme de Almeida)&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 382px; DISPLAY: block; HEIGHT: 260px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5364406901321091570" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_Mmy749wfY0g/SnIzp6flyfI/AAAAAAAAAl8/Iz2iPonoERg/s320/FOTO+MONTAGEM+PARA+O+BER%C3%87O.jpg" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; &lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;(Imagem montada para o texto com a foto de Guilherme de Almeida em pose de discurso)&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Êle estava debruçado sôbre a “moïse” de junco e túles, onde um novêlo tenro de carne côr-de-rosa mexia-se com uma dificuldade molenga e morna.&lt;br /&gt;E o Homem Que Tinha Vivido falou assim ao Homem Que ia Viver:&lt;br /&gt;- Peque fruto que vai amadurecer: fruto que veio da flor noturna de um beijo que se desfolhou em segrêdo... Escute! Daqui a pouco vai começar a desbotar-se tôda essa sua verde pureza. Haverá criaturas humanas que se empenharão em destruir a sua única memória do céu, os seus únicos vestígios divinos: o Instinto e a Intuição. Só essas duas sabedorias da espécie são capazes de explicar o Gênesis: “Deus fêz o homem à sua imagem e semelhança”. Imagem de Deus no homem: Instinto. Semelhança de Deus com o homem: Intuição. Isso será destruido pelos dois crimes que se chamam: Educação e Instrução. Educado e instruido, meu pobre semelhante, você começará, então, a estandardizar-se: a perder tôda a sua personalidade, a deixar de ser um todo interessante, para ser uma parte desinteressante perdida numa enorme e inútil insipidez: a Sociedade. “Animal social” (aristotèlicamente: “politikon zóon”), você vai encontrar, no seu meio, uma porção de homens que absolutamente não se conformarão, nunca, com a idéia de que, por um instante, no tempo, e em qualquer parte, no espaço, desta ou daquela maneira, por isto ou por aquilo, você possa ser feliz. Êsses homens são conhecidos pela designação de Moralistas. Então, dentro da moral dêsses homens, você vai compreender que a única maneira de ser honesto é ser rico, e que a única maneira de ser rico é roubar: e esforçar-se-á, extraordinàriamente, por ser honesto... Um dia, você encontrará no seu caminho uma mulher, que você achará “diferente” de tôdas as outras: e começará a destruir essa “diferença” por um processo de aniquilamento vulgarmente conhecido pelo nome de Amor. Ou cruzará com alguns senhores que dirão a você: “Meu amigo”, e passarão a provar que maneira mais eficaz e menos indecente de se explorar o próximo é a Amizade. Talvez você queira, então, desviar para uma grande coisa sagrada êsse amor e essa amizade: talvez você pense na Pátria. Para quê? – Para convencer-se, mas tarde, de que vale a pena ter-se uma pátria só para se poder ser estrangeiro em alguma parte... E é possível, afinal, que, pela Beleza, você tente libertar-se dos outros e de si mesmo: e você verá apenas o pobre escravo da Arte e da sua irmã gêmea, a Miséria... E, um dia, desencantado, você dirá, sôbre um berço, estas mesmas palavras que eu estou dizendo...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;*&lt;br /&gt;**&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Mas, na “moïse” de junco e túles, a criancinha côr-de-rosa sorriu, perfeitamente disposta a viver.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;-x-x-x-x-x-&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Fonte:&lt;br /&gt;ALMEIDA, Guilherme de. Diversos.&lt;em&gt; Revista da Academia Paulista de Letras&lt;/em&gt;, São Paulo, nº 28, 12 de dezembro de 1944 – p. 5/6.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Feeds para esta postagem:&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7714914913271307320-6320201027266468462?l=literalmeida.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://literalmeida.blogspot.com/feeds/6320201027266468462/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7714914913271307320&amp;postID=6320201027266468462&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7714914913271307320/posts/default/6320201027266468462'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7714914913271307320/posts/default/6320201027266468462'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://literalmeida.blogspot.com/2009/07/guilherme-de-almeida-e-o-discurso-beira.html' title='GUILHERME DE ALMEIDA E O DISCURSO À BEIRA DE UM BERÇO'/><author><name>LITERALMEIDA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11978644072596629149</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_Mmy749wfY0g/SR4QOHEhH-I/AAAAAAAAAd0/fN1618XZRVM/s1600-R/Nico.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_Mmy749wfY0g/SnIzp6flyfI/AAAAAAAAAl8/Iz2iPonoERg/s72-c/FOTO+MONTAGEM+PARA+O+BER%C3%87O.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7714914913271307320.post-4209846548200727088</id><published>2009-07-21T17:24:00.003-03:00</published><updated>2009-07-21T17:40:41.930-03:00</updated><title type='text'>GUILHERME DE ALMEIDA: O LITERATO ECLÉTICO</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_Mmy749wfY0g/SmYmcgpNyQI/AAAAAAAAAl0/-qkqndU0YLM/s1600-h/EX-LIBRIS+GUILHERME+DE+ALMEIDA.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5361014677672151298" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 251px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_Mmy749wfY0g/SmYmcgpNyQI/AAAAAAAAAl0/-qkqndU0YLM/s320/EX-LIBRIS+GUILHERME+DE+ALMEIDA.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;EX-LIBRIS DE GUILHERME DE ALMEIDA&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;O ECLETISMO &lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;DE &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ff0000;"&gt;GUILHERME DE ALMEIDA&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;(Luiz de Almeida)&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;Quando estudamos a biografia de alguém, normalmente tomamos conhecimento dos seus feitos, das suas qualidades e qualificações. Ao estudarmos a de um literato, obviamente saberemos se: poeta, romancista, contista, cronista, etc. Muito bem.&lt;br /&gt;Como já mencionado nas duas postagens anteriores, o &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;RETALHOS DO MODERNISMO&lt;/span&gt;, optou para, neste mês de Julho, editar postagens sobre o “Príncipe dos Poetas Brasileiros”: &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;GUILHERME DE ALMEIDA&lt;/span&gt;. E, devido a quantidade de material sobre o referido Poeta, tornou-se tarefa difícil a escolha da “matéria” ideal para postagem, pois algumas muito longas, outras por não possuir referências, outras por ser demasiadamente acadêmicas e repetitivas, outras por serem de conhecimento público – fato esse que desviaria do objetivo do Blog, que é o de procurar trazer sempre algo de novo, pelo menos na Net. E, seguindo esse objetivo, o Blog traz um texto guilhermino inédito na Internet: “Do Sonho”.&lt;br /&gt;Os admiradores de Guilherme de Almeida sabem que ele não foi somente poeta. Advogado, promotor, comendador e soldado Constitucionalista, Guilherme de Almeida, duas vezes acadêmico, foi também: jornalista, tradutor, cronista, redator, crítico, compositor, orador, desenhista, ilustrador, heraldista, numismata, vitralista, arborista, etc. Não sendo necessário mencionar mais nada, eis o texto do nosso Poeta, mantida a grafia original: &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;DO SONHO&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Alguém me disse, certa vez, faz muito tempo:&lt;br /&gt;- Se me fôsse possível escolher o meu destino, eu escolheria a trajetória luminosa de um sonhador.&lt;br /&gt;No princípio, estranhei, não aprovei a idéia, que me pareceu esdrúxula nos lábios da quase-criança que a pronunciaram. Depois pensei e dei razão à pequena sonhadora.&lt;br /&gt;O sonho é ainda a única reali
